E obrigada pelos muitos elogios pelo post cachorro-filosofico. Assim voces ainda me forçam a escrever um livro…
Arquivo mensais:outubro 2003
E obrigada pelos muitos elogios pelo post cachorro-filosofico. Assim voces ainda me forçam a escrever um livro…
Sábado eu e Leguinho tivemos uma experiência meio surreal, ou exotérica, como dizem os inguinorantes. Fomos correr de manhã cedo, mas tava uma neblina impressionante. Nunca tinha tido nenhuma experiência neblinal. Achei muito estranho correr em meio às brumas, com visibilidade baixa, uma umidade dolorida, um cheiro muito particular. Pra me sentir em Avalon só faltava a maluca da Viviane (e o lago, e os barquinhos, e os sinos do convento, e… não, não tinha NADA a ver com Avalon, mas enfim.).
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Mas o mais surreal mesmo foi o Fabrizio o Louco me presenteando com uma trufa negra, que custa tipo 500 dólares por quilo, ou mais. Não entendi, mas também não recusei. Repassei a bichinha pro Ettore e pra Arianna. Gosto de trufa, mas ultimamente tenho um eterno sabor de nada na boca, não sinto gostos, nada me agrada ou satisfaz, então em vez de desperdiçar a preciosidade, a dei a quem sabe apreciá-la. Fiz o mesmo com a porchetta que o Ettore me trouxe ontem: dei de presente à Carmen. Porchetta feita em casa é boa demais, mas não me sobrou serotonina nenhuma, estou incapaz de apreciar. Carmen ficou toda boba : )
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E ontem foi um outro dia estranho. Foi o dia da Marcha pela Paz; um monte de gente que veio a pé de Perugia até Assis, fazendo a maior bagunça e sujando tudo, como em toda manifestação boba que não leva a nada. A mala da mulher do Fabrizio veio nos pegar, a mim e a Carmen, lá pro meio-dia, porque de ônibus não rolava, já que os horários foram todos alterados e sozinhas não chegaríamos jamais a Assis. Fabrizio foi embora logo que chegamos, entao ficamos eu, Claudia e Carmen trabalhando sozinhas. Sem ele trabalhamos muito melhor, sem stress; e de fato o faturado do dia foi o mais alto dos últimos meses. Tinha muito americano passeando, e normalmente gastam muito, compram muito azeite e vinhos caros.
A loja fica na Piazza del Comune, e o prédio do lado oposto da praça é a Pinacoteca Comunale, onde de vez em quando rolam mostras, exposições, etc. No sábado tinha vindo à loja cumprimentar o Fabrizio o fotógrafo da mostra que está rolando agora na Pinacoteca. É um senhor que faz fotos bonitas, mas na minha opinião coloridas demais, em lugares como Burundi, Mali e outras coisas estranhas. Ontem ele passou na loja de novo, quando o patrão já tinha ido embora, e nos convidou a ir ver as fotografias. Fui eu só, e ele ficou horas me explicando tudo; grudou no meu pé e não largava mais. Fez questão de me fotografar, eu com cara de choro (minha prima já tinha me ligado e eu já tinha chorado rios), sem vontade de ajeitar nem a alça do sutiã, que provavelmente apareceu na foto, sempre gorda, embora ultimamente tenha perdido já uns 7 quilos, e ele me fotografando. Sábado vou ver como ficaram as fotos. Ainda me deu uns textos pra traduzir, umas explicações sobre as fotos que ele pretende distribuir aos turistas estrangeiros que entram pra ver a mostra, que tem entrada franca. No final das contas ainda me convidou pra jantar, a múmia. É mole? Tudo bem que depois da experiência lanterneirídica preciso de um homem maduro, mas não caído do galho já…
**
Hoje pro almoço, já que estou precisando de uma carninha, vou fazer tagliatelle alla zingara, mas com linguiça em vez de bacon. Uso tagliatelle feitas de massa com ovo. Tiro a pele da linguiça, refogo com alho e pimeita-do-reino como se fosse carne moída, corto em tirinhas (ou em fiammiferi, palitos de fósforo, como se diz aqui) umas cenouras, e cozinho levemente as bichinhas com espinafre nesse refogado linguiçal. Massa al dente, saltata in padella, queijo parmesão por cima. Pronto.
