Frio

Está nevando em Bastia. Aparentemente nevou a noite toda, porque hoje telhados, campos e carros amanheceram cobertos de neve. O fenômeno é raro por aqui; a última vez que nevou decentemente em Bastia foi, se não me engano, em 1981, e há fotografias desse suuuper acontecimento espalhadas por todo o prédio da prefeitura. Normalmente aqui embaixo, no vale onde estamos, não neva de verdade; no máximo aqueles floquinhos bobos que derretem assim que tocam alguma superfície. Ontem, voltando do cinema, caíam algums floquinhos desse tipo, e o termômetro do carro marcava um grau, a temperatura noturna média aqui nas últimas semanas. Os últimos dias foram gelados de verdade, mas não tinha neve nem em Assis, só no alto do Subasio, que anda branquinho já há muitas semanas. Mas essa noite nevou de verdade.

São oito e meia e acabei de entrar em casa. Fomos até Santa Maria pegar o carro da tia de um amigo do Mirco pra levar pra consertar em Deruta. Deruta é famosa por aquelas cerâmicas maiólicas horripilantes, com dragões amarelos ridículos e mal desenhados ou flores e frutas estilizadas, como nesses pratos enfeiadores de parede:

O pai do Mirco tem um amigo de muitos anos que tem uma oficina lá, especializada em carros, ao contrário da oficina do Mirco, especializada em caminhões e máquinas industriais. Então lá fomos nós a Deruta, o Mirco dirigindo o Fiesta batido e eu atrás, na Punto que herdei quando ele comprou o Volvo. Deruta fica na direção de Roma, cidade que, além de ser tudo na vida, tem um clima muito mais agradável do que nós aqui do interior da Tanzânia. Roma é mais seca e mais quente do que a maioria das cidades italianas. Quase nunca chove, e neve é coisa raríssima, coisa pra contar pros netos. Em Deruta não estava nevando, mas os carros que vinham da direção de Terni, que ainda é Umbria mas fica a apenas uma hora de Roma, mas é alta e por isso muito fria, estavam todos cobertos de neve.

Eu acho frio e neve duas coisas tão chatas que nem consigo mais achar bonito. Olho os telhados branquinhos e me dá uma raiva danada porque sei que lá fora a temperatura não me permite fazer nada. Tenho roupa na máquina de lavar que tenho que estender, mas quem disse que eu tenho coragem de ir lá na varanda debaixo de neve pra mexer em roupa molhada e ficar com os dedos congelados? Sai fora.

Espalha não!

Não conta pra ninguém não, mas eu sou contrabandista gastronomico-cinematográfica. Simplesmente me recuso a gastar algo em torno aos 6 euros em pipoca e água mineral no cinema. Como aqui rola aquela proibição totalmente anti-democrática de entrar nas salas de projeção com qualquer coisa comestível comprada fora do bar do cinema, aos poucos fomos desenvolvendo técnicas de contrabando alimentar que estão ficando cada vez mais sofisticadas.

No início eu simplesmente escolhia uma bolsa grande quando íamos ao cinema. Grande o suficiente pra acomodar uma latinha de amendoim e duas garrafinhas de suco de fruta. Normalmente ia com uma bolsona tipo carteiro da Animale, que me acompanhou na minha primeira viagem à Itália e tem bastante espaço, com o incômodo único de ser MUITO pesada, mesmo vazia. Uma vez fomos ao cinema com a Stefania, irmã do Mirco, e aproveitamos o espaço bolsal feminino duplicado pra levar tremoços (lupini), pipoca feita em casa, suco e água mineral.

O último upgrade da técnica resulta em levar guloseimas de casa dentro de uma sacola da Sisley (que, pra quem não sabe, pertence ao grupo Benetton, tem roupas bonitas e quando entra em liquidação alguém tem que me amarrar em casa pra eu não sair comprando tudo com 70% de desconto). Poderia ser uma sacola da Benetton, que assim como a Sisley está presente no shopping onde fica o cinema (onde tem uma Benetton tem uma Sisley e vice-versa). Mas a sacola da Sisley é preta e discreta, ao contrário da verde transparente da casa-madre, que é reveladora demais.

Ontem levamos de casa Pringle’s, coca-cola e suco de maçã e banana quando fomos ver L’Amore è Eterno Finché Dura (filme muito fraquinho).

