A unica coisa boa de

A unica coisa boa de levar um Grande Choque Emocionalmente Avassalador é que voce dah aquela acordada pra vida basica, inevitavel pra quem é mais ou menos espertinho – e eu me considero bem espertinha. Estou me concentrando mais no trabalho, empolgada mesmo, apesar de ser um saco o que eu faço. Escritorio sucks. Estou me concentrando nas novas amizades, consolidando as mais velhinhas. Agora que estou trabalhando full-time, se tiver que fazer ida e volta duas vezes por dia de bicicleta nao tenho tempo de almoçar (fora o fato de que minhas pernas provavelmente iriam simplesmente cair, depois de um certo tempo. Ando com o maior pique ultimamente, logico, mas mais do que o que eu jah estou fazendo me deixa cansada, e nao “energizada”). Entao combinei com a Marta, que mora no centro de Bastia e estah no caminho do meu trajeto até o trabalho, que eu vou de bici até a casa dela, deixo a bichinha na garagem, vou com ela até o trabalho, na hora do almoço volto com ela, pego a bici, venho pra casa almoçar sozinha, etc etc. Hoje foi o primeiro dia desse esquema, e a mae dela, uma bonitona muito simpatica (alias, a familia dela é fabulosa), ligou pro escritorio lah pras dez dizendo pra eu vir almoçar. Falei que nao tinha problema almoçar em casa, jah que eu tinha deixado tudo pronto desde ontem (as batatas com alecrim que o lanterneiro nao comeu). Ela insistiu: deixa o almoço pro jantar e vem comer aqui! Tudo bem, né, me chamar pra comer é o jeito certo de me ganhar… ;)

Lah fui eu almoçar na casa da Marta. Por conta dos papos na mesa, um telefonema pra cah, uma idéia pra lah, um conhecido aqui, um amigo lah, jah tenho apartamento pra alugar, mas soh a partir de agosto, inclusive com lugar – e companhia: um boxer fofo – pro Legolas! E bem atras da casa da Marta, ou seja, no famigerado “centro nervoso” de Bastia, do lado do supermercado, do cinema, da praça principal… Se a joaninha que caiu dentro do meu olho agora quando eu voltava pra casa é realmente sinal de boa sorte, o dono do apartamento vai me adorar e nem vai pensar em alugar pra mais alguém.

E essa semana quem andou me dando carona foi a micro-mulher sarda, a que faz os cartuchos de inkjet. Ela é realmente microscopica (usa duas almofadas pra dirigir) e super estressada, mas é um amor de pessoa! Ficou com pena da distancia que eu tenho que pedalar todo dia e pra compensar me deu de presente um pao sardo, que é fininho, tem gosto de torrada, o nome eu esqueci, e estou comendo agora com Philadelphia, e uns biscoitos doces sardos muito esquisitos que ainda nao tive coragem de comer.

A menina das calças douradas jah se ofereceu, junto com a Marta, pra fazer minha mudança, quando rolar.

Agora soh falta eu tomar vergonha na cara e parar de comer Nutella.

