Li Dracula (o original de Bram Stocker) há alguns anos e, honestamente, é um dos melhores livros que eu já li na minha vida. Tem muito pouco a ver com o que estamos acostumados a assistir no cinema dá muito, MUITO mais medo. Bem escrito pra caramba, tenso, descritivo na medida justa. LEIAM.
Arquivo mensais:maio 2004
blergh
Quarta-feira é dia de cinema (porque o ingresso custa 5,50 em vez de 7). Fomos ver Van Helsing. Antes tivesse ficado em casa passando roupa…
Sabe um filme tão ridículo que dá pena? É esse. O filme inteiro é ridículo, do começo ao fim. Os cenários são vergonhosos, o figurino é de uma cafonice ímpar, os efeitos especiais são sofríveis, o elenco inteiro é canastrão (o Faramir, que já era orelhudo e bobo quando era Faramir, vira um monge retardado; o pobre Wolverine fica ridículo de cabelão e chapelão; as esposas do Drácula são tão chatas e forçadoras de barra que da vontade de bater), o roteiro é um samba do crioulo doido (Drácula faz filhos que nascem de CASULOOOOOOOOOS pendurados no tetooooooooo, gosmentos e rabudoooooooos), os diálogos são absurdos, é um horror! A única coisa que se salva é o Drácula. Não sei quem é o ator, mas ele manda bem. O resto, senhores, é tão ruim que chega a dar pena.
grr.
Estou devendo 300.000 emails, mas hoje estou irritada demais pra escrever. A minha incapacidade total e absoluta de ganhar dinheiro me deixa num estado de ódio tamanho que não consigo nem respirar sem sentir raiva. Esperemos que passe.
livriiiiinhos!
Então, eu nem falei nada, mas sexta-feira chegaram meus livros da wishlist da Amazon, presente de aniversário do Mirco pra mim. Ontem mesmo comecei Choke, de Chuck Palahniuk (o autor de Fight Club) e já estou quase no fim. Estranho, mas interessante, tem algumas tiradas ó-te-mas. No pacote veio um outro dele, “Survivor”, Under the Volcano (Malcolm Lowry), Last Bus to Woodstock (Colin Dexter), What It Means To Be 98% Chimpanzee (Jonathan Marks), e dois básicos do Stephen Hawking que admito nunca ter lido antes: A Brief History of Time e The Universe in a Nutshell.
tudo na vida
Ontem fui a Roma rapidinho fazer o tal provino, ou prova em frente à telecâmera, pro tal lance de Donnavventura. Me senti ridícula, mas menos do que eu esperava. Nunca tive problemas pra falar em público, e mais público do que ali era impossível armaram uma tenda na Piazza del Popolo, esquina com a Via del Corso, os japoneses passavam e tiravam fotos, passavam charretes levando os convidados de algum casamento chique, e aquele bando de mulher sentada nas escadarias da igreja esperando a sua vez pra olhar pra câmera e dizer, me chamo fulana, tenho tantos anos, moro no lugar tal, e gostaria de participar de Donnavventura porque blah blah blah. O roteiro desse ano será os EUA e um pedaço do Canadá, chegando até o Alaska. Confesso que talvez tivesse ficado mais empolgada se fosse a Nova Zelândia. Ou a África. Minhas chances: 0. Lembrete pro ano que vem: ir de jaqueta de couro e sapato pesado. Ninguém convidaria uma pobre subdesenvolvida de sapato boneca e suéter Burberry pra dirigir um 4×4 no deserto do Nebraska.
ripa na chulipa
Mudando de pato pra ganso: a Serena, como esperado, ganhou de lavada a quarta edição do Grande Fratello. É meio biruta mas parece ser boazinha, por isso acho que mereceu. Claro que o Fratellão é só desculpa pra gente fazer um balacobaco às quintas-feiras, só um idiota pode levar aquilo a sério, mas de qualquer maneira nos divertimos muito ontem. A nova casa Chulipense da FeRnanda é um amor, com vista pra praça central (e única, suspeito) de Ripa, os quartos são amplos, as janelas são muitas, os móveis ainda não chegaram mas o sofá-cama da IKEA é super confortável, as piadinas que o Fabio fez estavam ótimas, a minha torta de limão idem, e a companhia, claro, sempre impecável. Estamos felicíssimos por eles; a casa é uma delícia e com o alto-astral da FeRnanda não tem como não virar um lugar muito feliz.
Hoje à noite vem gente jantar em casa, um primo do Moreno que trabalha na polícia federal (bons contatos não fazem mal, claro, mas esse cara tem fama de simpático. Adoro unir o útil ao agradável). Pão de queijo, feijão com arroz, carne assada que já tá no fogo, farofa, torta de limão.
E acabei de terminar uma tradução do Italiano pro Inglês de um assunto que eu a-do-ro: mitologia grega. E há coisas turísticas de alto escalão pintando por aí.
que droga
Então eu já tô de saco cheio dessa história do Maradona, e quero fazer uma pergunta aliás, várias: por que é que ainda dão espaço na mídia pra esse idiota? Um cara que é A imagem da decadência, da auto-destruição, da imbecilidade, da fraqueza de espírito? Por que é que ainda se fala dele? Que tipo de exemplo esse idiota pode dar aos outros idiotas que precisam de ídolos? Por que é que há tantos idiotas que precisam de ídolos? Por que esse mundo é tão ridículo?
