como assim, bial?

Eu não tomo chá. Mirco gosta, mas quase não toma. Não é uma tradição italiana. Não existe chá com leite por aqui. Adivinhem o que ganhamos de Natal da mãe do Mirco? Um conjunto de chá – com teapot, açucareiro e minileiteirinha.

Tem umas coisas aqui que eu realmente não entendo. Essa incapacidade de olhar pro lado, de questionar, de duvidar, de perguntar, de se interessar, de querer entender. Ano passado conseguimos convencer o condomínio a consertar um treco no telhado que fazia um barulho miserável quando ventava – e aqui venta muito. Quando comentamos com os vizinhos do lado, uma família tão boazinha que dá pena, eles disseram: aaaah mas esse barulho nós já ouvimos há uns dez anos! COMO ASSIM? Conviver com um barulho irritante e repetitivo por DEZ ANOS e nem sequer ter a curiosidade de saber de onde ele vem? Quequeísso!

Mesma coisa lá na escola. Tem alguma coisa estranha que apita o dia inteiro. Eu, que passo o dia TODO enfurnada lá dentro, tem dias que quase enlouqueço com o apito. A Simona fica sentada ao lado de uma janela na mesma parede da minha sala, e também ouve o apito. Mas foi preciso que eu dissesse pelamordedeus o que é esse apito maldito alguém conserta essa coisa!!! pra que ela chamasse alguém pra diagnosticar. O eletricista que veio consertar a campainha falecida disse que parece que é la caldaia (o boiler ou coisa que o valha). O que significa que precisa chamar o idraulico (bombeiro). Você chamou o bombeiro? Nem ela. Ficamos o dia todo ouvindo aquele apito enlouquecedor, que infelizmente dá pra escutar até mesmo com o rádio ligado repetindo aquelas mesmas dez músicas o dia inteiro. O papel higiênico dos banheiros acabou há três semanas, e todo mundo continua limpando a bunda com papel absorvente, que aqui se compra em rolos imensos de quatro, cinco quilos e se usa pra limpar tudo dentro de casa. Alguém foi lá comprar? Não. A privada do banheiro do hall de entrada está entupida com o tal papel, que logicamente não desce pela descarga, há igualmente três semanas. A faxineira supermaquiada resolveu o problema? Não.

E olha que eu sou a rainha da empurração de coisas com a barriga, herança paterna, mas haja paciência!

Enquanto isso, a agência que me deu a bolsa de estudos me manda um e-mail dizendo que o governo liberou a verba das bolsas desse ano, e pedindo pra ir ao site da agência pra ver se o meu nome está lá. Quem disse que se acha alguma coisa no site? Quem disse que alguém sabe me informar alguma coisa por telefone?

Enquanto isso, a agência que intermedia projetos de formação de empresas financiados pela Regione Umbria e pela Comunità Europea, que me deve dois terços do curso de inglês que eu fiz na empresa do Chefe Idiota há duas eras glaciais atrás, não responde o telefone, não responde e-mails, o fax não funciona.

Enquanto isso, a escola de Ponte San Giovanni ainda me deve 150 paus de novembro e dezembro. E pelo telefone dizem que eu fui inflexível demais. Hein?

Enquanto isso, Berlusconi paga 1800 euros de multa e assim se salva do pente fino do Fisco. Lei criada por ele mesmo pra salvar o cu dele mesmo, logicamente.

Enquanto isso, hoje um solteirão foi descoberto com o cadáver da mãe escondido no armário há três anos, enquanto ele tranqüilamente recebia a pensão da senhora religiosamente, todo mês.

Enquanto isso, não consigo malhar nem com o convite pra um mês grátis na academia mais in de Foligno, porque os horários são incompatíveis com o meu horário esquizofrênico de trabalho. Ando tão irritada que nem fome tenho e já perdi dois dos mil quilos que devo perder pra não morrer de Depressão de Gordo.

E outra noite sonhei que o Mirco tinha feito um piercing no queixo. Acordei às gargalhadas :)

nada a ver com nada

Estou precisando desesperadamente de um celular novo. Então fui e comprei um casaco.

