Arquivo de julho de 2007

domingo, 29 de julho de 2007

Bom, a novidade principal é que me despedi. Foi lindo, totalmente publica a coisa, com direito a teatrinho, irritaçao e merda no ventilador. Lin-do.

A outra novidade é que estou sem internet em casa, entao nao sei quando vou poder contar direitinho a historia da demissao. Mas daqui a pouco eu volto.

provas

terça-feira, 24 de julho de 2007

Nem comentei a prova de inglês, né.

Ganhei um 27/30. O problema é que essa professora, que é famosa na faculdade por ser completamente maluca, não dá aula, ela entra na sala e começa: como se diz fatura em inglês? E documento de transporte? E hipoteca? E petróleo bruto? Distribuiu uma xerox com uma lista de termos de business, muito, MUITO específicos, e quer que neguinho decore aquilo.

A prova escrita foi na segunda. O sistema de segurança parecia coisa dos exames de Cambridge: todo mundo arrumado por ordem alfabética, as cadernetas idem, bolsas e celulares no fundo da sala, documento de identidade sobre a carteira. A prova dividida em partes, cada parte com um limite de tempo e ninguém podia sair antes. Eu doida pra terminar logo aquela chatice e ir pro trabalho porque tinha uma aula às dez, mas não deu. O legal é que a minha parte escrita era uma carta… de demissão. Hohohoho!!!

A prova oral foi na quarta. Ela comentou que não tinha feito nenhuma correção na minha prova escrita e saiu perguntando o que eu fazia, o que eu queria fazer da vida, etc. Depois passou pra parte dos malditos termos de business, e é lógico que eu só sabia as coisas mais comuns, que toda hora traduzo, como fatura, procuração, responsabilidade legal, bens móveis e imóveis, mas muita coisa eu não saberia dizer nem em português. Quando eu falei No clue pela segunda vez ela falou, infelizmente aqui a senhora bombou. Os outros dois professores da banca olharam bem pra cara dela e começaram a perguntar outras coisas mais normais, que eu sabia. E depois de conversar mais sobre outras coisas que não tinham nada a ver mandaram que eu saísse da sala porque nunca tinham se deparado com um caso semelhante e não sabiam que nota me dar. Demoraram quase 15 minutos (eu estava lendo o último do Camilleri, então nem me afobei) e quando voltei pra sala me disseram: senhora, se a senhora tivesse assistido às aulas e decorado as palavras (e eu pensando, quando quiser saber o que significa uma palavra que se eu nunca encontrei até hoje, mesmo lendo a quantidade de coisas que eu leio e traduzindo a variedade de coisas que eu traduzo, eu vou ao dicionário, né, fofa) teria tirado 300 em vez de 30, mas infelizmente só podemos dar 27. Eu falei que não tinha problema, que visto que a minha carta de demissão da prova escrita era exatamente o que eu vou escrever na semana que vem, o que significa que em outubro vou poder assistir às aulas, vou poder participar do curso de inglês do segundo ano. Ela ficou toda pimpã e perguntou se eu gostava de literatura. Falei que já li praticamente todos os livros da lista (também, são todos clássicos) e ela se acendeu toda, tomara que a senhora consiga freqüentar o curso.

E ontem fiz a última prova do verão, Estudos Culturais. Como passei o sábado fazendo um trabalho pro Flash e depois lendo Harry Potter, e domingo lendo Harry Potter e fazendo escova no cabelo, só deu pra estudar ontem de manhã mesmo, antes da prova, que foi ao meio-dia. Eu tinha assistido a algumas aulas ano passado, e cheguei inclusive a fazer a prova, mas como não tinha número de matrícula acabou não valendo. A apostila era mal escrita pacas, repetitiva e cheia de nomes, e foi uma manhã chatíssima. Mas eu só não respondi a uma pergunta, que aparentemente pra ele era importante porque me deu 26. Tá ótimo. Os dois que fizeram prova antes de mim, que não só freqüentam as aulas mas não trabalham, tiraram 22.

já vai tarde

sábado, 21 de julho de 2007

Rapaz, morreu o ACM, é? É pra essas emergências que eu sempre tenho prosecco na geladeira…

enquanto isso,

quarta-feira, 18 de julho de 2007

na bota…

. Doze pessoas presas no hospital Silvestrini, em Perugia. Batiam o ponto pros colegas, amantes, cônjuges etc, que não iam nunca trabalhar. Rings a bell, doesn’t it.