Sábado eu e Leguinho tivemos uma experiência meio surreal, ou exotérica, como dizem os inguinorantes. Fomos correr de manhã cedo, mas tava uma neblina impressionante. Nunca tinha tido nenhuma experiência neblinal. Achei muito estranho correr em meio às brumas, com visibilidade baixa, uma umidade dolorida, um cheiro muito particular. Pra me sentir em Avalon só faltava a maluca da Viviane (e o lago, e os barquinhos, e os sinos do convento, e… não, não tinha NADA a ver com Avalon, mas enfim.).
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Mas o mais surreal mesmo foi o Fabrizio o Louco me presenteando com uma trufa negra, que custa tipo 500 dólares por quilo, ou mais. Não entendi, mas também não recusei. Repassei a bichinha pro Ettore e pra Arianna. Gosto de trufa, mas ultimamente tenho um eterno sabor de nada na boca, não sinto gostos, nada me agrada ou satisfaz, então em vez de desperdiçar a preciosidade, a dei a quem sabe apreciá-la. Fiz o mesmo com a porchetta que o Ettore me trouxe ontem: dei de presente à Carmen. Porchetta feita em casa é boa demais, mas não me sobrou serotonina nenhuma, estou incapaz de apreciar. Carmen ficou toda boba : )
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E ontem foi um outro dia estranho. Foi o dia da Marcha pela Paz; um monte de gente que veio a pé de Perugia até Assis, fazendo a maior bagunça e sujando tudo, como em toda manifestação boba que não leva a nada. A mala da mulher do Fabrizio veio nos pegar, a mim e a Carmen, lá pro meio-dia, porque de ônibus não rolava, já que os horários foram todos alterados e sozinhas não chegaríamos jamais a Assis. Fabrizio foi embora logo que chegamos, entao ficamos eu, Claudia e Carmen trabalhando sozinhas. Sem ele trabalhamos muito melhor, sem stress; e de fato o faturado do dia foi o mais alto dos últimos meses. Tinha muito americano passeando, e normalmente gastam muito, compram muito azeite e vinhos caros.
A loja fica na Piazza del Comune, e o prédio do lado oposto da praça é a Pinacoteca Comunale, onde de vez em quando rolam mostras, exposições, etc. No sábado tinha vindo à loja cumprimentar o Fabrizio o fotógrafo da mostra que está rolando agora na Pinacoteca. É um senhor que faz fotos bonitas, mas na minha opinião coloridas demais, em lugares como Burundi, Mali e outras coisas estranhas. Ontem ele passou na loja de novo, quando o patrão já tinha ido embora, e nos convidou a ir ver as fotografias. Fui eu só, e ele ficou horas me explicando tudo; grudou no meu pé e não largava mais. Fez questão de me fotografar, eu com cara de choro (minha prima já tinha me ligado e eu já tinha chorado rios), sem vontade de ajeitar nem a alça do sutiã, que provavelmente apareceu na foto, sempre gorda, embora ultimamente tenha perdido já uns 7 quilos, e ele me fotografando. Sábado vou ver como ficaram as fotos. Ainda me deu uns textos pra traduzir, umas explicações sobre as fotos que ele pretende distribuir aos turistas estrangeiros que entram pra ver a mostra, que tem entrada franca. No final das contas ainda me convidou pra jantar, a múmia. É mole? Tudo bem que depois da experiência lanterneirídica preciso de um homem maduro, mas não caído do galho já…
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Hoje pro almoço, já que estou precisando de uma carninha, vou fazer tagliatelle alla zingara, mas com linguiça em vez de bacon. Uso tagliatelle feitas de massa com ovo. Tiro a pele da linguiça, refogo com alho e pimeita-do-reino como se fosse carne moída, corto em tirinhas (ou em fiammiferi, palitos de fósforo, como se diz aqui) umas cenouras, e cozinho levemente as bichinhas com espinafre nesse refogado linguiçal. Massa al dente, saltata in padella, queijo parmesão por cima. Pronto.
