Arquivo da Categoria ‘pipoca’

avatar

sábado, 31 de julho de 2010

Finalmente consegui ver Avatar, tipo depois de todas as pessoas do planeta. Moreno me emprestou o Blu-Ray e vi sozinha em casa, num dia em que a Carol tava na Arianna e eu precisava MUITO de uma tarde de ócio.

Decepção total. Veja bem, o visual é realmente fenomenal, os caras fizeram um trabalho espetacular, os bichos são maneiríssimos e coisa e tal, mas, putz… O roteiro. O roteiro matou o filme. A palhaçada inicial com o lance dos Marines já me irrita, sabe, essa coisa do militar americano que eu acho o horror dos horrores e tal. Mas quando aparece o comandante ou sargento ou sei lá o que com aquele sotaque de redneck, bronzeado, falando em gíria militar, cheio de cicatrizes de batalhas passadas e, a gota d’água, A PORRA DA CANECA DE CAFÉ ETERNAMENTE NA MÃO, eu quase desliguei a televisão. Que ódio! Que ódiooooo! Tanta tecnologia, tantos anos, tanto esforço, tanto dinheiro jogado no lixo! Com um roteiro maneiro, ou pelo menos não idiota, teria saído um filmaço-aço-aço, mas não. Que ódiooooo! Lógico que a coisa foi só piorando, aquela coisa do bom selvagem, do civilizado que se deixa civilizar pelos bárbaros, blah blah blah. Merda de desperdício de gráfica foda (a única cena que realmente achei ridícula foi aquela dos n’avi sentados no chão naquele ritual místico-religioso-babacóide deles, porque ficou parecendo ala coreografada de escola de samba, sei lá).

Enfim, o fato é que tem muito tempo que não vejo um filme decente. Só conseguimos ir ao cinema aos domingos, quando deixamos a Carol à tarde na Arianna, mas se só tem porcaria pra ver, não resolve muito. Achei Solomon Kane uma merda (jesus, quem é aquele ator canastrão? Socorro!). Adoramos O Segredo de Seus Olhos, mas tive que insistir muito porque o pessoal queria ver uma porcaria dessas comédias pastelão italianas que me dão instintos homicidas. Ainda não consegui arrastar ninguém pra ver Toy Story 3, mas também não sei se quero ver em italiano, sinceramente… Só me resta ficar re-re-re-re-re-re-re-re-revendo os que a Carol adora, Cinderela, Toy Story 2 e Shrek (a trip do Aladdin aparentemente passou).

os vampiros

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Moreno me emprestou Twilight e New Moon em Blu-Ray, insistindo que eu os visse porque achava que eu iria gostar.

Olha… Tem muitos anos que eu não vejo dois filmes tão idiotas. Espero de verdade que os filmes tenham ficado muito aquém dos livros, porque tem tanta gente boa que eu conheço que gostou dos livros que me recuso a acreditar que sejam tão ruins e estúpidos assim. Festival dos clichês, anyone?

A Coisa Irritante Número Um são os cabelos amarelo-Cheetos dos vampiros louros. Queísso, gente? Ter cabelo amarelo com cara de peruca de plástico é efeito colateral de vampirice? Faz favor, né!

Coisa Irritante Número Dois: a Bella. Meldels, que garota cha-ta! Chata, chata, chata de marré deci! Não tendo lido os livros, não sei se a personagem é assim mesmo ou se é a atriz que é um horror, mas o fato é que achei a garota chata, com aqueles olhos caídos, a boca eternamente aberta, toda a graça e entusiasmo de uma batata cozida e a expressividade do cigano Igor, a falta de personalidade, a falta de interesse geral. A larica do vampiro devia estar feia mesmo pra ele se apaixonar por aquela coisa.

Coisa Irritante Número Três: os diálogos 100% chavão. “Não consigo imaginar a minha vida sem você”. Vômito.

Coisa Irritante Número Quatro: o Jake. Se você achava que só a Globo era capaz de transformar caras-de-pobre feito o José Mayer em galã, se enganou. Com essa nareba de Jackson Antunes antes da cirurgia, meu filho, você pra mim só vai ser galã quando todos os homens do mundo morrerem de autocombustão.

