Arquivo de fevereiro de 2007

there and back again

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Já fui e já voltei. Não liguei pra quase ninguém, não vi quase ninguém. Não tava no clima. E foram muito poucos dias. Perdoem-me. (Marcinha, teu presente antecipado de aniversário tá lá em casa, à espera que meu irmão esteja de passagem em Botafogo pra deixar na tua casa).

Comentários assortidos:

. Não gosto de pessoas que ficam de óculos escuros em lugares fechados.
. Calorão é um porre, mas friaca é MUITOOOOO pior.
. Lugar marcado no cinema é sinal se civilização.
. Amo minha nova carteirinha de estudante.
. A Rainha é interessante mas não é interessaaaaaaaaante.
. The Departed é melhor que Blood Diamond (não são bem comparáveis, mas estou comparando assim mesmo).
. Livros são o que há.
. Já encomendei a moldura pros desenhos que a Newlands me deu.
. O Chocolate Thunder From Down Under NÃO é grande demais, só parei de comer porque o Mirco ficou me enchendo o saco.
. A Carol é ótima (não leve a mal, Vérti, mas ela é ofuscante mesmo).
. I love bandola.
. Pra quem já provou stracchino, Catupiry não é lá essas coisas.
. O vaso peruano que compramos em Ipanema é FODA. E vai ser difícil me livrar das galinhas d’angola de cerâmica que comprei pra dar de presente.
. A próxima pessoa que ousar dizer que brasileiro é bonito vai levar uma bandolada na cabeça pra ver se acorda.
. Odeio o aeroporto de Guarulhos. ODEIO.
. Gostaria de ser sedada na próxima vez que sair ou chegar no Santos Dumont, porque é impossível não chorar, mesmo com um pedaço de sanduíche de queijo Minas na boca.
. O pão de queijo da Casa do Pão de Queijo fica uma bosta quando esfria. O da padaria Eldorado é bom até velho e frio. Mas uma reforminha básica na padaria cairia muito bem…
. Eu amo meus ex-chefes. Eu odeio a minha chefa.
. Como é bom ter amigas-irmãs tipo a Hunka, que dorme torta no sofá, vai tomar leite com Toddy sozinha na cozinha, bate papo descabelada e de pijama de manhã, topa todas. E ainda por cima calculou a minha FC ideal pra queimar gordura durante exercício físico. Que eu já esqueci, lógico.
. A Lagoa é o bairro mais foda do planeta. Não tem nem pra Saint Germain des Près. Não tem pra ninguém.
. Meu avô tá velhinho e me deu uma tristeza :(
. Poucas coisas são piores do que gente que não quer entender certas coisas. Se não gosto, não gosto, cacete, não adianta forçar.
. Bolsa boa e linda é na Uncle K.
. E feira na Henrique Dumont? Diliça!
. Adoro andar de táxi. Adoro bater papo com taxista. Adoro bater papo praticamente com qualquer um (a menos que esteja usando óculos em lugar fechado).

Comentários carnavalescos:

. Fui tomar anti-histamínico pra coceira na cabeça, dormi e não vi a Viradouro. Saco! Em compensação acordei de madrugada na noite seguinte, com a clássica insônia dos estressados que esquecem de tomar anti-histamínico, e vi a Beija-Flor.
. Eu GOSTO de desfile de carnaval. Gostaria também de carnaval de rua se neguinho não fosse tão feio, tão desdentado, tão fedorento, tão funkeiro e tão berrador. Odeio gente que grita.
. Morte às piranhas caça-gringo, pelamordedeus.
. Achei a Unidos da Tijuca muito maneira, e originalíssima na interpretação do assunto fotografia.
. Os sambas andam todos uma merda há anos ou é impressão minha?
. Acho a Preta Gil um verdadeiro porre, mas gorda madrinha de bateria é uma vitória.
. A julgar pela sua densidade demográfica, peitos de silicone se reproduzem por divisão meiótica altamente acelerada.
. As fantasias da Galisteu são sempre lindas, mas a carinha de cavalo dela não mudou nada.

prova de novo

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

E não é que tive outra crise enxaquecal? Porre.

Fiz a prova de Linguistica com a dor de cabeça começando a martelar. Ultimamente já reconheço quando vem a maldita: me sinto como se estivesse meio de ressaca, meio debaixo d’água, com os reflexos lentos, a imagem que não acompanha o movimento dos olhos ou da cabeça, uma sensação bizarra de estar flutuando e de não ter controle sobre as próprias pernas. Tive tudo isso na sexta, quando a dor veio com tudo, mas hoje não rolou, e a crise me pegou desprevenida, enquanto me controlava pra não estrangular a mala que sentou do meu lado e não parava de batucar, esperando a professora.