É que dia 7 começaram oficialmente as liquidações em Perugia (cada província tem a sua data específica, oficial, e ai de quem desrespeitar), e lá fui eu à caça de um casaco verde-musgo que eu já tinha identificado há alguns meses na Sisley. Quando o vi pela primeira vez, fiquei olhando pra cara dele pra não esquecer, decorei o preço (150 euros) e armazenei as informações num canto do céLebro, pra voltar só quando as liquidações começassem. Ontem fez um frio desgraçado, passei a manhã em casa fazendo uma faxina daquelas pesadas como há muito não fazia, descalcarizando a casa toda, levei almoço pros meninos na oficina e assim que as lojas reabriram à tarde, às três e meia, eu já tava dentro da Sisley fuçando entre os casacos. Achei o bendito, e estranhamente achei o meu tamanho também, motivo pelo qual dificilmente consigo aproveitar liquidações. Novo preço: 85 paus. Valeu a espera ou não valeu? Sobrou até pra comprar um cachecol lindo de lã marfim, pra combinar com o gorro de cashmere da mesma cor que o Gianni fez na malharia onde trabalha, e me deu de lembrancinha de Natal.

Como também estava precisando de um par de botas pra alternar com o preto que eu uso direto ultimamente, passei na Bata e trouxe pra casa um lindo par marrom escuro, com estranhos adereços esporas-like com strass que posso tirar se não tiver coragem de usar, de couro da melhor qualidade. A moda esse ano é o estilo eqüestre, que eu acho bem legal mas sendo culotuda e imensa não posso me dar ao luxo: calças de pernas finas ou que terminam logo abaixo dos joelhos enfiadas por dentro de botas de cano altíssimo, com salto e ponta em estilo cowboy. Só que as botas aparecem nos modelos mais improváveis, daqueles feitos com retalhos de couros os mais variados, hediondos, aos com perolinhas, canutilhos e detalhes em prata e/ou oncinha. A gente chora de rir andando pelas ruas de Bastia, eu e Mirco. O que tem de calça jeans enfiada à força dentro das botas, com quilômetros de pregas escapando pelas bordas, não tá no gibi.

Moda aqui é uma coisa muito engraçada. As pessoas parecem todas saídas de uma revista de moda, com tudo sendo usado junto ao mesmo tempo agora. Mas os homens é que são mais engraçados, porque a gente não tá acostumado com macho vaidoso desse jeito no Brasil. Já falei aqui das sobrancelhas feitas dos homens, que me hipnotizam. Tenho um aluno que é a maior figura, e é o protótipo do homem italiano do interior do Zaire, do bastiolo fighettone. Bronzeado (porque acabou de voltar da clássica viagem à Tailândia; daqui a três semanas vai ser porque fez bronzeamento artificial), cabelos pretos como a graúna, sólidas sobrancelhas devidamente feitas, sorriso de vendedor (ele É vendedor), a gola da camisa tão alta e pontuda que se ele virar a cabeça pro lado é capaz de sofrer lesão ocular, sapatos marrons pontudos, celular que além de telefonar tira foto, serve de agenda, corta grama, essas coisas. O menino me ama e me dá aquelas olhadas 43 de conquistador barato que me dão uma vontade de rir desgraçada. E quando conta as barbaridades que manda em inglês por SMS às novas amigas tailandesas, é de matar. Anota todas as frases feitas, todos os chavões, todas as expressões de duplo sentido. Eu passo a aula toda tentando não olhar pra cara dele, pra não cair na risada. Ele deve achar que eu evito porque senão caio em tentação ;) Esclareço que ele não me ama porque sou linda, porque não é o caso, especialmente aqui onde todas são magras, fashion e têm cabelo liso e preto e cortado do mesmo jeito. É que acho que ele nunca conheceu alguém do sexo feminino tão interessante, engraçada e extrovertida (nem vou tocar no assunto modéstia porque vocês sabem o que eu penso a respeito). A cada besteira homérica que os alunos dizem eu finjo que levei uma facada e eles já aprenderam a dizer nomes de possíveis órgãos lesados dependendo da gravidade do que disseram. L’aorta addominale! Polmone destro! La milza, la milza! (o baço, o baço). Eu choro de rir, e eles também. Além do pseudo-gostosão vendedor temos duas clássicas fighettone nativas de Foligno. Meu maior medo é começar a falar como elas, porque pego sotaques muito facilmente. O sotaque de Foligno só não é mais horripilante do que o de Perugia, que bate TO-DOS os records de cafonice. Pena que não dá pra demonstrar isso pra vocês, porque a combinação fashion victim + sotaque cafona é de desopilar qualquer cirrose…

