Arquivo de dezembro de 2004

reveilão

sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

Quem não liga pro Natal dificilmente se empolga com o Ano-Novo. Acho que nunca passei um réveillon legal na minha vida – provavelmente porque a minha concepção de “legal” é muito diferente daquela clássica festão + álcool na cabeça + beijos em bocas estranhas. Há anos adormeço antes da meia-noite chegar. Meu primeiro réveillon aqui foi passado na casa dos pais do Mirco. Acabamos dormindo no sofá muuuuito antes da meia-noite. Em 2002 estávamos em Catania, na Sicília, e também caímos no sono assistindo a algum Star Wars. Em 2003 estávamos numa festa estranhíssima na Sérvia, mas só por falta de coisa melhor pra fazer.

Esse ano passamos o dia inteiro na oficina. Nesse dia 31 a micro-empresa (da qual Ettore era o chefe) foi fechada, e reaberta no mesmo dia no nome do Mirco, por razões que eu levaria um dia inteiro pra explicar. Os dois passaram a manhã toda no tabelião registrando o negócio, e eu fiquei na oficina atendendo telefone, organizando tabelas e mandando por fax pro tabelião, que não tem Excel e não sabe fazer tabela, e principalmente preparando as faturas de dezembro, que é o trabalho mais chato do mundo. Depois do almoço voltamos pro escritório pra terminar as malditas faturas, e acabamos tudo às nove e meia da noite. Um frio do cacete, eu morrendo de fome e cansaço, doida pra voltar pra casa, e o Mirco, que tem o às vezes péssimo habito de não deixar nada pra depois, ainda pára no meio da estrada pra fotografar umas árvores trigêmeas que ele vê todos os dias há cinco anos mas só agora lembrou de fotografar.

Mas tudo bem, eu já tinha deixado o jantar engatilhado. Foi só botar o pedaço de carne argentina no forno, apoiada diretamente na grade pra gordura escorrer, e as abobrinhas já cortadas longitudinalmente e batatas-palito congeladas também no forno, em seus tabuleiros. Moreno veio jantar com a gente, e resolvemos sair de casa, eu muito a contragosto, umas quinze pra meia-noite. Fomos pra casa de um amigo do Moreno, e encontramos umas outras pessoas que já conhecíamos. Eles moram no pedaço de Bastia que fica aqui atrás de Cipresso, onde eu moro; até que tinha vida aqui em torno, a julgar pelos muitos diferentes pontos de modesta queima de fogos, a que assistimos do quintal. Depois voltamos pra dentro porque tava frio pacas, o pessoal jogou cartas enquanto eu, que estava totalmente anti-social, fiquei vendo The Blues Brothers na TV. Fomos dormir lá pras duas da manhã.

cachos

quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

Finalmente chegou o pacote da mamãe, com artigos de jornal, uma blusa de tricô, o líquido pra escova progressiva, entre outras coisas.

Decidi que vou ser lisa só até o líquido que ela mandou acabar. Cabelo liso é ótimo mas não tem nada a ver comigo. E não é só porque à medida em que o tempo passa eu vou ficando com mais e mais cara de árabe (síria, no caso), mas porque não tem nada a ver mesmo. Fico engraçada de cabelo liso, e não bonita. Não é pra mim.

hm

quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Eu fico angustiada com essas catástrofes. Gostaria de ser capaz de fazer alguma coisa pra ajudar, mas não posso fazer nada além de mandar um SMS pra doar um euro. Dificilmente tenho esses arroubos concretos de solidariedade, porque meu instinto de auto-preservação fala mais alto, mas cada vez que vejo novas imagens dos alagamentos e das pessoas sofrendo de um modo que eu não consigo nem imaginar sinto que se eu estivesse lá, não pensaria nem remotamente em voltar pra casa. Ficaria por lá, ajudando, como estão fazendo muitos turistas. Bactérias e vírus não gostam de mim, eu também não gosto deles, e acho que o risco de adoecer diminui quando você não tem tempo pra ficar doente porque a vida de outras pessoas pode depender do seu estado de saúde. E com certeza voltaria pra casa certíssima de ter decidido virar ex-médica. A necessidade faz o ladrão, sim, mas não significa que essa transformação valha pro resto da vida.

