Arquivo de julho de 2006

descoordenada, eu?

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Quem me conhece sabe que eu sou atolada. Díssima. Mas tem dias que eu acho que o nível de atolação é tal que eu deveria ser estudada pela ciência. Atualmente meus hematomas são 5:

- Um na coxa direita. Levantei correndo da cadeira pra abrir a porta pro aluno que chegava e dei uma topada na borda da mesa.

- Um na batata da perna direita, de origem desconhecida.

- Um no tornozelo esquerdo, de origem desconhecida.

- Um no peito do pé direito, onde o sabão de coco caiu enquanto eu lavava a calcinha no chuveiro. Quem arrumar um hematoma mais ridículo ganha um salame de javali.

- Um no seio direito, que eu juro pelos meus livros que não tem origem sexual.

Eu ando pelo mundo me batendo em todas as bordas disponíveis.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

A minha chefa deve ter algum problema na cabeça. Quer dizer, deve, não, tem, mas deve ter mais do que eu imaginava.

Os dias estão quentíssimos. Ela resolve transformar um dos banheiros em escritório. De que cor pinta? LARANJAAAAA! Daqueles fosforescentes que você sua só de olhar! A escola inteira é colorida. A única sala não-cor quente é a verde, em que dou aula todos os dias e que praticamente é o meu reino. Um calor do cacete e nós trabalhando em salas cor de abóbora, rosa-choque, vermelho…

filosofia

domingo, 16 de julho de 2006

Passei o domingão tomando suco de maracujá Maguary e vendo os episódios do primeiro ano de Lost, antes de antecipar a segunda temporada que baixei da internet e que aqui só começa em setembro. E a minha conclusão é: se eu fosse parar numa ilha deserta, a minha primeira e absoluta providência seria raspar a cabeça. Existe coisa mais irritante do que cabelo enlameado pingando na cara, entrando no olho, colando no pescoço? Me dá nervoso só de olhar.

por favorrrrrrrrrrr!

sábado, 15 de julho de 2006

Enlighten yourselves!

Cortesia do bom Serbonça.

Felicidade é…

sexta-feira, 14 de julho de 2006

… quando o seu último aluno – aquele das seis às oito que é um amor, mas fala tão devagar que quando chega ao final da frase você já fez a lista das compras inteira na cabeça e não sabe mais do que ele está falando – cancela a aula porque está preso no anel rodoviário de Roma.

:)

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Terminei hoje na agência uma tradução imensa pra uma companhia de cruzeiros. É muito engraçado porque são os slides de treinamento pro pessoal das cozinhas, do serviço no restaurante, etc, então tem desde receita de dry martini até os penteados permitidos ou não. Como sempre, aprendi coisas interessantes, do tipo alimentos crus devem ficar na prateleira mais baixa da geladeira pra não pingar nos alimentos cozidos e prontos para o consumo, em caso de derramamento de substância não identificada NÃO toque pra ver o que é mas chame o responsável, e coisas desse tipo. Adoro traduzir coisas assim, me divirto horrores.

Depois engatei nuns documentos técnicos pra um fornecedor de próteses femorais. Eu gosto de traduzir coisas médicas. Dá sempre uma certa nostalgia, um sentimento de por que raios eu não gosto de medicina, cacete?, até porque hoje estaria dirigindo certamente algo melhor do que o meu Corsa velho, mas é sempre uma boa experiência. É inevitável aprender alguma coisa, e se o artigo é bem escrito a tradução fica sempre boa porque me empolgo. É engraçado lembrar de termos que eu nem sabia mais que ainda mantinha na memória, tipo fator de necrose tumoral, mastócitos, apoptose.

Saber é bom. Aprender é bom.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

A enxaqueca hoje foi tão forte que tive que ir à farmácia tomar injeção de Voltaren.

hm

terça-feira, 11 de julho de 2006

Um estresse tremendo hoje na agência.

Acontece que a nossa chefe é uma louca desvairada, histérica e, I must add, sem dentes nas laterais da boca. Seu “casamento aberto” é famoso na cidade e parece que essa semana o amante oficial não deu as caras. Então a criatura entrou em crise e saiu catando pelo em ovo até achar.