Acordo cedo, fico enrolando na

Acordo cedo, fico enrolando na cama (leia-se sofah), vendo TV, até tarde. Roupa de ginastica, proteçao solar 50 (um colega de trabalho outro dia disse que eu jah to ficando morena por conta do passeio diario de bicicleta. Fiquei apavorada, um dos grandes medos da minha vida é ficar moreninha), mp3 player, lah fui eu encarar o percurso de mais ou menos 7 km até Torgiano, pra visitar meu cachorro na oficina. O dia lindo, meio abafado por conta do vento Scirocco que vem da Africa, um sol danado. Como é bom sentir calorzinho de leve depois de MESES de inverno! Quando saio de casa to ouvindo Ring My Bell, mas logo chegando à estrada a Aretha Franklin jah tah cantando nos meus zovidos (R-E-S-P-E-C-T. Muito adequado.). Continua cantando, depois vem a CeCe Penniston. Carros passam voando, eu nem ligo. Observo que a temporada de reproduçao das Minhocas Umbras jah deve ter acabado, nao vejo mais nenhuma morta na estrada. Agora é a temporada Porco-Espinho e Camaleao, duzias desses bichos atravessando a estrada, ou mortos claramente na tentativa de faze-lo. Faço uma curvona, jah tah rolando Gloria Gaynor. O vento começa a soprar contra, eu, teimosa e em processo de auto-flagelaçao declarada, nao mudo a marcha, nem reduzo a velocidade; penso nos meus quadriceps femorais dando duro, coitados, contraindo, contraindo feito doidos, as pedaladas sempre iguais, no ritmo da musica, o acido lactico chegando, a ardencia crescendo, vai, mula, quem mandou ser burra, vai, pedala, sente dor, muita dor, vai, vai! Passo em frente à casa do prefeito (em italiano se chama “sindaco”, acho super Didi Mocoh), logo depois tem uma ladeirona, o vento ainda contra, nao tem jeito, tem que mudar a marcha. Por sorte Bangles começa a cantar, walk like an egyptian, dah vontade de fazer pose de hieroglifo e sair dançando feito uma retardada. Quando a ladeira termina jah estou com os Pretenders in the middle of the road, jah vejo a torre que dah nome à cidade, jah vejo os janeloes altos da oficina. Chego lah ouvindo Tom Jones, nao vejo meu cachorro. O lanterneiro sai da oficina pra esclarecer: o Legolas tah com o pai dele, que fica com pena e o leva pra casa toda noite agora, e hoje ainda nao chegou pra trabalhar. Vou passar aspirador no escritorio e no “quarto” do Legolas, totalmente cobertos de pelo. Solto a dalmata do estacionamento de onibus em frente, ela me adora, virei sua idola desde a Pascoa, quando a soltei da corrente pra brincar com o Leguinho, e dei comida e troquei a agua. Brincamos um pouco, mas ela é uma mala, muito agitada, e sujéééérrima (domingo vou dar banho no Legolas e ela vai entrar no lote também, nao quero nem saber). Manobro o caminhao (aquele) pra perto de uma tomada, aspiro mais uns quilos de pelo do Legolas. Ettore chega com “o clero”, como diz a Arianna, todos os 4 cachorros; brinco com o Leguinho um pouco, tah tarde, to com fome, tenho roupa pra passar, faxina pra fazer e coisas pra remoer. Vao todos almoçar fora, almoço do dia do trabalho pago pelo patrao, ano passado foi otimo. Deixamos os cachorros todos na oficina, pego a bicicleta, volto pra casa. Quando os Commitments terminam Too Many Fish in the Sea (também muito apropriado) desligo o bichinho, fico curtindo o silencio da roça, o vento morno na cara. Uma cobrinha verde bonitinha atravessa na minha frente. Chego em casa coberta de insetinhos. Dizem que joaninha dah sorte, eu tomei uma chuva de joaninha hoje, vamos ver se dah certo. Tomo um litro de agua mineral, depois iogurte de pessego com maracujah, depois sacrifico uma lata de guaranah Antarctica. Almoço a salada de macarrao que sobrou de ontem, com iogurte natural em vez de maionese ou creme de leite. Boto uns pedaços de lombo que o pai do Chefe Meio Idiota me deu de presente outro dia, porque to com preguiça de fazer carne. Sento no sofah e penso na vida, catatonica (eu, e nao a vida). Levanto horas depois, televisao ainda ligada. Faço faxina rapida. Passo quilos de roupa. As janelas estao todas abertas, que entre o Scirocco, e as moscas (jah falei que a Italia no verao parece a Etiopia? LOTADA de moscas?), termino com as roupas, vou tomar banho, sento de roupao no sofah, vendo porcarias na TV. Toca o telefone, é o engano de sempre: nao, aqui nao é o veterinario… Faço as unhas dos pés. E reparo que pela primeira vez desde, sei lah, outubro, NAO ESTOU USANDO MEIAS! Estou de havaianas dentro de casa, sem meia! E estou de short e manga curta! Puta que pariu, como é bom olhar pra baixo e ver seus dedinhos em vez de uma meia colorida (as minhas meias sao TODAS coloridas). Boto feijao preto pra cozinhar, cozinho batatas com alho e alecrim. Venho pro computador pela primeira vez hoje (ainda estou com os punhos doendo por conta daquela traduçao enorme e chata que andei fazendo). Acho a Lia, estamos falando de feijao pelo icq. Janto feijao com farinha. O lanterneiro manda SMS, nao vem pra jantar. Otimo, penso, assim as batatas ficam pro meu almoço-relampago de amanha. O peito de peru tah lah fora, dentro do seu Tupperware, descongelando com o vento africano, amanha é soh grelhar, botar as batatas e pronto. O feijao é pra congelar. Marta manda SMS, nao rola night hoje, o avoh tah doente. A tv lah da sala diz que a Marianella saiu do Grande Fratello (sim, eles traduziram Big Brother), eu nem sei quem é Marianella, mas sei que ficaram uma americana, uma macho-man romana com nariz de tomada, um porra-louca e um cara lindo.

E a dor no peito, que jah tinha passado, voltou, e vou dormir antes que eu morra.

E nao é que a

E nao é que a Tia Arminda respondeu? :)))))
(ver post do dia 15, o permalink nao tah funcionando. Esse blogger é coisa das Organizaçoes Tabajara, ninguèm me convence do contrario.)

