Vem cá… Somos só eu e o Mirco que achamos a Angelina Jolie FEIA? Com aquela boca deformada?

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O que merece um arquiteto que planeja o banheiro feminino de um multi-sala num movimentado centro commerciale sem UM ÚNICO gancho pra bolsas, casacos, cachecóis e eventuais sacolas de compras? Acertou quem disse um dedo no olho.

Minha maquininha de fazer macarrão fez sua estréia triunfal ontem à noite. Convidamos FeRnanda e Fabiao pra jantar; fizemos pão de queijo e tagliatelle com molho de aspargos.

Não é difícil fazer a massa do macarrão. A minha pasta ficou ótima, mas senti que ficou faltando alguma coisa que não consigo descobrir o que é. Assim que remediar esse pequeno detalhe boto receita, dicas e fotos online.

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Mirco está planejando dar um pulo à IKEA de Firenze nesse fim de semana. Êeeee! :)

Minha maquininha de fazer macarrão fez sua estréia triunfal ontem à noite. Convidamos FeRnanda e Fabiao pra jantar; fizemos pão de queijo e tagliatelle com molho de aspargos.

Não é difícil fazer a massa do macarrão. A minha pasta ficou ótima, mas senti que ficou faltando alguma coisa que não consigo descobrir o que é. Assim que remediar esse pequeno detalhe boto receita, dicas e fotos online.

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Mirco está planejando dar um pulo à IKEA de Firenze nesse fim de semana. Êeeee! :)

Última manhã de arrumação na loja do Fabrizio o Louco. Não fizemos nada além de botar Baygon em pó nos cantos e remarcar preços. Tudo aumentou, porque no ano passado a chuva foi pouca e caiu a produção de azeite, tartufos, cogumelos, vinhos. Fabrizio desesperado porque alguns produtos tiveram aumentos de até 5 euros! Né nada, né nada, 20 euros por um vidrinho minúsculo de tartufo em fatias finas é coisa de doido. Até o macarrão “artesanal” (cof cof) que ele vende subiu pra caramba, por causa da queda na produção de trigo. Um pacote de meio quilo de pappardelle all’uovo, que no supermercado compro rigorosamente igual por menos de um euro, ele vende por € 3,90. Quero ver arrumar cliente pra comprar.

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Nas ruas, praticamente ninguém, apesar do dia lindíssimo. As ruas pertencem aos japoneses. Só eles têm vontade e saco de fazer turismo nessa época do ano, quando hotéis e lojas estão fechados. Desfilam em imensos grupos pra lá e pra cá, as mulheres de meia-calça colorida cobrindo pernas invariavelmente tortas e se equilibrando (mal) em saltos completamente inadequados a longas jornadas de passeios a pé, caminhando com os famosos micropassinhos saltitantes japoneses, algumas de maria-chiquinha, outras com cabelos de cores muito estranhas; todas com bolsas Burberry ou de alguma grife italiana, que só elas têm dinheiro pra comprar. Os homens de cabelo estilo capacete, muitos de cabelos tingidos de louro ou ruivo, a maioria com ralos bigodinhos adolescentes cultivados com cuidado. Todos, homens e mulheres, sempre rindo muito, entendendo pouco e tirando fotografias com o celular. Olhando pra eles, coloridíssimos contra o céu azul, parece até que estamos no verão, no auge da estação turística – a única diferença é que agora eles não desfilam carregados de sacolas de compras, porque as lojas só abrem lá pra março.

Voltamos pra casa na velha Twingo vermelha do Fabrizio, que ele dirige sempre em terceira marcha e a 50 por hora, mesmo nas estradonas vazias ladeadas de agriturismos que comunicam Assis a outras cidadezinhas como a nossa. Repete trinta vezes a mesma coisa, e me diz constantemente que tenho que rezar a Deus pra nos mandar turistas porque senão a loja fecha. Ahan…