o macacão

Hoje felizmente é feriado. Epifania, mas as crianças conhecem como La Befana, a bruxa que leva doces pras crianças que se comportaram bem durante o ano e carvão pras que se comportaram mal. Adoro esse personagem :)

Acabamos indo ao cinema ver King Kong, que mal tínhamos curtido no piratão do amigo do Moreno, com aquela imagem horrível.

Quer saber? Apesar do Jack Black, que só sabe representar ele mesmo, eu bem que gostei. Forçation total, lógico, mas gostei. Adorei o estouro da boiada de brontossauros, adorei o wrestling entre o King Kong e os T-Rex, adorei o look dos indígenas malvados. Há muitas cenas terrivelmente mal feitas, mas no geral dá pra aturar sem problemas. Pipocão daqueles bãos mesmo.

Hoje o sol saiu. Tava ventando em Foligno, como sempre, mas não estava tão frio. Então aproveitei uma horinha entre uma aula particular e a primeira aula do dia na escola e fui dar um passeio ao longo do rio Topino.

Como as laterais do rio são muito altas (todo o percurso foi alterado ao longo dos séculos, e em certos trechos são muros a delinear a margem), fiquei protegida do vento. E então lá fui eu, descendo as escadinhas até chegar na margem gramada, onde uma trilha estreita de terra/lama, atraversada por pegadas de tênis os mais diversos e marcas de pneus de bicicletas, logo tratou de sujar minhas botas. Muita gente faz cooper ao longo do rio, mas àquela hora (do almoço) não tinha viv’alma.

Eu gosto de água. Não gosto de mar, mas todas as outras águas me estão simpáticas. Nos últimos dias tinha chovido muito e o Topino estava cheio, correndo veloz. É mais um riacho, coitado, no máximo uns 5 metros de largura – muito chutado esse valor; nesse sentido eu sou muito mulherzinha e não tenho a menor noção de unidades de medida – mas é alegre e simpático como todo riacho. Aqui e ali patos e marrecos faziam a digestão, parados contra a corrente, olhinhos fechados aproveitando o sol. O barulho delicioso do rio correndo é muito relaxante e só não sentei no gramado pra ler porque tava tudo muito molhado. Passei por baixo da ponte, não sem suspirar pela felicidade que é poder passar por baixo de uma ponte, num lugar completamente isolado e em um horário em que não passa um cão na rua, sem ter que ficar na paranóia de estar sendo seguida, ou de ver cobertores de mendigos, ou de ter que correr de pivetes. Vi alguns restos de fogos de artifício, porque o italiano médio desconhece a utilidade das latas de lixo públicas, mas nada de especial. Fui andando até o riacho fazer uma curva bem fechada, e na margem interna as águas vão depositando zilhões de pedaços de pau, restos de galhos e ramos que caem das árvores plantadas no calçadão beira-rio. Leguinho ali iria se fartar: pauzinhos infinitos pra brincar, água e um banco de areia. Continuei até a ponte de pedra do século XVI, que eu tinha acabado de atravessar voltando da casa da minha aluna, dei meia-volta e quando já estava de novo na curva dos galhos dei de cara com um cocker preto, com coleira vermelho berrante, fazendo a maior bagunça, se jogando na água, lama pingando dos longos pelos da barriga. Logo depois aparece a dona, com um grande vira-lata preto na coleira. Parei pra cumprimentar os cachorros e ela comentou que era a melhor hora pra levar os meninos pra brincar, porque nunca tinha ninguém, então eles podiam brincar soltos. A alegria de ver um bicho correndo solto e brincando está na mesma categoria do sabor do chocolate meio amargo dissolvendo na boca, do cheiro de livro novo quando enfiamos o nariz entre as páginas, da delícia que é inaugurar uma agenda novinha no começo do ano, na felicidade de ter canetas coloridas, no banho de chuva no verão, em bebê apertando o seu nariz e dando risada. Essas coisas. Subi a ladeira de saída da trilha do rio, sentei num banco de pedra e fiquei de longe vendo os cachorros rolando na grama, se sujando de lama, brincando, fazendo bagunça.