E re-respondendo a ela lembrei do meu primeiro livro nao-Atica (todo mundo da minha geraçao sabe perfeitamente bem do que eu to falando: Lucia Ja-Vou-Indo, o Siri Rafael, A Curiosidade Recompensada, etc), mais grossinho, foi presente da Tia Aline, professora da primeira série. Eh o primeiro da série Grimble, e eu releio até hoje! (vejam a precocidade da menina: todo mundo na turma ainda lendo naquele estilo si-la-ba-por-si-la-ba, e eu lendo Grimble! Hohoho). A dedicatoria eu sei de cor, e começa assim: Leticia, minha borboletinha…

Teve a Salvadora, professora de Ciencias, que todo mundo adorava. Uma loirona alta. O filho dela dava aula de Educaçao Fisica.

Claro que professor chato e sacana também fica na memoria da gente pro resto da vida. O Luiz Eugenio, que dava aula de matematica. Que quando queria que a gente anotasse uma coisa importante, dizia: essa é uma observaçao coloridi-iis-iis-iissima! E que, antes de entregar o resultado das provas, dizia: cabeças vao rolar!

Tinha a Martinha, de Portugues, jah no primeiro cientifico, que dizia coisas engraçadissimas, a ponto da gente fazer um glossario Martinha-Portugues. Coisas tipo, “mas fulano é uma anta de tenis!”. O termo paca manca foi, acho, um resquicio dessa época. Ou nao, jah nao lembro mais. O marido dela foi nosso professor de Historia no Princesa.

Lembro do Tarso, jah no Princesa Isabel, com aqueles oculos super fundo de garrafa, e que sabia de cor todos os sobrenomes de todos os alunos e todas as notas que tiravamos nos simulados. E depois que saiam os resultados, chegava na sala e começava: Tavares (minha prima)! Tem que melhorar dois décimos, Tavares! Daquer (eu)! Quatro e setenta e dois, Daquer? Quequeisso, Daquer? Tinha o Artur, também de quimica, e a letra quadradinha dele. Tinha aquele maluco de Biologia que repetia seeeempre, com um vozeirao (ele era gordao): Voces pensam que eu comecei como uma celulinha e virei um celulao? Nao! Entao vamos explicar a mitose e a meiose…”.

Muita gente tem péssimas memorias da escola – meu pai inclusive, traumatizadissimo do Sao José – mas eu nao. Adorava o Andrews e me diverti muito no Princesa também, e como nunca fui paranoica com estudo, acho que me divertia mais do que a média, embora nunca tenha sido do tipo que faz besteira, vai expulso, “vai pra coordenaçao”, etc. Fora que o Andrews ali da Visconde é lindo, aquelas mangueiras enoooooormes que abrigavam morcegos (que quando resolviam sair em bando pra passear deixavam a escola toda em polvorosa), as jaqueiras carregadérrimas, o “campao”, a Mulher de Branco que assombrava o campao e ninguém tinha coragem de ir lah no alto pegar a bola quando ia parar lah, as salas de artes que ficavam no subsolo…

Bom ter boas memorias :)

Que tarde boa, a de

Que tarde boa, a de sexta-feira! A Fernanda, aquela brasileira, passou aqui com o namorado, o Fabio, cara super simpatico, como ela. Fomos pra Assis tomar uma cervejinha (eu no suco de laranja, odeio cerveja) no bar do lado da loja onde eu trabalhei. Ela me contou como chegou até mim: procurando por musicoterapia em Assis, foi parar no site do Fernando, no post que tinha o cartao-postal que eu mandei pra ele e um link pra cah. Esse mundo é um ovo mermo. Ficamos conversando, conversando, dando risada, quando vimos eram oito e meia e nos morrendo de fome. Ela ligou pra uma outra brasileira que mora lah pros lados de Santa Maria (onde eu morei), e ela e o marido vieram nos encontrar pra um jantar muuuuuuuuuito demorado, mas bom :)

Novos amigos revolucionam a vida da gente.

Hoje foi um bom dia.

Hoje foi um bom dia. Trabalhei feito um cavalo, mas tive o prazer de ver todos os meus “to do” riscados da agenda no fim do dia. Acabei almoçando na casa do Chefe – ele nao tava em casa, almocei com os pais dele, muito mas MUITO figuras – pra nao ter que voltar pra casa, e de tarde, toma de mais trabalho, dessa vez braçal. Era exatamente o que eu estava precisando: um trabalho fisico pesadinho (tipo limpar e testar cartuchos vazios, embalar e preparar caixotes de papelao pra recolher cartuchos vazios em escritorios, escolas etc, que nos despachamos pela UPS mas tem que embalar direito antes), no melhor estilo pedreiro, pra ficar bem cansada no fim do dia e dormir bem. Tava chuviscando quando acabou o expediente, entao a Marta veio me trazer em casa; deixei a bicicleta no almoxarifado.

E acreditem se quiserem: tem outra brasileira morando em Bastia! Eh a Fernanda, que me descobriu através deste modesto (pero no mucho) blog; é psicologa, de Ribeirao Preto (sim, ela fala poRta), é SUPER simpatica, e vamos nos encontrar amanha.