Acho engraçado essa mania de catequese que só os religiosos têm. Acho religião um assunto quase tão pessoal quanto sua vida sexual ou convicções políticas. Se ninguém te perguntou, não tem por que tocar no assunto – ainda mais quando você sabe que o seu interlocutor tem idéias COMPLETAMENTE diferentes da sua. Mas não! Normalmente o que sobra em fé falta em bom senso, e eu sou obrigada a ficar ouvindo essas coisas, e sou tratada como aborígene porque não creio em nada. Vai ver que vencer pelo cansaço é uma técnica de caça dos católicos praticantes, quem sabe…

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Mirco não vem almoçar hoje. Aproveito pra comer feijão com arroz. Já resolvi que hoje à tarde não saio de casa nem por um decreto. Vou só ali no Fabrizio, do outro lado da estrada, pegar meu dinheiro por esses 4 dias de trabalho, e basta. Vou ficar em casa, fazer faxina, ler meu livrinho e o jornal, terminar de botar em ordem essas bostas de faturas. Amanhã é dia de rodar por aí resolvendo coisas, então hoje compenso não saindo da toca.

Última manhã de arrumação na loja do Fabrizio o Louco. Não fizemos nada além de botar Baygon em pó nos cantos e remarcar preços. Tudo aumentou, porque no ano passado a chuva foi pouca e caiu a produção de azeite, tartufos, cogumelos, vinhos. Fabrizio desesperado porque alguns produtos tiveram aumentos de até 5 euros! Né nada, né nada, 20 euros por um vidrinho minúsculo de tartufo em fatias finas é coisa de doido. Até o macarrão “artesanal” (cof cof) que ele vende subiu pra caramba, por causa da queda na produção de trigo. Um pacote de meio quilo de pappardelle all’uovo, que no supermercado compro rigorosamente igual por menos de um euro, ele vende por € 3,90. Quero ver arrumar cliente pra comprar.

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Nas ruas, praticamente ninguém, apesar do dia lindíssimo. As ruas pertencem aos japoneses. Só eles têm vontade e saco de fazer turismo nessa época do ano, quando hotéis e lojas estão fechados. Desfilam em imensos grupos pra lá e pra cá, as mulheres de meia-calça colorida cobrindo pernas invariavelmente tortas e se equilibrando (mal) em saltos completamente inadequados a longas jornadas de passeios a pé, caminhando com os famosos micropassinhos saltitantes japoneses, algumas de maria-chiquinha, outras com cabelos de cores muito estranhas; todas com bolsas Burberry ou de alguma grife italiana, que só elas têm dinheiro pra comprar. Os homens de cabelo estilo capacete, muitos de cabelos tingidos de louro ou ruivo, a maioria com ralos bigodinhos adolescentes cultivados com cuidado. Todos, homens e mulheres, sempre rindo muito, entendendo pouco e tirando fotografias com o celular. Olhando pra eles, coloridíssimos contra o céu azul, parece até que estamos no verão, no auge da estação turística – a única diferença é que agora eles não desfilam carregados de sacolas de compras, porque as lojas só abrem lá pra março.

Voltamos pra casa na velha Twingo vermelha do Fabrizio, que ele dirige sempre em terceira marcha e a 50 por hora, mesmo nas estradonas vazias ladeadas de agriturismos que comunicam Assis a outras cidadezinhas como a nossa. Repete trinta vezes a mesma coisa, e me diz constantemente que tenho que rezar a Deus pra nos mandar turistas porque senão a loja fecha. Ahan…

Acho engraçado essa mania de catequese que só os religiosos têm. Acho religião um assunto quase tão pessoal quanto sua vida sexual ou convicções políticas. Se ninguém te perguntou, não tem por que tocar no assunto – ainda mais quando você sabe que o seu interlocutor tem idéias COMPLETAMENTE diferentes da sua. Mas não! Normalmente o que sobra em fé falta em bom senso, e eu sou obrigada a ficar ouvindo essas coisas, e sou tratada como aborígene porque não creio em nada. Vai ver que vencer pelo cansaço é uma técnica de caça dos católicos praticantes, quem sabe…

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Mirco não vem almoçar hoje. Aproveito pra comer feijão com arroz. Já resolvi que hoje à tarde não saio de casa nem por um decreto. Vou só ali no Fabrizio, do outro lado da estrada, pegar meu dinheiro por esses 4 dias de trabalho, e basta. Vou ficar em casa, fazer faxina, ler meu livrinho e o jornal, terminar de botar em ordem essas bostas de faturas. Amanhã é dia de rodar por aí resolvendo coisas, então hoje compenso não saindo da toca.