. O último candidato a comprador da Alitalia, a AirOne, se retirou. Ninguém ama a Alitalia, ninguém quer a Alitalia, ninguém a chama de meu amor.

ele

terça-feira, 17 de julho de 2007

Na sexta à tarde levamos o Leguinho ao veterinário pra ver o tal negócio esquisito que nasceu nas costas dele. Hoje de manhã eu e papai levamos a criança ao consultório. Foi devidamente drogado e carregado com um certo esforço pra cima da mesa. O doutor, muito simpático, não conseguiu pegar nenhuma veia porque veia de velho é assim mesmo, ainda mais depois de tranqüilizante. Acabou-se fazendo uma infiltração ao redor do coiso. O corte foi profundo, muito profundo, mas os tecidos abaixo do subcutâneo estavam saudáveis. O doutor aconselhou a nem fazer histológico pra eu não ficar paranóica, até porque ele já tem dez anos e se a patologia desse alguma coisa horripilante quem é que teria coragem de acabar com a qualidade de vida dele dando quimioterapia.

São sete da noite e acabei de passar na Arianna. Quando abri a porta da garagem ele veio todo bêbado me cumprimentar, sentou do meu lado por uns minutos e depois voltou pra garagem, que é mais fresca. Antes de subir os degraus me deu uma olhada de cortar o coração, com aqueles olhos vermelhos e caídos, e depois capotou, suspirando. Deixei-o lá roncando ao lado da máquina de lavar roupa, com o Leo vigiando. Um retângulo raspado nas costas, uma ferida cirúrgica bem feita com cinco pontos borrifado com antibiótico azul e um pedaço raspado em duas patas, onde tentou-se pegar uma veia.

A coisa pior disso tudo é que ele não tá velho. Tipo, o Leo dá dois passos e cansa, é rabugento, já perdeu não sei quantos dentes, é chato. O Leguinho não tem nem tártaro! Come tudo, não é alérgico a nada, nunca tomou remédio de nada, nunca reclamou de coisa nenhuma,se dá bem com todo mundo, não enche o saco e ainda por cima pula e brinca como se tivesse 10 meses e não 10 anos, com aquela maldita bolinha ridícula na boca. Não consigo imaginar o meu negão doente, ainda mais com doença de velho, e ainda mais perto de morrer, porque cachorro grande morre cedo. Eu sei que amanhã ele vai estar melhor e vai passar o dia se entupindo de melancia e brincando com os gatos, como sempre, mas mesmo assim é horrível.

novidades

sábado, 14 de julho de 2007

Então.

Casei ontem. Civil, logicamente. Ao meio-dia. Casei de blusa branca e saia de bolinha, e Mirco de camisa polo da Mr. Cat. Ettore de terno e gravata e sapato de bico fino; a tia do Mirco chorou. Almoçamos em S. Maria e Mirco voltou pro trabalho. Pronto.

**

Legolas apareceu com um treco esquisito na nuca, parecendo um… um cabinho de cogumelo, sei lá. Fomos ao veterinário ontem e ele achou melhor operar, sabe como é, Leguinho já tá com quase dez anos, nunca se sabe. Auscultou os pulmões e o coração pra decidir sobre a anestesia, cumprimentou-o pela educação (lógico) e a microcirurgia vai ser na terça de manhã, depois da minha prova de inglês na faculdade.

**

Falando em prova, quarta-feira tive exame de Sociologia. O professor foi legal e deixou eu estudar o livro do ano passado em vez do desse ano, e também considerou os dois testes que eu fiz no ano passado. Aí sentei na sala com ele pra fazer a prova, acabamos falando de outras coisas que tinham a ver mas não diretamente, e quando acabou ele pegou a caderneta (porque aqui tem caderneta onde o tio professor escreve a notinha) e falou:
- Bom, então é 30, né. [a nota máxima é trinta]
- Ai, que bom!
- Ué, só podia, né. A senhora [porque apesar dele ser provavelmente mais novo que eu alunos e professores só se chamam de o senhor, a senhora] teve esse trabalho todo pra fazer a prova, gostei do que a senhora falou, que nota a senhora queria? Eu, hein.

Então minha caderneta amarelo-ovo foi inaugurada com um 30/30 numa matéria de 9 créditos. Diliça! Semana que vem tem inglês e na outra tem Studi Culturali. Don’t ask.

**

De presente para mim mesma fui assistir à estréia de Harry Potter no cinema tabajara no centro de Perugia, na primeira sessão, completamente matinê. Eu e TODOS os adolescentes e todas as crianças de Perugia, batendo palmas nos beijos e nas batalhas. Me diverti, gostei do filme e quando saí ainda tava rolando show do UmbraJazz, tipo o Rock in Rio de Perugia. Saí do cinema piscando os olhinhos por causa da luz e ouvindo aquela música, aqueles turistas todos lambendo seus sorvetes e os funcionários das lojas preparando as vitrines pra liqüidação que começou oficialmente na quinta (estou paquerando um chaveiro de cachorro da Furla). Me senti dentro de um filme.

**

Uma semana em Londres em agosto (japa, me avisa se vocês vão estar por aí). E Califórnia em setembro, se eu conseguir falar com a embaixada americana em Roma pra tirar uma dúvida sobre a validade do meu visto pré-9/11.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Tá chato aqui, né.

Daqui a pouco tem novidade.