Nota dez: pra comissão de

Nota dez: pra comissão de frente da Beija-Flor, com as fantasias mais lindas que eu já vi, e bailarinas elegantérrimas e delicadérrimas. Amei :) E pro núcleo suburbano da novela das oito, que é engraçadíssimo; o filhinho do Mohammed é ótimo, a Dona Jura é qualquer coisa. E pra Emília do novo Sítio, aquela menina é a cara da Emília: cara-de-pau, abusada, terrivelmente engraçada :) E pros tecidos usados pelas mulheres árabes na novela das oito… Cada um de babar!

Nota zero: pras propagandas da cerveja Cintra, totalmente sem graça, e pras vinhetas do Sony Entertainment Television, tenebrosas. E pra Jade, que é uma mala e parece que ganhou remelas pretas com aquela maquiagem exagerada.

***

Ontem, passando ali em frente à Lagoa, onde os caminhões da Comlurb tavam parados pra recolher os peixes, me passa um bando de gente, provavelmente voltando de alguma festa animal. Um deles se dirige muito sério ao meu cachorro:
– Pô, cara, se tu fosse gato, tava feito, né não?

Eu ADORO a espontaneidade dessa cidade :)

Meu quarto tá com um

Meu quarto tá com um cheiro tão bom de chuva… Nem vou acender incenso hoje.

***

Fui ver vestido de noiva com minha prima casadoira hoje. Engraçado que esse negócio de casar na igreja nunca foi um sonho meu. Pra começar, por causa da minha alergia à religião, passando por odiar ser o centro das atenções e chegando até uma ausência total de romantismo na minha mente. Mas acho legal a preparação, a organização toda da coisa. A gente sempre acaba aprendendo um pouquinho – afinal de contas, casamento é, como tudo hoje em dia, uma indústria. Eu saio perguntando tudo, de nome de tipo de gravata até como se prende a grinalda na cabeça da noiva. A minha teoria de que deve ser ótimo trabalhar com gente de alto astral deve ser maravilhoso – melhor até do que salvar vidas, que foi do que eu fugi. Quer coisa mais alto-astral do que um casamento maneiro, entre duas pessoas jovens, que se gostam, têm um monte de coisas em comum, moram juntas e se dão super bem, gente com famílias normais e tal? Eu tô super feliz por ela. Só não estou mais feliz porque provavelmente não vou estar aqui pra ver, já que eles se casam em maio e eu vou estar na Itália (espero)… Nunca fui madrinha de casamento (até porque nenhuma amiga minha é casada), mas adoraria saber como é. Casamento milico, noivo de farda, cadetes com espadas, etc – bem conto de fadas! :) Mas pelo andar da carruagem, vou ter que me contentar em ser só madrinha do civil. O que, btw, já é uma honra :)

E aí no final das

E aí no final das contas o problema não era nem do modem, como o cara da Telemar falou, nem da linha em si, mas de uma imbecilidade que ele, o cara da Telemar, fez. Meu pai resolveu rapidinho, e já estou re-plugada.

Vou iniciar um manifesto pra mudar a dentadura do Albieri. Aquele sorriso plástico é no mínimo nauseabundo.

A Jade dançando com uma espada tabajara foi o ó do borogodó. Não sei por que ainda assisto àquela josta.

A vida vai indo… Uma preguiça inter-galáctica, dias inteiros de semi-ócio, uma coisa impressionante. Esse tempo pré-grande-mudança é de uma calmaria enlouquecedora.

Aí a Telemar resolve me

Aí a Telemar resolve me sacanear e a linha de telefone pifa. Eu não sei como é possível uma empresa onde os funcionários trabalham tanto funcionar tão mal. Gostava de dar aula lá, era um pessoal legal. Mas que merda de empresa.

Quinta-feira fui jantar com Lulu

Quinta-feira fui jantar com Lulu e Valeria no Arab, ali na Atlântica. De-li-ci-o-sa a comida! Eu, como sempre, fui de kafta e mjadra, ainda pedimos quibinhos de entrada e coalhada seca pra acompanhar. Comemos todas super bem, as porções são fartas, a decoração é bonita, o atendimento é bom, o preço é honesto. Fiquei fã.

Não fiquei fã das propagandas que têm a Globeleza como protagonista. Alguém já ouviu uma voz mais hedionda? Fora que ela é feia pra caramba. Como diria a Syrlea, forminha de fazer capeta.

Agora à tarde caiu uma super hiper mega chuva de verão. Eu absolutamente ADORO esses chuvaréus no final da tarde em dias quentes! :) Adoro ser pega na rua pela chuva, ficar encharcada em dez segundos, me sentir fresca e limpa :) Agora, acaba com o cabelo.