Ah, a viagem ao Rio

Ah, a viagem ao Rio em abril não vai rolar. Culpa da burocracia. Nem vou contar os detalhes. Já estou suficientemente irritada, e tocar nesse assunto de novo vai me dar vontade de sair batendo em pessoas na rua. Não bom.

Desde segunda-feira eu e as meninas (Carmen e Claudia) passamos as manhãs na loja do Fabrizio o Louco, limpando e arrumando a loja pra reabertura no dia 26 de fevereiro. Só que, além do maluco do Fabrizio, a furiosa mulher dele, Rossella, também vem trabalhar. Eles são duas das pessoas mais grezze – toscas – que eu já conheci na minha vida. Gritam o tempo todo, brigam sem parar, xingam, maledizem, bestemmiano. Rossella é a cara da irmã malvada de um dos personagens de South Park que agora não lembro quem é – aquela garota feia de aparelho fixo, toda atarracada. Ela fuma feito uma chaminé, tem um sotaque perugino hor-ro-ro-so, e passa metade do seu tempo falando mal do Fabrizio e da sogra, e a outra metada enaltecendo o monstruoso filho Saverio, que aliás é um capítulo à parte em termos de falta de educação.

Se o Fabrizio já é chato, estressado e estressante nas CNTP, imaginem com uma mulher dominadora feito a Rossella. Tudo o que ele faz a irrita, e vice-versa. As paranóias dele deixam qualquer um maluco, mas ela já o atura há tantos anos que o saco já encheu, e ao primeiro sinal de maluquice ela liga o berrador e não pára mais. Hoje, depois que o Fabrizio pediu a nós pra varrer a loja pela enésima vez – coisa inútil, já que ainda estávamos tirando a poeira das prateleiras e jogando papel absorvente empoeirado no chão – a Rossella simplesmente começou a bestemmiare feito um marinheiro:
Mavvafanculo tu e quella troia della tu’ mamma che ti ha parturito! Porca puttana della maiala, sacro imperatore Giustiniano, ma che pugnetta che sei! (vão tomar no cu você e aquela piranha da tua mãe que te pariu! – o resto são xingamentos sem sentido, inventados na hora, uma coisa que sempre me faz rir muito aqui na Itália. E quanto a pugnetta, que aliás nem sei se tem dois tês, só preciso dizer que gn se pronuncia como nh, como em gnocchi, e que “sei” é a segunda pessoa do singular do verbo ser.).

Além dessas chaturas, ainda há dois agravantes: UM – tanto o Fabrizio como a mulher são ignorantões e grosseiros clássicos, e adoram discutir sua vida sexual e ginecológica com quem quiser ouvir (e com quem não quer também), o que, considerando o charme e a elegância do casal, é de dar náuseas no pobre ouvinte. DOIS – como todo bom italiano, são dois hipocondríacos. Quem me conhece, e quem lê esse blog há algum tempo, sabe que eu sou completamente fria e calculista em relação a doenças. Tenho plena consciência de que se você acreditar muito firmemente que alguma parte do seu corpo está doendo, ela vai doer de verdade. Achei que tivesse me livrado dessa maluquice curtidora de doenças quando parei de trabalhar com a Martinha, que é um amor mas todo dia tinha uma dor nova (incluindo dor no olho.), mas hoje ouvi um festival de queixas doloríficas, tanto da parte da Rossella quanto da Carmen. Uma tem dor nas costas, a outra rebate dizendo que tem vertigem. Uma diz que se não segura na prateleira cai da escada (porra, então por que não me deixou subir quando me ofereci pra ficar lá em cima passando garrafas de Barolo pra quem ficou embaixo?), a outra contra-ataca dizendo que tem “predisposição à dor óssea”. Uma reclama que não dorme bem, a outra dá um direto de esquerda afirmando que tem “ataques de af㔠quando deita na cama. Caralho, exclamou a princesinha! Acabei perguntando por que as duas donzelas não tinham ido ao médico ainda, se essas coisas incomodavam tanto. Ficaram quietas e mudaram de assunto, as duas.