Coisa Irritante Número Cinco: esse lance da pele brilhante quando os vampiros se expõem ao sol. Hein? Num mundo como o nosso, onde ninguém nem olha duas vezes pra punks, megatatuados, gente com piercing no cu, gordas de biquini na praia, alguém sinceramente acharia uma coisa estapafúrdia um muchacho coberto de glitter?

Coisa Irritante Número Seis: o excesso de clichés nos roteiros. O vampiro que finge não gostar mais dela de um dia pro outro pra salvá-la e ela acreditar; ela que finge que está puta com o pai pra poder fugir de casa e salvá-lo e ele que acredita; a história toda dos lobisomens; a mãe pseudomaluquinha; o vampiro rasta. Ai meus sais…

Os efeitos especiais do primeiro filme são uma merda; os do segundo, um pouco melhores. As sobrancelhas da Bella estão melhores no segundo filme. Cada vez que vejo o Jasper fico com vontade de bater nele; tudo nele me irrita, a começar pelo nome (e pelo cabelo).

A única coisa legal que eu vi foi o lance da “instalação” com os chapéus de formatura (tenho certeza que eles têm algum nome específico mas estou com preguiça de procurar) na parede da casa dos vampiros. Criativo.

E pensar que neguinho faz fila pra ver essas merdas. O mundo anda me irritando deveras ultimamente.

iron man 2

terça-feira, 4 de maio de 2010

Aproveitamos o domingo lerdo pra deixar a Carol na Arianna e ir ao cinema, coisa que não fazíamos desde que ela nasceu. Fomos a Foligno, na sessão das 4 pra voltar cedo, e estávamos animadíssimos porque o primeiro Iron Man é absolutamente sensacional – tenho o DVD e já revi um zilhão de vezes, it’s that good.

Que desperdício de filme, pelamordedarwin. Roteiro sem pé nem cabeça. Mickey Rourke fazendo o mesmo papel que fez em The Wrestler, só que com dentes de ouro, e mesmo assim hipermal aproveitado. Pepper completamente esquecida. Samuel L. Jackson como Nick Fury e a S. Johanssen como a sua ajudante (cujo nome não entendi) totalmente sem sentido, sem nenhuma explicação, background ou diálogos inteligentes. Nem vou comentar o cabelo efeito Jucileyde-que-usa-litros-de-leave-in-pra-realçar-os-cachos da coitada da Johanssen, que emagreceu mas continua com bundão. Don Cheadle desperdiçadíssimo. Sim, os efeitos especiais são foda (ele bêbado dançando de armadura é o ó, puro molejo), a armadura dele é tudo na vida e eu também quero, mas o filme é uma MERDA. Saí do cinema irritadíssima porque poderia ter sido um filmaço e não foi. Gostaria de saber que curso de merdificação de filmes esses diretores fazem antes de filmar os sequels, puta que me pariu.

da série “cenas de filmes das quais eu gostaria de ter participado”

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O desfile em Ferris Bueller’s Day Off. AMO AMO AMO.

o tempo não pára

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Aproveitando as promoções da Amazon, tenho comprado muitos DVDs baratérrimos. A fornada que chegou hoje tem The Untouchables, Run Lola Run, Master and Commander, The Last of the Mohicans*, X-Men 3. Vejo enquanto estou trabalhando, porque senão morro de tédio e não consigo ficar mais de vinte minutos sentada na cadeira.

Estou vendo The Untouchables agora. Adoro. A gente fica tão acostumado com esses filmes mais clássicos que esquece o quanto são velhos. O Kevin Costner era um garotinho! E o Andy Garcia, que pitéu, hein. Que-pi-téu. O único porém, além da altura, é aquele peito peludo hediondo, mas de resto, vem pra mim, vem.