puke

terça-feira, 28 de dezembro de 2004

Hoje, na televisão, o repórter pergunta ao padre como é possível continuar sendo cristão depois de uma catástrofe desse nível. Onde está Deus?, perguntam as letras brancas na tela, enquanto no fundo correm as imagens surreais das tsunamis cobrindo tudo. O padre não responde, lógico, que ele não é bobo, e imediatamente puxa o assunto pra outro lado, o lado de sempre: ah, a igreja estará sempre ao lado dos necessitados (engraçado, então o que o senhor ainda está fazendo aqui na Itália? Em vez de ficar dando entrevista, vai pra Tailândia abraçar os órfãos caterrentos, vai!), faremos de tudo pra ajudá-los, e esperamos em breve começar a reconstruir as igrejas.

PÁRA TUDO. Como assim, Bial? Zilhões de mortos, vivos que em breve morrerão esvaindo-se em diarréias coléricas e infecções bizarras e delírios de dengue, gente que não tem água pra beber nem comida pra comer nem casa pra morar nem hospital pra se tratar, e você vem me falar de RECONSTRUIR IGREJAS? Nojo, nojo, nojo, nojo, essa gente me dá vontade de vomitar. Se eu acreditasse em reencarnação, na próxima gostaria de ser uma médica sem fronteiras daquelas fodonas, assexuadas, de olhos azuis e bochechas coradas e dignos pés-de-galinha ao redor dos olhos, e com certeza andaria armada, fuzilando gente que fuma onde não é pra fumar e padres idiotas que fazem declarações desse tipo.

O nojo maior é que aqui tem a história do otto per mille: basicamente uma doação compulsória (e não deixe que o paradoxo dessa expressão lhe escape) de oito milésimos da sua renda anual, que ou vai pro governo (se você não marcar nada) ou vai pra igreja católica (se você marcar o quadradinho indicado). A igreja, aliás, todo ano passa comerciais na TV e no rádio pedindo o seu otto per mille. Se eu fosse o Serjão, diria: otto per mille de cu é rola.

ai meus sais

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

Em casa de gente maluca ninguém escapa da doideira, nem os cachorros. Vejamos:

. Leo fugiu pra namorar semana passada. Ficou dias fora e voltou macérrimo, com priapismo e dor nos músculos. Passou mais outros tantos dias sentado na cadeira em frente à lareira da cozinha, se recuperando da atividade intensa, tomando vitaminas e anti-inflamatórios. Ainda não está 100%. Ele adora salame, mas não come presunto. Ontem tentamos enganá-lo pela enésima vez, enrolando uma fatia de presunto numa de queijo, que ele ama. Ele cheirou, pegou com a boca, jogou no chão, separou o queijo do presunto, comeu o queijo e ficou olhando pra nossa cara. O presunto ficou lá no chão.

. Leguinho faz festa quando acaba de fazer cocô e é completamente viciado em pedaços de pau, que ele rói até não sobrar nada. Quanto mais friável for a casca, melhor. Uma vez, na falta de um pedaço de madeira assim à mão, ele simplesmente pegou um da lareira – aceso. Entrou na sala desfilando com aquele treco fumegante, uma ponta na boca e a outra ponta em brasa.

. Virgola é o aspirador de pó da casa: tudo que cai no chão ela traça. Também tem ouvido de tuberculoso e é sempre a primeira a ouvir se tem alguém chegando.

. Demo tem pêlo comprido e tudo o que vocês podem imaginar gruda naquela barriga peluda dele. Quando fazemos carinho nele acabamos sempre sentindo alguma coisa espetando a mão: um graveto, uma folha seca, um pedaço de casca de fruta, carrapichos. A barriga dele é rosa, assim como a parte interna da boca. Ele chora quando fazemos carinho nele. E quando paramos, fica roçando a cabeça contra a nossa mão, pedindo mais.