Têm sido manhãs cansativas. Subir e descer da escada carregando caríssimas garrafas de vinho cobertas de poeira definitivamente não é legal. Fazer isso ouvindo a Rossella dizer o quanto o filho dela é mais inteligente até do que os professores da escola é menos legal ainda – ainda mais quando eu conheço o monstrinho e sei que não só ele é ignorante como os pais, mas também é incrivelmente, mas INCRIVELMENTE mimado e mal-educado. Hoje terminamos de tirar o pó de TODAS as prateleiras, TODOS os potes de molho e garrafas de vinho e pacotes de cogumelos secos e ervas pra risoto. Amanhã só precisamos colocar no lugar os queijos e salames, e limpar o chão. Mas vou estar sozinha com o Fabrizio, que já sei que vai começar a pregação catequista pra cima de mim. Pelo menos não vai ter ninguém fumando do meu lado.

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Ontem fui a Perugia com a Carmen buscar o laudo da ressonância magnética do joelho do Mirco. Houve ruptura de um pedacinho posterior do menisco lateral esquerdo, o que significa que terá de ser feita uma artroscopia pra remover o pedacinho, que o incomoda muito. Sexta-feira vou falar com o ortopedista dele pra marcar essa cirurgia e tentar convencê-lo a me deixar assistir.

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Estou lendo “Sob o Sol da Toscana”, de Frances Mayes, que a FeRnanda me emprestou sexta-feira passada. Tive que começá-lo logo, antes de Huxley, porque a FeRnanda é que nem eu, ciumenta dos livros, e quer que eu o devolva logo. Aliás, tem um da Sark que eu deixei com ela pra ela treinar Inglês, e esqueci de pegar…

O livro é delicioso. A autora é americana e mora em Cortona, última cidade toscana na zona de fronteira com a Umbria, não muito longe daqui. Conta suas desventuras na casa que ela e o marido compraram ali em Cortona: as reformas, as maluquices italianas, a dificuldade de ter horários cumpridos aqui, descrições de jardins, dicas de botânica, receitas gostosas. Realmente uma delícia de livro. Pena que é traduzido, porque o Inglês da FeRnanda não é lá essas coisas. Não tem jeito: livro traduzido é uma merda até quando foi traduzido bem.

Desde segunda-feira eu e as meninas (Carmen e Claudia) passamos as manhãs na loja do Fabrizio o Louco, limpando e arrumando a loja pra reabertura no dia 26 de fevereiro. Só que, além do maluco do Fabrizio, a furiosa mulher dele, Rossella, também vem trabalhar. Eles são duas das pessoas mais grezze – toscas – que eu já conheci na minha vida. Gritam o tempo todo, brigam sem parar, xingam, maledizem, bestemmiano. Rossella é a cara da irmã malvada de um dos personagens de South Park que agora não lembro quem é – aquela garota feia de aparelho fixo, toda atarracada. Ela fuma feito uma chaminé, tem um sotaque perugino hor-ro-ro-so, e passa metade do seu tempo falando mal do Fabrizio e da sogra, e a outra metada enaltecendo o monstruoso filho Saverio, que aliás é um capítulo à parte em termos de falta de educação.

Se o Fabrizio já é chato, estressado e estressante nas CNTP, imaginem com uma mulher dominadora feito a Rossella. Tudo o que ele faz a irrita, e vice-versa. As paranóias dele deixam qualquer um maluco, mas ela já o atura há tantos anos que o saco já encheu, e ao primeiro sinal de maluquice ela liga o berrador e não pára mais. Hoje, depois que o Fabrizio pediu a nós pra varrer a loja pela enésima vez – coisa inútil, já que ainda estávamos tirando a poeira das prateleiras e jogando papel absorvente empoeirado no chão – a Rossella simplesmente começou a bestemmiare feito um marinheiro:
Mavvafanculo tu e quella troia della tu’ mamma che ti ha parturito! Porca puttana della maiala, sacro imperatore Giustiniano, ma che pugnetta che sei! (vão tomar no cu você e aquela piranha da tua mãe que te pariu! – o resto são xingamentos sem sentido, inventados na hora, uma coisa que sempre me faz rir muito aqui na Itália. E quanto a pugnetta, que aliás nem sei se tem dois tês, só preciso dizer que gn se pronuncia como nh, como em gnocchi, e que “sei” é a segunda pessoa do singular do verbo ser.).