Eu me sinto poderosíssima boicotando a pipoca murcha e superfaturada do Warner Village Cinema :)

As fotos que fizemos no caminho entre Nocera Umbra e Colfiorito, na vã esperança de chegar a Sellano. A primeira foto é a tal “estrada branca” que o carteiro nos mandou seguir. A segunda é uma panorâmica da paisagem ao redor dessa estrada. Pena que o céu tava fechado; definitivamente vou dar um pulo lá na primavera, pra correr e brincar com o Legolas, e tirar mais fotos!

As fotos que fizemos no caminho entre Nocera Umbra e Colfiorito, na vã esperança de chegar a Sellano. A primeira foto é a tal “estrada branca” que o carteiro nos mandou seguir. A segunda é uma panorâmica da paisagem ao redor dessa estrada. Pena que o céu tava fechado; definitivamente vou dar um pulo lá na primavera, pra correr e brincar com o Legolas, e tirar mais fotos!

Os Lemmings Atacam Novamente

Onze e meia da manhã de ontem. O telefone celular interrompe meu aprazível momento de limpar carne pro Ensopadinho Show de Bola. Mirco me diz só pra descer em 5 minutos que vamos dar uma voltinha em Sellano pra fazer um preventivo (orçamento). Onde fica Sellano? Não sei, ele responde. Lavo minhas mãos e desço, ainda cheirando a alho e carne. Ele começa a repetir as instruções que o tal cliente deu: pegar a estrada na direção de Foligno (que fica no caminho pra Roma), tem uma bifurcação, a direita leva a Spoleto, a esquerda a Fano, eu perguntei a ele se era pra pegar a direção de Spoleto e ele disse que não, que era pra ir na direção de Macerata, então é pra virar à esquerda. Claro que uma orientação dada assim com tão poucos detalhes e envolvendo dois lemmings desorientados como eu e Mirco, a coisa não tinha nenhuma probabilidade de ser fácil. Dito e feito.

Chegamos à tal bifurcação e pegamos a esquerda, que levava a Nocera Umbra, Fano, Macerata. Rodamos, rodamos, e nada de placa indicando Sellano. Aliás, nenhuma placa indicando nada conhecido; essa parte da Umbria é completamente desconhecida pra nós, e até a paisagem é um pouco diferente, mais toscana, embora na verdade esteja na direção oposta à Toscana. Passamos por trás do Subasio, por trás de Spello; ville belissimas entre as colinas, tudo já meio verdejante ma non troppo. O tempo muito estranho, céu nublado, carregadíssimo. Eu só pensando nas minhas calcinhas e lençóis que deixei pendurados no varal na varanda… Se a chuva que cai hoje é a mesma de dois dias atrás, aquela que veio com o Scirocco, vento do Marrocos, e trouxe a areia do Saara com ela e deixou meia Itália debaixo dessa poeira avermelhada (na Liguria, região onde fica Genova, nevou e ventou Scirocco no mesmo dia. Resultado: neve rosa nas ruas!), eu tô ferrada!

Rodamos, rodamos, e nada. Passamos por Nocera, cidadezinha de poucas belas e velhas casas de pedra acocoradas sobre as colinas. Foi um dos epicentros do grande terremoto de 97. Dá pra ver que quase tudo caiu, foi destruído, e quase nada foi reconstruído ainda, porque, obviamente, as porcarias das igrejas têm prioridade. Enquanto isso, MUITAS famílias continuam morando em containers precários. No frio que faz ali nas montanhas, não deve ser muito agradável. Pra vocês terem uma idéia das temperaturas invernais ali, a partir de um certo ponto da subida o Mirco aponta pra uns paus muito altos, pintados de amarelo e preto, fincados a pouca distância um do outro, ao longo da estrada. Estão ali pra marcar os limites da estrada, diz ele, porque no inverno a neve cai com tanta intensidade que não dá tempo de limpar a estrada, que assim fica com um nível de neve igual ao dos campos que a rodeiam. Sem uma indicação colorida como esses paus listrados, você simplesmente não vê a estrada. Delícia, hein? Imaginou você morando num container mal aquecido, numa cidadezinha com mais ou menos cem famílias, a estrada bloqueada pela neve por dias e dias… Enquanto isso, a igreja da cidade, e as das cidades turí$tica$ em torno, estão todas sendo reformadas desde 97, comendo dinheiro público com uma vontade impressionante. Mas deixa eu mudar de assunto, senão me vem aquela vontade que eu tenho de vez em quando, de sair chutando frades na rua.