Post cachorro-filosófico
A única parte da minha vida que não mudou nada aqui na Italia é o Legolas. Mesmo depois de tanto tempo na casa da Carol, lá no Rio, e depois de todos esses meses na casa da Arianna, aqui na roça em Santa Maria degli Angeli, ele não perdeu nenhuma das suas manias. Me acorda em torno das seis e meia sempre do mesmo jeito: senta ao lado da cama e fica me encarando. Eu me finjo de morta; ele começa a respirar forte, fazendo barulho. Eu continuo de olhos fechados, morrendo de vontade de rir, e ele começa a abanar o rabo. Continuo quieta, e ele finalmente me dá uma nada sutil patada no braço, e aí não tem jeito, tenho que levantar.
Nada mudou na nossa rotina, mas mesmo assim ainda me espanto com a facilidade com a qual ele entende as coisas, memoriza percursos, assimila hábitos. Depois de um aquecimento rápido vamos caminhando através do parque, pegamos a rua Vietnam, e é só a gente virar na estrada transversal por onde corremos sempre, e ele já começa a acelerar, olhando pra minha cara, as orelhas saltitando. Quando nos aproximamos de casa ele começa a se agitar; quando chegamos se deita no capacho do lado de fora e fica quietinho lá no sol, enquanto eu dou uma varrida na casa. Quando volto do trabalho, na hora do almoço, ele vem com a cara toda amassada de sono e um tênis na boca (nem sapato nem chinelo, sempre tênis, sabe-se lá por quê). Quando cruzo os talheres ele sabe que eu acabei de comer e logo vou levá-lo pra sair, então é só ouvir o barulho do garfo e da faca sobre o prato que ele levanta todo animadinho, doido pra dar uma volta. Ou então se estou no telefone, é só ele ouvir um então, tá…, ou então um beijo!, ou ainda allora ci sentiamo dopo, que sabe que acabei a conversa e posso voltar a dar-lhe atenção, e já começa a se agitar.
A infantilidade dos cachorros me encanta : )
Mas aí entramos na questã principal dessa história: é impressionante a capacidade que algumas pessoas têm de passar batido pela vida, sem olhar pros lados, sem observar, sem aprender nada. Outro dia estava com Leguinho no parque em frente de casa quando passa a minha vizinha de cima, a que tem o jardim no final do edifício (o apartamento dela equivale a dois apartamentos do andar térreo, onde eu moro, e ela ainda tem o jardim no térreo ao final do lado esquerdo). Ela vai caminhar todo dia de manhã com a Nina, insuportável basset velha e chatíssima, infernal latidora que faz um escândalo quando passo com o Legolas em frente à grade do jardim. Leguinho foi lá cheirar a cachorra normal, cachorros se saúdam. A mulher não só não me reconheceu (nem a mim, nem ao Legolas, e olha que nem eu nem ele costumamos passar inobservados em terras italianas), como ainda botou a cachorra, que a essas alturas já estava latindo como uma doida e avançando no Legolas com a petulância que só os microcães têm, protetivamente no colo. Isso porque o Legolas nem encostou nela; cachorros pequenos são, pra ele, mera curiosidade e pouco dignos de interesse. A vizinha pediu pra eu afastá-lo porque a Nina estava com medo dele. Tipo, hello? Você tem cachorro há anos (a Nina é bem velhinha) e mesmo assim não entende NADA do assunto? Não sabe que macho e fêmea não brigam, e quando brigam é a fêmea que bota o macho pra correr? Não conhece nada de raças, não sabe que labrador, depois do tatu-bola, é o bicho mais bobão do mundo? Nunca viu meu cachorro na rua comigo, brincando com as crianças que saem da creche na hora do almoço, com velhinhos que passam de bengala e param pra dar bom dia bem embaixo da janela dela?