Natáu

domingo, 26 de dezembro de 2004

O almoço de Natal foi um belo pé no saco, por causa do climinha entre Mirco e a cunhada, que deu uma hipersupermegapisada intergaláctica de bola semana passada. Comemos o de sempre: fatias do pão umbro cascudo com patê de fígado de galinha, com salmão e manteiga, e com patê de tartufo; depois cappelletti com recheio de carne misturada de peru, vitela e cappone (galo castrado), uma parte in brodo, ou seja, cozido no caldo de cappone, e a outra parte com molho de tomate mesmo. Depois cappone assado na brasa com salada. E de sobremesa todos aqueles doces natalícios que eu odeio: panetone, pinolata, torrone, panforte. À noitinha fomos ao cinema ver Closer (meio assim assim), jantamos sanduba na Pans & Company do shopping, paramos pra tomar uma cervejinha/Bailey’s no Suggestum com Moreno e um amigo, e voltamos pra casa pra mimir.

Hoje, feriado aqui na Bota (dia de Santo Stefano), resolvemos ficar em casa. O tempo tá uma bosta, um convite à preguiça, e há um monte de carne argentina e brasileira na geladeira nos esperando (compramos na Metro, no sábado à tarde). Compramos dois filés mignons argentinos e um pedaço gigantesco de roastbeef (que eles pronunciam rósbif-a) brasileiro – como diabos se chama isso em Português? Almoçamos uma sopinha chinesa de pacote, a última que sobrou das compras em Paris, depois um filezinho show de bola feito na bistequeira de ferro guisa, com batatas no forno, assadas com azeite e alecrim. Como Hannibal Lecter, nós também nos amarramos num Chianti, e abrimos uma garrafa decente pra acompanhar a carne. Aaaaaaaaaah quanto faz falta uma carninha decente, em vez desses bifinhos anêmicos de vitela que neguinho adora aqui!

**

Eu ganhei chocolates holandeses do namorado da cunhada, papatinhos forrados de lã pra usar dentro de casa, uma mochila ótima pra viajar, um casaco ROSA absurdo, daqueles recheados de pluma de ganso. Só que, além de ser rosa (que é a cor da moda, vocês sabem), é curto, o que pra mim não faz o menor sentido. Eu sinto frio no corpo inteiro, e não só do umbigo pra cima; pra mim casaco curto é tão idiota quanto blusa de lã de manga curta. Qual é o propósito dessas coisas? Amanhã vou a Perugia trocar. Não tenho nenhum casaco desses de pena de ganso; me deixam maior ainda do que eu já sou, e também acho muito esportivo, não faz o meu tipo. Prefiro sobretudos, e queria um marrom, pra se juntar ao meu preferido, cinza-escuro estilo militar, com golinha coreana, ao preto Valentino e ao branco tabajara que eu tenho que levar ao Rio na próxima vez pra dar uma mudada na cara dele. Foi baratérrimo, mas o modelo é muito assim assim, queria uma coisa mais diferentinha. Mirco ganhou um pulôver marrom e um perfume Roberto Cavalli que, apesar da caixinha DE ONCINHA AZUUUUUUUL, é bem cheiroso.