No final das contas demos a volta na colina onde fica Nocera. Chegamos ao miolo de uma minicidade (paesino, em italiano). Hora do almoço, ninguém na rua. Vimos um carteiro parado num stop (cruzamento), olhando pra fora da janela do carro pra ver se vinha alguém da outra direção. Encostamos e perguntamos onde fica Sellano. Iiiiiih! Vocês erraram MUITO a estrada! Sellano fica logo atrás de Foligno, agora o jeito é voltar (tinha sido mais de meia hora de estrada desde a primeira saída pra Foligno) ou então continuar e terminar de dar a volta, mas vai levar mais de meia hora… Vocês pegam a estrada branca (hein?), depois vão ver as placas pra Colfiorito (encurtamento de Colle Fiorito, ou Colina Florida, região famosa pela boa qualidade de seus produtos laticínios), a estrada vira asfaltada, depois vem Casenove, logo depois vem Sellano.

E lá vamos nós pela tal estrada branca, que nada mais é do que uma estrada de mão única, de pedrinhas que deixaram o carro branco de poeira, serpenteando entre colinas verdes, plantadas, LINDAS, mas sem NENHUMAAAAA casa ao redor, nem uma vaca, um carneiro, uma pessoa, um cachorro, nada. Um vento forte soprando, as nuvens negras passeando lá em cima, aquela paisagem deslumbrante, o momento inoportuno – hora do almoço é sempre inoportuna pra qualquer coisa que não seja almoçar. Não resisti e desci do carro pra tirar umas fotos (que agora não tô com saco de editar). E, claro, fiquei com as botas todas brancas de lama… ;)

Circundamos um cemitério, e logo atrás dele começou o asfalto. Chegamos a um outro cruzamento, e nada de placa. Decidimos virar à direita, e fortunadamente chegamos a um outro paesino onde vimos placas indicando Colfiorito. Assim só pra constar, pedimos informação a uma camponesa maltratada pelas intempéries, que passava na rua. Iiiiiiih, não vai por Colfiorito não, é muito mais longe! Mais fácil descer tudo de novo e seguir até atrás de Foligno.

Tá.

Descemos tudo de novo, mudamos a direção no cruzamento, vamos na direção de Foligno. Continuamos nessa maluquice, estradas desertas e cheias de curvas absurdas, em meio a colinas cor de laranja. A essa altura já estávamos morrendo de fome; eu não tinha tomado café e já estava me sentindo verde. O cliente liga pro Mirco; mas onde é que vocês foram parar, meudeus? Mirco diz onde estamos (passando em frente a Ascolano, paesino com 6 casas – eu contei), ele diz que estamos na direção certa. Desconfiamos, mas seguimos em frente.

Depois de MUITO rodar, chegamos. Descemos uma ladeira atrás do açougue e damos de cara com o reboque de um caminhão, todo meio enferrujado, que é o tal negócio que o Mirco vai ter que dar jato de areia e pintar (ele não, o pai, já falei que o Mirco odeia caminhão e só pinta máquinas industriais). Vinte minutos analisando o bicho, tirando fotografias, explicando coisas. O orçamento final vai ser dado por telefone hoje à noite. E a nós resta arrumar um lugar pra comer.

Esse é um mapa meio pobrinho da Umbria que arrumei não lembro onde e já usei aqui antes. O trajeto em vermelho é o que deveríamos ter feito. O outro, em cor teal, é o que nós, bestas quadradas, fizemos.

Vinte minutos depois, estamos na altura de Foligno, e ainda de estômago vazio, porque em cidadezinhas de 6 casas não há restaurantes. Resolvemos continuar até Collestrada e parar pra comer no Autogrill do Ipercoop. A essa altura do campeonato eu já tava tonta mesmo, com as pernas tremendo de fome – pombas, já eram três da tarde! Comi um risoto de linguiça e ervilha, e depois uma bisteca de vitela e batatas no forno. Ainda ganhamos de brinde uma mini-garrafa de Valpolicella, que é um vinho do qual não gosto muito, mas de graça…