Junto com os DVDs chegou Neuropath, sobre o qual já devo ter lido umas vinte críticas positivas na rede. Estou curiosíssima, mas como tenho trabalho pro fim de semana inteiro e duas provas semana que vem e uma na outra, acho melhor não começar agora, pra não ficar completamente viciada e não conseguir fazer mais nada além de ler. Assim que passar esse furor de trabalho e estudo, vou atacar a minha biblioteca with a vengeance. Preparem-se para muitas resenhas.

*O livro dos Moicanos é chatérrimo, mas eu AMO o filme e não me canso de revê-lo. Além da trilha sonora e da fotografia fantásticas, tem uma das minhas cenas preferidas do cinema EVER EVER EVER, quando a irmã loura se joga do penhasco em vez de aceitar ser prisioneira daquele índio horroroso com acne. A música no clímax e a expressão dela logo antes de se jogar são de arrepiar todos os pelinhos do braço. Se você não se lembra, dá um pulo na sua locadora e depois me diz se não tenho razão.

hm

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Eu não sei vocês, mas eu achei o trailer de Hellboy II MUI-TO maneiro. Não sei do que se trata e não vi o primeiro, mas esse é dirigido ou produzido, já não lembro, pelo diretor do Labirinto do Fauno. E os efeitos, meus queridos, são fodaaaaaaa. Quero ver.

várias

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Não vou fingir que entendo de política, muito menos norte-americana, mas eu gostei do discurso da Hillary. Aqui.

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O tempo anda uma MER-DA. É a primavera mais climaticamente desagradável dos últimos 200 anos, dizem. E parece que vai ser assim até o próximo inverno: vento frio, chuva e sol alternando-se durante o dia. Pelo menos aqui. No norte anda chovendo a cântaros e deslizamentos de terra são a última moda. Acidentes nas estradas também não faltam, porque se o italiano já dirige feito um animal em condições normais de temperatura e pressão, imaginem em pista molhada e com visibilidade reduzida. Eu, pessoalmente, entro numa espiral de mau humor todos os invernos, e essa cortação de barato meteorológico me deixou muito pra baixo. Pensar que quando esse tempo bosta terminar vamos estar já nos dias curtos e escuros do inverno me deixa louca. Mas fazer o quê.

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Sábado fomos ver Then She Found Me, com a Helen Hunt. Meudeus, como ela tá VE-LHA! E, na boa, até entendo não querer se plastificar toda, aceitar o envelhecimento numa boa e tal, mas cara, tem rugas que praticamente GRITAM “quero botox!”. Magra, macérrima, a pelanca solta acentuando as rugas, socorro! O filme propriamente dito é interessante, lentíssimo mas não horrendo, tem seus momentos e tal, mas parece que o pré-requisito pra trabalhar nele é ser feio pacas E mal vestido pacas – não se salva nem o Colin Firth, quéridos, que passa o filme inteiro com cara de quem não toma banho há uma semana. Não importa que ele é pai separado com dois filhos pra criar: roupa amassada é perdoável; cara de sujo, nem pensar. Saí do cinema com um discreto nervoso, porque não posso ver gente suja, e odeio mulher molamba usando sandália de turista alemão e sem nem um rímel pra dar uma levantada (pra não falar nas rugas pedindo botox).

E ontem vimos Il Divo, filme italiano sobre Giulio Andreotti, a mafia guy if I’ve ever seen one, senador vitalício, corcunda, com cara de Yoda, asqueroso, talvez o homem mais poderoso do país, com toda a desonestidade e a podridão que isso implica. Podia ser um filme interessante, mas é tão, tão, TÃO lento que eu tava quase cortando os pulsos. Não tenho paciência pra lentidão, que pra mim deveria ser punida com chibatadas em praça pública, e Il Divo tem ritmo de cinema iraniano. Não dá. Não vejam. Não-ve-jam.

gomorra, il film

domingo, 18 de maio de 2008

Já falei aqui do livro Gomorra, de Salviano, que foi ameaçado de morte pela Camorra e anda escoltado etc e tal. Falei que o livro é MUITO maneiro e chocante.

O filme é qualquer coisa.