Hora de fazer a chamada. Ela lê todos os nomes, parando apenas antes de alguns obviamente estrangeiros (não só de outros países, mas de outras regiões da Itália. A essa altura do campeonato até eu já sou capaz de reconhecer sobrenomes daqui e “de fora”). Longa pausa, testa franzida. Levanto a mão. Os outros estudantes começam a rir.
- Como a senhorita sabe que é a senhorita?
- Aposto que a senhora está tentando identificar quais são os sobrenomes e qual é o nome.
- Exatamente.
- Sou eu.
- Veira (por algum motivo TODOS ignoram o primeiro i) Moniz (pronunciado Mónitz) Bareto de Aragao (sem nasal) Daquer (pronunciado Daqüér)?
- Eu.
- Por quê?
- (Porque meu avô tem mania de grandeza e de árvore genealógica) Porque a minha família é muito antiga e acumulou sobrenomes ao longo dos anos.
- Mas como a senhorita faz com os documentos?
- Abrevio tudo, e mesmo assim às vezes não cabe.
- Que interessante…

**

Como sempre, fui a primeira a terminar. Eram 20 minutos pra quinze questões de múltipla escolha. Eu gosto de lingüística e já tinha estudado no ano passado, lembram?, mas a prova não valeu porque eu não tinha número de matrícula. Dessa vez estudei menos porque ela mudou de livro e eu não achava em lugar nenhum, e ainda por cima juntou com a enxaqueca e com a IKEA. Mas tenho certeza que passei. Ela recebe a prova das minhas mãos com um sorriso, e quando eu digo que não posso vir no dia seguinte pra “verbalizar” a nota, ou seja, escrever na caderneta, e conseqüentemente não posso fazer a prova oral que ela sempre dá pra aumentar a nota, ficou meio assim. Que pena, não vai poder tentar aumentar a nota! Não tem problema, respondi. Nunca fui paranóica com nota, não vai ser agora, velha e já formada. Pra mim esse curso é só pra eu medir o quanto entendi das matérias que me agradam, mais nada.

Estou pensando seriamente em fazer a minha tese em Linguistica Italiana.

ó céus

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Depois de sexta e sábado com enxaqueca, mal capaz de abrir os olhos pra estudar Linguistica e ver Grey’s Anatomy, hoje fomos à IKEA. Precisávamos fazer o pedido do sofá e comprar umas coisinhas pra Hunka, Newlands y otros.

Aí o programa de índio Danielesco atacou novamente: o irmão da Eun Hye, que não é exatamente brilhante, e sua igualmente tolinha esposa queriam ir ao novo outlet de Pomezia – o detalhe cruel é que eles moram em Cisterna di Latina (não riam), que não é exatamente ao lado de Pomezia. Ficamos de encontrar os pimpolhos na estação de trem de Pomezia.

Só que Pomezia não tem estação de trem.

Rodamos UMA HORA E MEIA, parando a cada dez minutos pra pedir informações, até que finalmente achamos os dois esperando-nos há quatro horas na estação de Santa Palomba, uma frazione de Pomezia.

Mas não é só isso! Um motorista de táxi que por ali passava e não entendeu o que faziam três coreanos perdidos em, of all places, Santa Palomba informou-nos que o tal outlet estava fechado, por ordens da prefeitura.

Que ódiooooooo! Eu doida pra voltar pra casa, descarregar aquela tralha toda, carregar a estante da Jayne no meu carro, botar os presentes na mala, preparar o meu almoço pro dia seguinte, e todo esse tempo perdido rodando em POMEZIA, que é horrorosa, por sinal! Cacetes estrelados!

Pra fechar o dia com chave de ouro, fomos jantar com Marco e Michela e mais uma cabeçada na pizzaria dos Feios, que é uma bosta de lugar. E na hora de estacionar Mirco calculou mal a curva, porque tem um murinho divisor da pista da garagem que é praticamente invisível (prova disso é o grande número de vezes que foi reconstruído o tal murinho), e foi com tudo: o dano não foi imenso, mas de qualquer maneira considerável. E a comida tava uma merda.

O que me consola é que lembrei de comprar o trequinho pra moer sal grosso, e finalmente posso salpicar de sel de Guérande minhas bruschette e abobrinhas no forno. Diliça.