Quer saber uma das (muitas)

Quer saber uma das (muitas) coisas que me deixam loucas? Gente que disponibiliza e-mail pra facilitar a sua vida e te poupar a chatura de falar no telefone, mas não te respondem. Estou há dias mandando e-mail pro CREMERJ pra saber como se cancela um registro, e quem disse que eles respondem? Enquanto isso, eu, que absolutamente ABOMINO resolver qualquer coisa pelo telefone e abomino mais ainda encarar um buzão neste calor até a Praia de Botafogo, onde fica o CREMERJ, vou ficando com a anuidade atrasada. Não quero nem saber – duvido que eu seja a única (pseudo)médica inadimplente no Rio de Janeiro… ;)

Não sei quem foi (ou

Não sei quem foi (ou quem foram) que escreveu, mas me lembro de ter lido alguma coisa a respeito de uma teoria de que o destino de tudo que é país quente é ser forever subdesenvolvido. Não me lembro nem dos argumentos – a verdade é que nem são necessários argumentos, basta sair na rua num dia senegalesamente quente como hoje (e ontem, e provavelmente amanhã, e depois, e semana que vem… ô verão longo, putz) que fica perfeitamente claro que é impossível se esforçar um mínimo além do necessário com essa temperatura lá fora. Tudo fica prejudicado, desde o raciocínio até a movimentação no espaço. Alguém precisa inventar o ar-condicionado portátil, faz favor.

Nem precisa comentar que até agora não assimilei a idéia de estar de volta ao Brasil, né. Tudo bem, eu tava com saudade de botar umas roupas de menininha, saltinho, sainha. Mas passar hidratante depois do banho e já me sentir melada de suor é o fim da picada.

Colóquio inacreditável apenas ocorrido aqui

Colóquio inacreditável apenas ocorrido aqui na ruazinha onde levo meu cachorro pra brincar.
[Introdução]
Como a maioria dos cachorros, o Legolas também tem tara por gatos. O objetivo dele é fazer o gato correr, pra depois ele correr atrás. Já testemunhei a seguinte cena várias vezes: o gato sentado no meio da rua e o Legolas sentado do lado, latindo, esperando o bichinho correr. Os gatos se escondem debaixo dos carros, e o Legolas fica latindo até o bicho sair dali debaixo, o que pode levar dias. Não querendo que ele ficasse latindo e incomodando a rua inteira, peguei um gravetinho e joguei no gato (qualquer pessoa normal há de convir que gravetos NÃO machucam). Aí começou a coisa: um cidadão, bem malandro, que estava entrando no seu carro na rua, inicia o contato:
– Não faz isso com o bicho não!
eu: “Não tô machucando, é só pra ele sair daí e o meu cachorro parar de latir.”
“Deixa o gato quieto, os gatos moram aqui, a rua é deles!”
eu (absolutamente estupefata com esta afirmação absurda): “Como? Cê tá maluco? Esses bichos fazem barulho a noite toda, ninguém dorme nessa rua, eu não tô nem machucando o bicho, cê tá reclamando do quê?”
ele: “Se os gatos te incomodam, se muda!”

Peço a vocês que releiam essa frase para entender o impacto da coisa.

“Como é que é? Quer dizer agora que os gatos são mais importantes que as pessoas que moram na rua?”
Pensei com meus botões, mas nem se eles pagassem IPTU!

A criatura me vem com ameaças:
“Eu trago meu Rottweiler aqui e ele vai destruir o seu cachorro!”

Eu, pensando:
“Perco o cachorro mas fico rica, Rottweiler tem que andar de mordaça, duvido que o seu ande. Ter juiz na família é ótimo!”

Cara, na boa… Ainda estou salvando os gatos de infarto agudo do miocárdio, a única hora em que eles fazem exercício é quando fogem dos cachorros. Não têm nem o trabalho de caçar, porque tem um monte de imbecil aqui na rua que dá comida pra eles. Isso porque gato é o bicho mais esperto e independente do mundo. Agora, ‘os gatos moram aqui’ realmente foi demais. As pessoas tão ficando MUITO estranhas ou é impressão minha?

o filme Acabo de voltar

o filme

Acabo de voltar do cinema com Hiro, e obviamente quando digo ‘o filme’ me refiro ao Senhor dos Anéis. Não gostei. Eu e japa conversamos longamente a respeito, e a conclusão é a de que sou incapaz de dar uma opinião imparcial, depois de ter lido os livros cerca de 12 vezes. Ou seja: não consigo imaginar como é ver o filme sem ter lido os livros. A impressão que eu tive foi a de que ficou muita coisa no ar, sem explicação; o ritmo é muito corrido; tem muito nome, e pra quem nunca leu fica meio complicado; pra quem nunca viu um mapa de Middle-Earth fica muuuito complicado entender de onde e pra onde a galera tá indo. Agora, visualmente, é espetacular. As tomadas são lindíssimas, o figurino é de chorar de emoção (e eu já nem gosto de figurino…), os cenários são belíssimos (nem precisa dizer que eu tenho todos, ou sob forma de cartão postal ou em livros, ou em mapas, ou de fundo de tela no computador). Muito, muito bonito, mas não gostei não. Agora vou ter que ler os livros de novo pra poder desassociar a imagem daquele mongo do Elijah Wood como Frodo.

Pra completar, Hiro ainda me põe Roberto Carlos pra tocar no carro! Piquei muita salsinha na tábua dos dez mandamentos, né não? ;)