Primeiro que me deu vontade de rir porque o bairro de Scampia, o mais violento e drogado e pobre de Nápoles, é como uma favelona. A única diferença entre a Vela (um complexo de apartamentos GIGANTESCO e HEDIONDO, uma espécie de Cruzada aumentada, sacam) e uma favela é que os moradores são brancos. De resto, darlings, é tudo igual. Mulher mal vestida, homem com corrente de ouro no pescoço e pulseira de bicheiro nos braços, criança correndo despenteada, lixo na rua, restos de material de construção abandonados nos cantos, cachorros sarnentos passeando livres, roupas penduradas nos varais do lado de fora, vazamentos em tudo o que é lugar, carros abandonados em terrenos baldios, crianças tomando banho em piscinas Tony, gente que não faz ABSOLUTAMENTE NADA o dia inteiro, e principalmente homens armados que ficam de lá pra cá em cima das lajes pra dar o sinal quando a polícia se aproxima.

Segundo que me deu vontade de chorar porque gente que se droga me dá vontade de chorar. De ódio. Porque se tem uma coisa que eu detesto é estupidez, vocês sabem, e poucas coisas são mais idiotas nesse mundo do que se drogar/fumar/perder dinheiro em jogos de azar (e viva a rima).

E por último, Nápoles é mesmo uma irmã gêmea do Rio. Vamos combinar que a beleza do Rio é de sentar e chorar e não tem comparação com nada desse mundo, mas Nápoles também é muito bonita. Ver a degradação em que se encontra é um soco no estômago pra quem vem de uma cidade tão sofrida e injustiçada e fodida quanto o Rio de Janeiro, completamente entregue, como Nápoles, ao crime organizado, que fatura em cima de cretinos que não têm nada melhor pra fazer da vida do que entupir os narizes de coca.

O filme é esquisito, mas de um livro que não é um romance não podia mesmo sair um filme convencional; os personagens são muitos mas pouco desenvolvidos e você não cria a mínima empatia; os subplots são numerosos e nem sempre relacionados entre si; o ritmo é meio lento. Mas o filme é bárbaro e vale super a pena ver.

P.S.: O filme é todo em dialeto napoletano, e conseqüentemente legendado em italiano. Não, não se entende absolutamente nenhuma palavra. Nenhuminha.

ironman

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ontem à noite fomos ao cinema em Foligno com Gianni, Chiara, Daniele e Une. Fui eu que pilhei todo mundo, porque eles não são chegados nesses filmes de quadrinhos – nunca leram quadrinhos e não conhecem nenhum personagem. Aliás, nunca lêem nada e não conhecem nada, mas vamos esquecer esse pequeno detalhe.

Eu gosto do Robert D. Jr, apesar dele sempre fazer papel dele mesmo. Normalmente acho a Gwyneth Paltrow uma chata de galocha, capa e guarda-chuva, e não é só por ter esse nome imperdoável, mas gostei dela nesse filme. O único porém dela é o penteado na cena da festa; vai ser perucona assim na casa do chapéu! Mas fora esse pequeno detalhe, adorei tudo, e felizmente todo mundo gostou do filme também. O roteiro é bom, os efeitos são fodaaaaaaaaaa, a trilha sonora é FODAAAAAAAAAAAAAAAAAA, é tudo foda. Adorei. Saí do cinema toda contente e pimpã, morrendo de saudade do tempo em que eu lia quadrinhos. E doida pra ver a continuação. Porque não teve beijo, né, mas ficou aquela coisa no ar, rolou aquela revelação final e tal, blah blah pororó pim-pim, vai ter Ironman 2 e eu quero ver.

Ainda pipocando, recebi um maldito email da Amazon com DVDs em oferta, e lá fui eu dar uma olhada. Acabei comprando um monte de coisas, tudo a menos de 4 libras, uma delícia. Ficou faltando só a trilogia do Poderoso Chefão, que tá em falta e ficou na lista de espera. Resisti bravamente a isso aqui, não sei como.

10,000 BC

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Estou rindo até agora. É exatamente isso.

Ah, o site saiu de um comentário no blog da Cora.