Eu ainda não abri meu autopresente, o livro da Allende que o grisalhão da livraria cismou de embrulhar, mesmo eu dizendo que era pra mim mesma. Acabou que me comprei também uma agendinha Moleskine, cujo único defeito é ter pauta. Detesto escrever em papel pautado. Minha aversão a obedecer a ordens e regras chega a esse ponto. Mas tem umas coisas ótimas: duas páginas pra anotações de viagens (com espaço pra data, destino e comentários gerais), fusos horários, conversão de medidas e tamanhos de roupas e sapatos, códigos DDI, distância entre as principais capitais do mundo, mini-agenda telefônica destácavel, e uma espécie de bolsinho interno pra colocar papeizinhos que normalmente tendem a tomar chá de sumiço. Não sou muito de usar agenda, porque esqueço sempre que ela existe, mas adoro tê-la. Adoro agenda, diário, bloco, papel, de qualquer tipo, tamanho, cor, material. Basta que não seja pautado ou, pior ainda, quadriculado, como se usa muito aqui. O Moleskine (tipo sketchbook, com folhas espessas) que serviu de semi-diário em 2004 está acabando. Digo semi-diário porque acabo escrevendo praticamente só quando viajamos; colo ingressos de cinema, teatro, passagens de avião, trem, ônibus, metrô, cartões de visitas de lugares legais, bilhetes nos quais nos deixaram endereços e e-mails. Seu sucessor foi comprado em Castellina in Chianti nesse verão, durante a Saga dos Salames; foi feito à mão e tem capa de couro com as três musas da primavera gravadas na capa e há um lacinho pra amarrar e mantê-lo fechado. Estou doida pra inaugurá-lo.

domingo, 26 de dezembro de 2004

Eu fico sempre tão impressionada quando vejo essas notícias de tufão, terremoto, ciclone, alagamentos. Tudo isso é tão completamente fora da minha realidade que me assusta de um modo incrível. Não tenho idéia de como reagiria se me encontrasse em uma situação semelhante. A Umbria é zona altamente sujeita a terremotos, o que torna muito caro construir qualquer coisa aqui, já que é obrigatório ter um esquema antisísmico e coisa e tal. Mas eu nunca testemunhei nada, a não ser um ridículo tremor uma vez, enquanto estávamos na fila do cinema. Ninguém mais sentiu e eu nem comentei nada porque achei que fosse impressão minha, mas dias depois vi uma notinha no jornal local mencionando o minitremor.

Nessa época do ano há milhares de italianos passando as férias na parte da Ásia atingida pelo terremoto/maremoto. Roberto, amigo nosso, em teoria partiu hoje pela manhã pra Tailândia, mas a essa altura do campeonato já não sabemos mais se foi ou se está plantado no aeroporto, esperando sabe-se lá o quê. Quando acontecem essas coisas, o Ministério do Exterior se mobiliza rapidinho e é possível saber, se necessário, os nomes de todos os cidadãos italianos que estão no local atingido. Entra-se em contato com as agências de viagens e tour operators, disponibilizam-se números de telefone pra falar diretamente com o Ministério, e quem está por lá e consegue dar notícias de alguma maneira, acaba na TV: acabo de ouvir uma entrevista com um fulano que foi passar a lua-de-mel nas Maldivas e acabou abrigando-se com a jovem esposa no teto de um bungalow, de onde mandava SMS pra assegurar a família de que está bem, apesar do rio de lama que corre lá embaixo. Já pensou que maravilha? Onde você passou a sua lua-de-mel? No teto de um bungalow, nas Maldivas, durante o quinto maior terremoto do planeta. Muito romântico.

Eu tô brincando, mas não consigo nem imaginar o horror de passar por uma situação dessas. Pior ainda é pensar que esse tipo de coisa acontece sempre em lugares miseráveis, como o fodidíssimo Bangladesh.

domingo, 26 de dezembro de 2004

Eu fico sempre tão impressionada quando vejo essas notícias de tufão, terremoto, ciclone, alagamentos. Tudo isso é tão completamente fora da minha realidade que me assusta de um modo incrível. Não tenho idéia de como reagiria se me encontrasse em uma situação semelhante. A Umbria é zona altamente sujeita a terremotos, o que torna muito caro construir qualquer coisa aqui, já que é obrigatório ter um esquema antisísmico e coisa e tal. Mas eu nunca testemunhei nada, a não ser um ridículo tremor uma vez, enquanto estávamos na fila do cinema. Ninguém mais sentiu e eu nem comentei nada porque achei que fosse impressão minha, mas dias depois vi uma notinha no jornal local mencionando o minitremor.

