Acabei nao comentando o jantar pra brasileiros na casa do Prof. Silvestrini. Foi bem divertido, apesar deu ser a unica carioca e ter que ficar escutando certos comentarios. Fizemos uma massa basica, tomamos vinho, admiramos a vista – um apartamentaço, o primeiro apartamento ‘de verdade’, moderno, em que eu entrei aqui na Italia. Com direito a vista do estadio de futebol do Perugia e tudo. Dormi no apartamentinho do Daniel e esposa.
Aih, ontem, eu e Mirco fomos jantarr com um casal de amigos dele em um restaurante-buraco lah no alto de Assis. Muito gostosa a comida, e o papo idem. Deixamos os dois em casa e fomos pegar a Susanne em Perugia, pra depois ir a uma discoteca enorme na saida de Perugia, chamada Gradisca. Como tinhamos que esperar o resto da galera pra botar a gente pra dentro, ficamos sentados do lado de fora admirando a fauna local. Cara, é de rolar de rir. A coitada da Susanne, acostumada ao asséptico jeito suiço de ser, ficou horrorizada com a nudez das garotas, embora estivesse frio, com a quantidade de maquiagem e com a altura dos saltos, com as caras e bocas tanto de homens quanto de mulheres, com cenas do tipo rapaz de blusa cortada e barriga de fora, outro de chinelo e calça que eu tenho certeza que era de pijama. Fora os espetaculares penteados, todos à base de gel. Eramos tres alienigenas ali fora. Depois de entrar descobrimos as verdadeiras dimensoes do lugar – enorme, parecia mais uma minicidade do que uma discoteca. Varios ambientes, mas soh um banheiro, com duas privadas. Pelo menos era ao ar livre, assim a fumaça de cigarro nao sufocou tanto.
Eu jah comentei que aqui na Italia tem uma profissao chamada ‘cubista’? Sao as garotas que ficam dançando em cima de um cubo de acrilico ou qualquer outra coisa, ou em qualquer outro lugar bem visivel, pra ‘animar’ a galera da boate. Eh mole? No jornal de empregos aqui tem sempre alguém procurando cubistas, com ou sem experiencia. E quem é que precisa de experiencia pra rebolar em cima de um cubo?