Achou com a coitada da Vanessa e com o Stefano, o bonitão, que aparentemente passaram uma certa parte do expediente ontem com um browser aberto – vejam bem, isso não prova que eles não estavam trabalhando, até porque não houve nenhum atraso na entrega de trabalhos, nenhum problema com clientes, nada. Em particular no caso do Stefano, que é macho, eu entendo: no dia seguinte a uma Copa do Mundo que a Itália não vencia há décadas, é natural que quem não tem internet em casa vá catar vídeos dos gols na internet. Desde que isso não afete o seu ritmo de trabalho, não vejo qual é o problema. O fato é que passamos o dia inteiro ouvindo a chefa chamar os dois de idiotas e cretinos, coisa muito desagradável, já que são colegas de trabalho que sempre se deram bem com todo mundo e de quem os clientes e nós só temos boas coisas a dizer. A Vanessa, que é um amor de menina, é uma das pessoas mais eficientes que eu já vi. Ouvir a coitada sendo chamada de imbecil e cretina pelas costas me deu uma irritação ímpar. E a coisa chegou ao ponto que os dois foram mandados pra casa, suspensos, e a chefa começou a falar das pessoas que estava procurando pra substitui-los.

Cara, vou te dizer, desde que eu saí do Flash (quando saí do Brasil) nunca mais tive um chefe normal. Puta que o pariu!

Italia campione del mondo 2006

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Assistimos ao jogo na casa da namorada do irmão da Michela, em Santa Maria. O Marco e a Michela moram na zona industrial, mas a Nicola, a tal namorada, está bem no centro de Santa Maria, perto da muvuca.

Em frente do prédio dele mora um dos milionários da cidade, que botou um telão gigantesco dentro de casa e encheu o quintal de gente. Em frente à casa um conhecido dos meninos parou um trator que puxava um reboque todo enfeitado, como palanque em véspera de comício. Na parte da frente do reboque, uma mesa de som e uma porchetta inteira. Dois loucos passavam pra lá e pra cá com suas lambretas pintadas com as cores da bandeira italiana, um deles com uma Copa de plástico colada na frente, uma comédia.

O jogo foi, bem, o jogo foi todo comandado pela França. No segundo tempo e durante toda a prorrogação a Itália mal tocou na bola, e só não levou gol porque deu muita sorte e porque o Buffon é um monstro. Zidane deu aquela cabeçada animal incompreensível, e todo mundo queria ser uma mosquinha pra saber o que o Materazzi falou pra ele pra levar uma arietada assim no peito. Acabou que a Itália ganhou nos pênaltis só e exclusivamente por causa do erro do adversário, já que nenhum dos goleiros segurou coisa nenhuma. Eu acho muito chato ganhar assim, e mais terrível ainda PERDER assim, de modo que teria feito o mesmo que os franceses: teria arrancado a medalha do peito na hora. Perder sem merecer é incrivelmente desagradável.

Descemos pra ver a festa na rua, e parecia carnaval no Rio. Todas as lambretas do mundo voavam pra lá e pra cá esvoaçando bandeiras. Quem tinha trator veio de trator. Quem tinha caminhão encheu a caçamba de gente. Quem tinha moto veio de moto. Teve até um que trouxe o barco no reboque, devidamente cheia de gente! Tinha carro alegórico com a Copa gigante em papelão, tinha adolescente brincando de jogar os outros no chafariz, tinha gente puxando o refrão contra os franceses, tinha cachorro latindo, tinha recém-nascido mamando, tinha velho bêbado dançando, tinha buzina tocando (MUITA buzina tocando), tinha fogos de artifício explodindo, tinha morteiro barulhando, tinha fumaça fedendo a enxofre, tinha gente demais fumando e enchendo o saco, tinha criança montada nos ombros dos pais que pulavam, tinha uma quantidade incrível de gente na rua. Soubemos que em Bastia tinha até caminhão-pipa jogando água na galera, embora não estivesse particularmente quente. Mas sobretudo tinha muita, muita lambreta. Um país cheio de lambretas é, nessas horas, um país abençoado. É muito mais legal fazer farofa de lambreta do que de carro (e muito mais prático também).

Mais fotos aqui. E vídeos no UTube, vão lá procurar.

shoo vampire, don’t bother me

domingo, 9 de julho de 2006

Não estou acostumada a dormir depois do almoço. Ontem passei a manhã fazendo uma revisão, e depois do almoço capotei. Mais tarde o Mirco acordou e foi a Santa Maria cortar o cabelo, mas eu nem me mexi no sofá. E aí à noite não conseguia dormir. Fiquei vendo Entrevista com o Vampiro até 4 da manhã.

Cara, é o filme mais cafona do-mun-do! NADA é comparável ao cabelo do Antonio Banderas, nem o corte da Farrah Fawcett. NADA está no mesmo patamar daquela maquiagem horrível, nem a maquiagem das apresentadores de telejornal italianas. O livro já é de uma bobeira ímpar, mas o filme consegue ser pior ainda – só se salva o figurino. Mas olha, o cabelo do Banderas me traumatizou. Tinha esquecido que existia tanta cafonice no mundo. E canastrice também.