O resto do dia passou rapidinho.

primeiros livrinhos do ano

Depois do Camilleri li Pecore Nere (“Ovelhas Negras”), uma série de contos escritos por quatro mulheres imigrantes ou filhas de imigrantes. Eu já tinha visto as meninas na televisão há alguns meses, e resolvi comprar o livro. O que eu achei delas na TV bateu perfeitamente com a minha impressão ao ler o livro. A garota que eu tive certeza que escreveria de um jeito que eu odeio realmente escreve de um jeito que eu odeio; as duas que me pareceram mais inteligentes escreveram os melhores contos. Gosto de literatura de imigração; lógico, é o que eu faço aqui toda vez que escrevo, é o que faz o povo do Mundo Pequeno – mas acho que a coletânea teria sido ainda mais interessante se tivessem chamado autores de outras origens. Porque todas as quatro têm alguma coisa de indiano e/ou muçulmano, então no final das contas cai-se sempre nos assuntos carne de porco, véu, Meca. Mas é interessante. E de leitura fácil e rápida.

Depois engatei logo Tutti Giù Per Terra (“Todo Mundo no Chão”), de Giuseppe Culicchia, um livro que foi sugerido na lista dos participantes do tal curso de narração que fiz em Perugia logo que cheguei do Rio. Achei divertidíssimo! A capa é broxante, mas o livro é muito engraçado. Dei muita risada, muita mesmo, e só fui dormir quando terminei, às duas da manhã (comecei à meia-noite, quando chegamos do jantar na casa do Gianni e da Chiara). Ótima dica.

E aí comecei La Guerra degli Antò (A Guerra dos Antò – Antò é apelido de Antonio; os personagens são quatro Antonios, amigos, punks, de Pescara), esqueci o nome da autora. Não está me entusiasmando muito; quando terminar digo o que achei.

risotto gamberetti e zucchine

A pedidos, o risoto de camarão do Ano Novo :)

Não sei quanto botei de camarão; fui à peixaria e pedi “me dá um punhado de camarão”, a menina botou na balança (não vi o peso), achei melhor pedir mais um pouco. Usei camarões cinzentos, daqueles graúdos.

Limpei os camarões direitinho, lavei bem e deixei num prato com alho picadinho, azeite e salsinha picada, de manhã até a hora do jantar.

Refoguei um tiquinho de cebola ralada em um pouco de manteiga, juntei o arroz (usei o tipo arboreo, mas qualquer um pra risoto vai bem) e deixei refogar uns minutinhos. Juntei um pouco de vinho branco, esperei evaporar e adicionei duas conchas de caldo de camarão (o ideal é ferver as cascas e cabeças pra fazer o caldo, mas os meus crustáceos vieram descabeçados, então usei um caldo Knorr sabor camarão mesmo, que trouxe do Brasil porque aqui não tem). O chato do risoto é que tem que ficar vigiando, senão cozinha demais e fica uma bosta, ou então seca e cola tudo na panela. Quando estiver um pouco mais cru que al dente, junte umas abobrinhas picadas em cubinhos (eu boto sempre uma abobrinha por pessoa, pra dar mais volume não-calórico ao prato, mas meia por pessoa já tá de bom tamanho) e os camarões temperados. Quando o arroz estiver al dente, os camarões cor-de-rosa e a abobrinha já cozida mas não desmanchando, pelamordedeus, o risoto tá pronto. Se quiser dar um tcham final, misture um pouco de açafrão – só quando já estiver quase pronto, senão fica amargo. Se fizer como eu e usar o caldo Knorr, preste atenção pra não exagerar no sal. Sirva quentíssimo, E SEM PARMESÃO.

che si fottano i caraibi

Hm, não sei bem o que dizer.

Natal é um porre e pra mim não tem outro sentido que não o aniversário do meu pai.