Além dessas chaturas, ainda há dois agravantes: UM – tanto o Fabrizio como a mulher são ignorantões e grosseiros clássicos, e adoram discutir sua vida sexual e ginecológica com quem quiser ouvir (e com quem não quer também), o que, considerando o charme e a elegância do casal, é de dar náuseas no pobre ouvinte. DOIS – como todo bom italiano, são dois hipocondríacos. Quem me conhece, e quem lê esse blog há algum tempo, sabe que eu sou completamente fria e calculista em relação a doenças. Tenho plena consciência de que se você acreditar muito firmemente que alguma parte do seu corpo está doendo, ela vai doer de verdade. Achei que tivesse me livrado dessa maluquice curtidora de doenças quando parei de trabalhar com a Martinha, que é um amor mas todo dia tinha uma dor nova (incluindo dor no olho.), mas hoje ouvi um festival de queixas doloríficas, tanto da parte da Rossella quanto da Carmen. Uma tem dor nas costas, a outra rebate dizendo que tem vertigem. Uma diz que se não segura na prateleira cai da escada (porra, então por que não me deixou subir quando me ofereci pra ficar lá em cima passando garrafas de Barolo pra quem ficou embaixo?), a outra contra-ataca dizendo que tem “predisposição à dor óssea”. Uma reclama que não dorme bem, a outra dá um direto de esquerda afirmando que tem “ataques de af㔠quando deita na cama. Caralho, exclamou a princesinha! Acabei perguntando por que as duas donzelas não tinham ido ao médico ainda, se essas coisas incomodavam tanto. Ficaram quietas e mudaram de assunto, as duas.

Têm sido manhãs cansativas. Subir e descer da escada carregando caríssimas garrafas de vinho cobertas de poeira definitivamente não é legal. Fazer isso ouvindo a Rossella dizer o quanto o filho dela é mais inteligente até do que os professores da escola é menos legal ainda – ainda mais quando eu conheço o monstrinho e sei que não só ele é ignorante como os pais, mas também é incrivelmente, mas INCRIVELMENTE mimado e mal-educado. Hoje terminamos de tirar o pó de TODAS as prateleiras, TODOS os potes de molho e garrafas de vinho e pacotes de cogumelos secos e ervas pra risoto. Amanhã só precisamos colocar no lugar os queijos e salames, e limpar o chão. Mas vou estar sozinha com o Fabrizio, que já sei que vai começar a pregação catequista pra cima de mim. Pelo menos não vai ter ninguém fumando do meu lado.

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Ontem fui a Perugia com a Carmen buscar o laudo da ressonância magnética do joelho do Mirco. Houve ruptura de um pedacinho posterior do menisco lateral esquerdo, o que significa que terá de ser feita uma artroscopia pra remover o pedacinho, que o incomoda muito. Sexta-feira vou falar com o ortopedista dele pra marcar essa cirurgia e tentar convencê-lo a me deixar assistir.

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Estou lendo “Sob o Sol da Toscana”, de Frances Mayes, que a FeRnanda me emprestou sexta-feira passada. Tive que começá-lo logo, antes de Huxley, porque a FeRnanda é que nem eu, ciumenta dos livros, e quer que eu o devolva logo. Aliás, tem um da Sark que eu deixei com ela pra ela treinar Inglês, e esqueci de pegar…

O livro é delicioso. A autora é americana e mora em Cortona, última cidade toscana na zona de fronteira com a Umbria, não muito longe daqui. Conta suas desventuras na casa que ela e o marido compraram ali em Cortona: as reformas, as maluquices italianas, a dificuldade de ter horários cumpridos aqui, descrições de jardins, dicas de botânica, receitas gostosas. Realmente uma delícia de livro. Pena que é traduzido, porque o Inglês da FeRnanda não é lá essas coisas. Não tem jeito: livro traduzido é uma merda até quando foi traduzido bem.