Nessa época do ano há milhares de italianos passando as férias na parte da Ásia atingida pelo terremoto/maremoto. Roberto, amigo nosso, em teoria partiu hoje pela manhã pra Tailândia, mas a essa altura do campeonato já não sabemos mais se foi ou se está plantado no aeroporto, esperando sabe-se lá o quê. Quando acontecem essas coisas, o Ministério do Exterior se mobiliza rapidinho e é possível saber, se necessário, os nomes de todos os cidadãos italianos que estão no local atingido. Entra-se em contato com as agências de viagens e tour operators, disponibilizam-se números de telefone pra falar diretamente com o Ministério, e quem está por lá e consegue dar notícias de alguma maneira, acaba na TV: acabo de ouvir uma entrevista com um fulano que foi passar a lua-de-mel nas Maldivas e acabou abrigando-se com a jovem esposa no teto de um bungalow, de onde mandava SMS pra assegurar a família de que está bem, apesar do rio de lama que corre lá embaixo. Já pensou que maravilha? Onde você passou a sua lua-de-mel? No teto de um bungalow, nas Maldivas, durante o quinto maior terremoto do planeta. Muito romântico.

Eu tô brincando, mas não consigo nem imaginar o horror de passar por uma situação dessas. Pior ainda é pensar que esse tipo de coisa acontece sempre em lugares miseráveis, como o fodidíssimo Bangladesh.

babbo

sábado, 25 de dezembro de 2004

Ah, hoje é aniversário do meu pai. Mandem uns parabéns pra ele, mentalmente, por favor. Grazie.

eca

sábado, 25 de dezembro de 2004

Fomos ver Birth com o Moreno ontem à tarde. Cinema vazio, nada de fila, aaaaah, maravilha!

Pena que o filme é um porre. UM PORRE. A história até que não é das piores, mas a mão do diretor é pesada demais. O filme é totalmente feito de coisas que eu abomino em cinema:

. Diálogos cheios de pausas longuíssimas e absolutamente inexistentes na vida real. Olhares podem ser expressivos, mas definitivamente não são capazes de manter diálogos complicados.
. Pessoas paradas olhando mudas pra algo que não tem nada a ver com nada, por horas a fio, algo também inexistente na vida real.
. Diálogos com perguntas não-respondidas, sem que alguém se irrite com isso. Tipo:
- O que é isso?

- O que é isso?

[No que uma pessoa normal começaria a chacoalhar o interlocutor não-respondente]

. Cenas overdramáticas e ridiculamente teatrais que só vão fazer sentido no final do filme.
. Situações absurdas que todo mundo acha normal. Tipo: casal novaiorquino cheio da grana acha normal que um menino desconhecido entre em casa e peça pra falar com a patroa a sós, na cozinha. Ora, por favor!
. Atuações ridículas aduladas pela imprensa. Quem foi que disse que o garoto que faz o Sean “deu um banho de interpretação”? Ficar parado sério olhando pro nada não é difícil, especialmente pra americanos, que normalmente nascem com aquele bloqueio total dos músculos da expressão facial.

Caraca, que ódio, que filme lento, que filme chato! Que vestidos LINDOS os da Nicole Kidman! Filme chato me deixa de péssimo humor.

**

Como o grande lance aqui é o almoço do dia 25 e não o jantar do dia 24, fomos comer no restaurante chinês de Ponte San Giovanni na volta do cinema. Moreno nunca tinha comido chinês, mas detonou o arroz cantonês e o frango com amêndoas. Acabamos indo dormir cedo, mentalmente cansados de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo na família e profissionalmente. Hoje tem o maldito almoço na Arianna, distribuição de presentes ridículos e coisa e tal. Ainda bem que o Mirco já decidiu que logo depois do almoço vamos cair fora. Não vamos ao cinema à tarde porque já vimos tudo o que está em cartaz. Provavelmente vai rolar um DVD em casa mesmo. Acho ótimo.