Imediatamente lembrei de uma coisa que muito me surpreendeu, ano passado. Tudo bem, eu sempre fui espertinha, além da média; sempre tive o hábito de reparar em tudo, perguntar tudo, querer entender tudo, de ler tudo, de fazer comparações com coisas já vistas ou ouvidas, de extrapolar, de aprender. Mas hoje em dia entendo que eu não sou tãaaao acima da média assim, ou melhor, não sou tão fenomenal assim é a média é que é baixa. Porque as pessoas simplesmente NÃO OLHAM o que há ao redor. São incapazes de assimilar, de comparar, de aprender. Ano passado, antes de voltar pra Itália, dei aula de Inglês pra uma turma muito, digamos, complicada. Todos adolescentes, sem saber uma palavra de Inglês (o que, sejamos sinceros, já é muito estranho. Não saber NENHUMA palavra de Inglês, nos dias de hoje? Meninos e meninas da classe média baixa? Mas nenhuminha mesmo, nem good morning?). Um dia boto no quadro, como introdução a vocabulário novo, a palavra hard. Entre os alunos, dois com camiseta do Hard Rock Cafe. Pois não é que me olharam TODOS como se nunca tivessem visto a palavra na vida? Ainda perguntei, mas vocês realmente nunca viram essa palavra escrita em lugar nenhum? Não. Fiquei chocada. Como é possível um ser humano passar tão incólume pela vida? Como é possivel ignorar coisas que nos são bombardeadas todo dia, o tempo todo? Como é possivel uma pessoa ter um cachorro e não entender NADA de cachorro? Como é possível uma pessoa ter um videocassete em casa e não saber nem ligá-lo? Como é possivel alguém comer um prato particularmente gostoso e não querer saber que ingredientes leva? Como é possivel alguém usar uma camiseta e não ter a mais longínqua idéia do que está escrito nela?
Sou eu que sou maluca?
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Coisas a incluir na lista de coisas que deveriam ser proibidas, junto com dente de ouro: malhar/correr/caminhar com tênis sem meia (sinto o chulé fúngico só de pensar, as micoses borbulhantes, todos os funguinhos fazendo festa no suor, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah), malhar de cabelo solto, malhar maquiada, malhar de argolona nas orelhas. Muito dedo no olho pra essas criaturas.
freddo
Hoje estou dando uma de responsavel de RH, fazendo entrevista e analisando candidatos.
Hoje também estou dando adeus oficialmente aos meus dedos dos pés. De hoje em diante, até o proximo verao europeu ou até eu voltar pro Rio (o que vier primeiro), soh vamos nos ver no chuveiro. O frio chegou de vez; hoje foi um dia lindissimo, de céu muito azul e poucas nuvens flutuantes, mas aquele ar frio que nao engana: alegria de pobre dura pouco, o outono virou irmao gemeo do inverno, tah frio mesmo e o negocio é tirar as meias e as botas do armario. Tchau, dedinhos.
Essa noite sonhei que tinha ganho 20.000 dólares jogando paciência numa slot machine em uma casa de bingo. A coisa foi meio estranha porque, 1) eu estando na Itália deveria ganhar em euros, e não em dólares, 2) não sei se tem paciência em casa de bingo, e 3) eu jamaaaais frequentaria uma casa de bingo; acho jogos de azar a coisa mais ridícula já inventada pelo homem, depois da tanga fio-dental, e tenho pena de quem perde tempo com essas coisas. Mas foi um sonho bem legal. Acordei antes de decidir se ia pras ilhas Cayman abrir uma conta ou se enfrentava os pesados impostos italianos, que me comeriam 6.000 dos meus 20.000 dólares. Vou interpretar o sonho como um sinal do universo de que o carro do atum é meu e ninguém tasca.