Ano Novo é mais porre ainda porque tem aquela alegria forçada estilo Carnaval, detesto. Mirco trabalhou até as dez da noite com o coitado do Stefano na oficina, eu faxinei pesado, passei roupa, traduzi e acabei fazendo um jantar bem light pra nós dois: risoto de camarão com abobrinha e espetinhos de lula e camarão que fiz no forno. Comemos no joguinho americano verde-escuro bordado por vovó, com os talheres de prata de mamãe, e capotamos à meia-noite e seis. Melhor que isso, só dois isso. Juro, meu ideal de réveillon é passá-lo dormindo.

No final de janeiro vamos passar um fim de semana em Rotterdam, com a irmã do Mirco. A avó deles vai também, e vai ficar por lá por algumas semanas, até a Stefania voltar com ela pra Itália pra dar uns rolés e comprar uns quilos de parmesão. Eu queria muito sair ou chegar em Bruxelas, que não conheço, mas fica a 2 horas de viagem de Rotterdam e não vamos forçar a Stefania a dirigir isso tudo pra ir nos pegar ou levar ao aeroporto. Então vai ser um fim de semana suuuuuuuperlegal, no frio, em Rotterdam, comendo batata. Sempre melhor que Bastia, lógico.

E pra Grande Viagem Anual de 2006 Gianni e Chiara me vieram com a maldita idéia do cruzeiro marítimo no Caribe. Vejam bem: eu odeio mar, odeio barco, odeio ilhas, odeio espanhol, odeio lugares exótico-latinos, odeio drinques servidos no abacaxi, e olha aonde querem me levar! Pior: conseguiram convencer o Mirco, que chegou até a desistir do sonhado retorno à Austrália depois de 5 anos sem pôr os pés por lá. Vou levar uma mala extra cheia de livros pra ficar lendo enfurnada na cabine fugindo do sol, mas tudo bem. Vou ter que ceder porque a essa altura do campeonato sou uma contra 3.

Lógico que mesmo que acabar gostando, jamais admitirei. Ja-mé.

filmes e livros

Vimos Memórias de uma Geisha semana passada com Robertinha. Estava meio desconfiada porque o livro é muito interessante, mas sabe como é, neguinho adora inventar e fazer filmes de merda baseados em livros bons.

Acabou que todos adoramos. Visualmente é um desbunde; aqueles tecidos magavilhosos, a estética japonesa da qual eu gosto só até um certo ponto, paisagens bonitas. Foram bem fiéis ao livro, na medida do possível. O roteiro é meio estranho mas o livro também é, então tudo bem. Gostei, gostei. Vale a pena ver.

King Kong vimos num DVD piratão daqueles filmados dentro do cinema, um horror. Rimos mais das distorções das imagens do que do filme, que deve ser até passável no cinema.

Vimos Ti Amo in Tutte le Lingue del Mondo, do Pieraccioni, humorista toscano muito simpático. Clássico filme italiano idiota, comédia romântica imbecil, mas tem seus momentos.

Vimos Le Croniche di Narnia – eu tinha acabado de ler o livro e achei o filme bem legal, mas semana passada, quando finalmente terminei todos os livros, achei uma BOSTA. Vai ser catequisador assim na casa do chapéu! Socorro! Os dois primeiros são interessantes, mas depois vai tudo descambando numa alegoria tão descarada da Bíblia que eu já tava quase jogando o livro pela janela. Só terminei porque sou MUITO teimosa quando o assunto é livro. Terminei até The Da Vinci Code, vejam só.

E o primeiro livro do ano foi Coraline, do Neil Gaiman (sim, aquele de Sandman). É curtinho, simples, mas bem legal. Interessante pra quem quer começar a ler em inglês, porque é bem facinho mesmo. As ilustrações de McKean também são tenebrosinhas no ponto justo. Gostei.

E logo comecei um Camilleri, Un Filo di Fumo, que não está conseguindo me entreter muito, embora eu saiba que não é culpa sua. E depois que acabar esse vou ter que dar uma parada na leitura (aham…) e enfiar a cara nos livros da faculdade, porque em fevereiro começam as famosas provas das matérias que eu não freqüento. Vai ser mole não.