Continuamos até Perugia, pra pegar a haste de um limpador de farol de um caminhão Scania que há dias está só ocupando espaço na oficina. Voltamos tudo de novo até S. Maria pra pegar o tripé da máquina fotográfica da irmã de um amigo do Mirco; caiu um parafuso e ninguém consegue consertar. Última parada: Petrignano, pra pegar a lista de códigos de peças que o Mirco pinta pra Umbrapackaging. Estou eu sentadinha no carro, no sol, quando o Mirco bate no vidro. Dá pra você vir dar uma olhada aqui num funcionário que cortou o dedo? Lá vou eu olhar. Entro no banheiro onde ele está sem nem perceber que era o banheiro masculino (e mesmo que tivesse percebido, não teria feito a menor diferença, acho). O cara tá lá com um discreto corte em V no indicador esquerdo. Meio fundinho; se a mão estivesse limpa eu até daria um pontinho, se houvesse material de sutura na caixa de primeiros-socorros, mas num dedo cheio de graxa daquele jeito deixei quieto. Bota o dedo pro alto, meu senhor, mais alto que o coração, até parar de sangrar. Depois a gente bota um band-aid e pronto.

Depois que o Mirco me deixou em casa fiquei pensando: putz, não lembro mais NADA de medicina de emergência! Apaguei tudo da minha cabeça, não ficou nada!

Não sei se fico triste ou contente.

p.s.: Minhas calcinhas não saíram voando, apesar do vento forte, nem tomaram chuva vermelha.

Complete as lacunas: Roma é T_D_ na V_D_

A jornada romana de ontem tinha dois objetivos: um era pegar uns sapatos que uma tia da FeRnanda trouxe do Brasil porque na mala dela não tinha mais espaço, e comprar ingredientes brasileiros na Castroni. O outro era fazer uma social básica com essa tia. Então.

Acordei cedo ontem pra lavar meu cabelo e dar tempo da juba secar antes de sair de casa (coisa que, obviamente, não se realizou. Meno male que a temperatura estava ótima e em certos momentos cheguei a morrer de calor). Encontrei FeRnanda e Fabião na movimentadérrima (cof cof) estação de trem de Bastia e pegamos o trem de pobre* das 8:44, com longa troca de trens em Foligno. Chegamos a Roma, que aliás é tudo na vida, quase meio-dia e fomos direto almoçar no McDonald’s da estação. Eu e Fabião encaramos um novo sanduíche de dimensões avantajadas. O meu está em processo de digestão até agora.

Metrô até Laurentina, uma viagem curta de ônibus e chegamos à casa dessa tia da FeRnanda que mora há 28 anos em Roma. Ficamos lá de bobeira batendo papo, meio em italiano, meio em português, com o simpático marido romano dessa tia; depois descemos ao apartamento de baixo, onde mora a filha mais velha deles com o marido, vimos a casa, vimos fotos da lua-de-mel nas Maldivas, vimos alguns mapas e posters de Tolkien na parede (quem disse que TODO italiano é Tolkien-clueless?), missão cumprida, fomos embora.

Aí começou a segunda parte da epopéia. Porque o Mirco não pôde vir com a gente de manhã por causa do trabalho, mas cismou que queria ir lá ver a Castroni e nos buscar. Só que o Mirco, além de ser caipira pouco acostumado a cidades grandes (caipira cidadão do mundo, mas caipira), tem um senso de orientação tão bom quanto o de um lemming. Eu e os outros dois ficamos rodando na estação uma meia hora e de vez em quando o lanterneiro ligava pra dar sua localização. “Não tenho a menor idéia de onde estou, só sei que o trânsito tá todo parado”. Como ele não sabia onde estava e nem se estava indo na direção certa, ou seja, não sabíamos quando ou se ele chegaria até nós, nós três resolvemos nos adiantar e pegar o metrô até a Ottaviano e ir andando até a Castroni. Começamos a fazer nossas comprinhas, começo a ligar pro Mirco pra saber onde ele estava, e o telefone desligado ou “inachável”. Deve estar no metrô, pensei. Dito e feito: terminadas nossas compras, já andando na direção do metrô pra voltar, já que o menino não dava notícias, liga ele: eu tô em frente à Castroni… Eu: mas na Via Cola di Rienzo? Ele: na Via Ottaviano. Eu: então pede pra alguém te explicar onde é a filial da Cola di Rienzo, a gente te espera lá na frente. Voltamos tudo de novo, carregando nossas sacolas cheias de guaraná Antarctica, pão de queijo, leite condensado e goiabada. Daqui a pouco chega ele, ligeiramente estressado por ter pego o caminho errado assim umas 296 vezes e ter levado mais de uma hora do Grande Raccordo Anulare, anel estradal que circunda Roma e que é meio difícil de entender, até o centro da cidade. Claro que chegou morrendo de fome; ele está sempre com fome. Resolvemos parar na primeira pizzaria no caminho pro metrô. Nossos homens saciados, continuamos até o metrô, descemos em Vittorio Emanuele, achamos o carro e partimos. Achamos o carro não é uma frase inocente: pra achar o carro foi preciso que o Mirco tivesse tirado fotografias da estação de metrô e do exato lugar onde o deixou, porque eu e ele somos mestres em perder o carro em estacionamentos.