Pra terminar o bom dia, amanha é feriado, dia da Independencia. E sobrou risoto de abobrinha de ontem, que vou esquentar e jantar agora. Depois vou tomar um belo banho, passar meu oleo trifasico de buriti da Natura e deixar a casa toda cheirosa, e dormir um soninho dos justos. Soh faltava o meu cachorro aqui comigo. Alias, cachorro em casa até tem, mas nao é o Legolas…

Nao falaram que o inferno astral tava acabando? Acreditei. E acho que tah acabando mesmo. Hoje dei até risada no escritorio. Realmente foi um dia bom.

beijos!

Quando o radio do carro

Quando o radio do carro da Marta começou a tocar Tribalistas (eu juro. Tocou Ja Sei Namorar em Bastia, senhores. Se isso nao é um sinal de que o fim do mundo se aproxima, eu nao sei o que é), eu deveria ter saltado do carro correndo, ali mesmo, na estrada, e voltado pra casa a pé. Mas naaaao. Lah fomos nos parar no Etoile 54, boate fora de Bastia cujo publico é, em sua imensa maioria, formado de… adolescentes. MUITOS adolescentes, um enxame deles. Faço entao um breve relato do que foi a minha noite lah:

Meninos de paletoh xadrez, meninos de terno e gravatona (a moda aqui é gravata larga, com um nozao ENORME), camisas de colarinho bem alto, terno + tenis muderno, cabelos masculinos cheios de gel, nas seguintes versoes: todo penteado pra frente, penteado para o alto estilo porco-espinho, penteado para o alto no meio da cabeça tipo tomahawk, achatado na cabeça na frente e arrepiado atras; meninas de mullet, meninas de mini-saia pregueada, scarpins, scarpins BRANCOS (heresia, heresia!), calça de boca estreita + bota/scarpin, meia arrastao + bota/scarpin, CANELEIRA por cima do scarpin (aquelas caneleiras de fazer ballet, de la), sobreposiçoes mil, maquiagem pesada estilo “nossa, voce soh pegou sol no rosto? porque o resto do corpo continua branco, mas a cara tah bronzeadérrima”, vestidos com decotes vertiginosos nas costas. Nao esqueça de botar um Marlboro pendurado na boca de cada um desses adolescentes, e voces podem imaginar a cena. Aih começam a tocar musicas italianas de sucesso nos anos 70, 80. Delirio total. Tipo assim Frenéticas tocando no final da festa, quando todo mundo, bebado, começa a abrir suas asas e soltar suas feras. O horror, o horror.

Aih começa a tocar uma musica em italinao, com o seguinte refrao: Cacau, maravilhao… Os amigos de escola da Marta, obviamente bebados, me tiram pra dançar. “Brasil!Maravilhao!” E pra explicar pra bebado que maravilhao nao faz parte do nosso vocabulario?

Aih começo a sentir nauseas. Eu tenho periodos de nausea, de vez em quando; semanas onde tudo me enjoa. E nao tem nada a ver com o ciclo menstrual, simplesmente acontece de tudo me enjoar, fazer o que. Num ambiente fechado onde milhares de adolescentes cafonas fumam Marlboro e outros mata-rato, nao tem jeito: enjoei brabo. Dessa vez nao vomitei, como quinta-feira passada, voltando do bar, onde eu, alias, soh tinha bebido um copo de coca-cola. Mas neguinho fumando non-stop em lugar pouco ventilado tem esse efeito sobre mim. Enjoo mermo, e se a coisa for braba, acabo vomitando. Meu sonho é vomitar em cima de algum fumante. Um dia ainda vou conseguir, juro.

Aih vamos embora. Chuva. Marta de scarpin preto machucando os pés, tira os sapatos pra dirigir. Eu com dor de garganta, enjoo e a sensaçao de uma bela noite de sono jogada fora.

Hoje acordo gripadérrima, com febre. Ettore passa aqui pra me levar pra oficina, brinco com Legolas, passo o aspirador de poh no escritorio que tava cheio de pelo, Ettore conserta uma escada que tava quebrada, fechamos a porta da oficina com doh (Leguinho queria vir embora com a gente, coitado), ele me deixa em casa. Faço um bife, cagando toda a cozinha de gordura, e batatas e repolho no forno com alecrim. Bato papo no icq, nao aguento de dor de cabeça, tomo um paracetamol e vou dormir. Acordo. Quem disse que tenho forças pra traduzir? Pra digitar esse post foi um parto, uma dor de cabeça atroz, os dedos errando as teclas, voltando pra corrigir a cada 5 toques.

ODEIO FICAR DOENTE.

Chove lah fora e aqui faz tanto frio. Me dah vontade de saber…

Enfim.