Quando eu vejo gente embaixo de janela de hotel esperando que o cantor ou ator famoso apareça na janela, quando eu vejo gente na porta do hospital onde essa mula do Maradona está internado, com vela e santinho na mão, rezando por um idiota, quando eu vejo gente que chora quando vê o ídolo na televisão, eu sinto um desconforto tão forte que chega a incomodar fisicamente. Que poço de ignorância uma pessoa tem que ser pra idolatrar gente da qual só se conhece uma faceta! O que se sabe do Maradona, além dele ter sido um estupendo jogador de futebol? O que que esse cara acrescentou ao mundo? O que ele tem que poderia me fazer gostar dele? De maneira geral eu não gosto de artistas nem de esportistas; gosto do que eles fazem, o que é IMENSAMENTE diferente. Não posso gostar deles, porque não os conheço. A não ser que seja uma coisa muito gritante, tipo, eu não gostava nem das músicas da Cassia Eller, nem da sua voz, nem da sua aparência física que sempre considerei esculachada ao ponto de ofender terceiros. Também não gostava dela porque detesto gente vulgar e mal educada. Gostei menos ainda da novela que se criou em torno da morte dela, e gostei ainda menos da idolatria que se criou em torno dela. Porra, a mulher era mal educada pra caramba, morreu drogada e neguinho ainda tem admiração por ela? On the other hand, gosto do Oscar, do basquete. Gosto porque me parece ser um cara sensato, normal, não-estrelinha leiam bem, PARECE, não sei, não o conheço. Pensando bem, em vez de dizer gosto do Oscar, talvez seja mais seguro dizer tenho simpatia pelo Oscar. O resto é perfumaria.
Sou eu que estou ficando maluca ?
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E aí, falando no Maradona, entramos no assunto droga. Vocês, leitores espertos que são, devem ter lido a sensatíssima coluna da Cora falando da sua opinião sobre o assunto. Concordo em parte. Tenho certeza de que a predisposição à dependência é uma coisa biológica, genética, e, até o momento, “incurável”. Eu também sou viciada em chocolate e eu, como a Cora, não hesitaria em vender o videocassete pra comprá-lo de um traficante, se o chocolate fosse declarado droga ilegal. A diferença, no entanto, é que a droga te destrói muito rapidamente e é bem mais viciante, enquanto que o chocolate só faz engordar mesmo. E, sabendo o que a droga pesada faz com o seu corpo, e a dependência quase imediata que ela te causa, e os problemas que resultam do seu uso, porque é ilegal, só entra nessa quem é muito idiota. Como só quem é muito idiota começa a fumar. Vejam bem, o problema está no primeiro passo. Só dá o primeiro passo na direção do abismo, sabendo que ali está o abismo, quem é muito idiota. A fraqueza está no vício, porque quimicamente a nicotina, assim como a heroína e o chocolate, é viciante, e o cabo-de-guerra entre força de vontade e dependência química é meio complicado. Mas o primeiro passo é burrice mesmo, e é só por esse pequeno detalhe que eu não acho tão boa a idéia de legalizar a droga. Como também não acho legal o fato do cigarro ser considerado legal. Sou completamente contra oficializar a idiotice, e por mim o tabaco seria exterminado da face da terra. Abaixo o fedor e os dentes amarelos.
p.s.: leiam também os argumentos do Tom Taborda sobre o assunto. Interessante.
a pedidos



Essa amarela ai é a unica da ninhada que saiu amarela, e foi a primeira a ser comprada (na foto ela esta no colo da dona, vizinha da oficina).
Gostou, Julie? :)
zzzzzz
Ontem fomos ver Kill Bill vol. 2. Quer saber? Gostei não. Não gostei NADA, excrusive cheguei a dormir no final e quando acordei ela já tava dando as dedadas no Bill e eu não entendi nada. As únicas coisas legais do filme são a trilha sonora gostosinha e a B.B. que é leeeeeenda. O resto, crianças, é lenda.
boh…
Meu tomilho cresce totalmente descontrol, descabeladíssimo. Está dando florzinhas minúsculas de um pálido lilás. A sálvia também deu flor. O único que se recusa terminantemente é o alecrim, que continua com a mesma cara, sem crescer nem morrer (non cresce né crepa), sem flor, sem mudar de cor, totalmente estátua. As petúnias estão lindas. Aliás, estavam, porque não pára de chover desde o início da semana e o vento forte levou embora as flores vermelhas. As brancas, que aliás são muito mais bonitas, aparentemente são mais fortes e estão OK. Os cravos estão crescendo que é uma maravilha. As dálias já ultrapassaram a borda da jardineira, estou doida pra ver se vão dar flor ou vão ficar só empatando. Do manjericão já desisti, já vi que não brota mesmo. E o que eu comprei bello e fatto e plantei na jardineira está todo manchado. Diz a Arianna que é o excesso de chuva. Ainda bem que não é culpa minha. O ficus está lá, estável.


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Hoje tem super final do Fratellão em Ripa na Chulipa! Inauguração da nova casa de F&F! Não sei o que vai rolar porque Fabião vai pilotar o fogão, mas eu vou levar a minha Torta Ridícula de Limão (rimou toda essa frase, credo!). E que vença Serena!
p.s.: Tão pintando outros lances de turismo por aí. De repente eu até consigo largar essa BOSTAAAAA de vida entre seguros e investimentos…