Olha eu e os pombinhos na saída do metrô:

(e não reparem nos meus olhos fechados; eu sou a pessoa menos fotogênica do mundo e SEMPRE saio com essa cara de peixe morto)

Felizmente não pegamos trânsito, embora até agora não saibamos por quê. A viagem foi light, a estrada tava vazia, Mirco e Fabião trocando histórias de escolas e professores às gargalhadas (eles não têm a mesma idade mas estudaram na mesma escola técnica), eu e FeRnanda morgadas de cansaço. Foi chegar em casa, tomar banho pra tirar aquele fedor de trem, comer o resto requentado de linguine com frutos do mar de sexta, e mimir.

A única coisa chata foi não ter dado pra encontrar a Ane, que tava enrolada e não conseguiu se liberar… Bom, fica pra próxima. Significa fazer o sacrifício de voltar à cidade que é tudo na vida.

*Os trens italianos são divididos em diversas categorias. Há os trens de rico, que custam mais, param em menos estações, são mais limpos, têm lugares numerados e sempre atrasam. São o Eurostar e o Intercity. E há os trens de pobre, que custam menos, param em tudo que é cidadezinha, fedem, se a linha for muito movimentada você corre o risco de viajar sentado na sua mala no corredor, e sempre atrasam. Esses de pobre são vários: o Diretto, que como o próprio nome diz, NÃO vai direto a lugar nenhum, mas pára em qualquer mini-micro-estação; tem os Regionali e os Interregionali, cuja diferença não sei explicar. Algumas regiões têm, além dessa enorme variedade da Trenitalia (Ferrovie dello Stato), umas linhas internas estranhas. Aqui na Umbria temos a Ferrovia Centrale Umbria, com trens caindo aos pedaços, que liga Ponte San Giovanni a buracos como Città della Pieve, Umbertide, algumas cidadezinhas na zona do Lago Trasimeno, quase na Toscana.

Fomos ver Cold Mountain ontem. A paisagem é linda (parece que o filme foi rodado na Romênia, corrijam-me se estiver errada), a Nicole Kidman é linda, o Jude Ló é um pão-de-law, as cenas de guerra são bem feitas, embora eu só goste mesmo de cenas de guerra se forem pré-pólvera… Eu achei só dois problemas no filme:

1) Muitas coisas não fazem sentido, muitos diálogos parecem incompletos ou dão a impressão de serem continuações de outras conversas que nós, espectadores, não ouvimos. Deve ser um caso clássico de adaptação tabajara pro cinema de um ótimo livro. Ou vai ver que o livro era uma bosta mesmo e não havia muito o que fazer pra remediar.
2) Tem a Renée Zellweger no filme. ALGUÉM MANDA ESSA MULHER PARAR DE FAZER BICO, PELAMORDEDEUSSSSSSSSSSSSS E estou pensando em criar uma campanha internetal: doe 1 dólar pra financiar a bochechotomia da Renée Zellweger!

Fomos ver Cold Mountain ontem. A paisagem é linda (parece que o filme foi rodado na Romênia, corrijam-me se estiver errada), a Nicole Kidman é linda, o Jude Ló é um pão-de-law, as cenas de guerra são bem feitas, embora eu só goste mesmo de cenas de guerra se forem pré-pólvera… Eu achei só dois problemas no filme:

1) Muitas coisas não fazem sentido, muitos diálogos parecem incompletos ou dão a impressão de serem continuações de outras conversas que nós, espectadores, não ouvimos. Deve ser um caso clássico de adaptação tabajara pro cinema de um ótimo livro. Ou vai ver que o livro era uma bosta mesmo e não havia muito o que fazer pra remediar.
2) Tem a Renée Zellweger no filme. ALGUÉM MANDA ESSA MULHER PARAR DE FAZER BICO, PELAMORDEDEUSSSSSSSSSSSSS E estou pensando em criar uma campanha internetal: doe 1 dólar pra financiar a bochechotomia da Renée Zellweger!