Hoje vim sem maquiagem. Marcinha, padroeira dos brasileiros expatriados, me mandou umas revistas com umas fotos do Rio, que devem chegar hoje aqui no escritório. Como não consigo ficar olhando pra um pacote sem abrir, sei que vou abrir, olhar e chorar, e pra não incluir borrar nessa lista de verbos, vim com a cara limpa, acqua e sapone, como se diz aqui.
Essa noite sonhei que tinha ganho 20.000 dólares jogando paciência numa slot machine em uma casa de bingo. A coisa foi meio estranha porque, 1) eu estando na Itália deveria ganhar em euros, e não em dólares, 2) não sei se tem paciência em casa de bingo, e 3) eu jamaaaais frequentaria uma casa de bingo; acho jogos de azar a coisa mais ridícula já inventada pelo homem, depois da tanga fio-dental, e tenho pena de quem perde tempo com essas coisas. Mas foi um sonho bem legal. Acordei antes de decidir se ia pras ilhas Cayman abrir uma conta ou se enfrentava os pesados impostos italianos, que me comeriam 6.000 dos meus 20.000 dólares. Vou interpretar o sonho como um sinal do universo de que o carro do atum é meu e ninguém tasca.
Hoje vim sem maquiagem. Marcinha, padroeira dos brasileiros expatriados, me mandou umas revistas com umas fotos do Rio, que devem chegar hoje aqui no escritório. Como não consigo ficar olhando pra um pacote sem abrir, sei que vou abrir, olhar e chorar, e pra não incluir borrar nessa lista de verbos, vim com a cara limpa, acqua e sapone, como se diz aqui.
…
Ontem tinha tudo pra ser um dia chato. Chuva, vento gelado… Levei o Leguinho ao parque de manha bem cedo, mas voltamos pra casa quando começou a chover. Dormi de novo até umas dez, quando o Ettore telefonou dizendo que passava lah em casa pra visitar o meu furadissimo cachorro, que alias nao estah mais furado, jah se formou a casquinha sobre o machucado e ele estah otimo, lindo e espetacular como sempre. Ficamos batendo papo até uma e meia da tarde! Ele acabou levando o Leguinho pra casa, eu almocei rapidinho e FeRnanda, Fabiao, a irma da Fernanda e o namorado, e mais a tia solteirona do Fabiao com o cachorrinho mala dela passaram pra me pegar. Sabado foi dia de S. Francesco e ontem teve feirinha na praça em Assis. Demos algumas voltas, mas tava chovendo moooito e ventando mooooito frio, eu totalmente Jade protegendo meus cabelos da chuva com uma echarpe, e às quatro fui trabalhar. Fabrizio o Louco nao estava (ele diz que Deus o manda ficar em casa com a familia nos domingos e nos deixa em paz trabalhando sozinhas na loja); bati papo com a Claudia e a Carmen, demos muita risada, Claudia foi embora e ficamos nos duas ralando. Mais tarde chegaram Samuele e Massimo, duas figuras de Città di Castello (a uma meia hora daqui) que foram comer na loja uma vez e desde entao voltam todo domingo pra comer e paquerar a Carmen. Mais risadas; fechamos a loja às oito e meia e fomos tomar uma caipiroska num bar tabajara em Santa Maria. Rimos muito, brindamos muito ao meu carro do concurso do atum, tomamos sorvete. Cheguei em casa antes das onze, Ettore foi levar o Leguinho lah em casa, dormi, acordei à uma e meia pra dar antibiotico pro negao, dormi de novo, no friinho, embaixo do meu super edredom de pena de ganso. Sonhei com o Rio a noite toda.
E’ hora de cortar o cabelo de novo. E’ hora de voltar pra casa.
Nao estou bem.
ah, a esperança…
Eu agora participo de tudo que é concurso que oferece carro como prêmio. Meu sonho é ganhar o carro do concurso do atum. É um Cooper Mini, carérrrrrimo e charmosérrrrrimo e suuuuper na moda, que eu obviamente vou vender quando ganhar, pra comprar uma fubica qualquer e ficar com o resto da grana. Todos por favor acendam velinhas que tô precisando de um pouco de sorte ultimamente.