Ontem o dia terminou, depois

Ontem o dia terminou, depois de cerca de 5 horas de caminhada pelo centro historico, com um sorvete de gianduia e chocolate na Piazza Navona. Quase chorei de tao gostoso que era o bichinho. Aquele chocolate negao, do jeito que eu gosto, bem cacauzento mermo, hmmmmmmmmmmm…

Hoje acordei toda serelepe, crente que ia rolar a maior friaca, boto minha calça fashion de la cor de vinho, e quando a gente anda um pouquinho jah tah o maior sol! Nao que eu esteja reclamando, longe disso, mas eh um saco ficar andando por aih de roupa quentinha quando estah relativamente quente. Ainda mais quando voce passa o dia inteiro andando, subindo escada etc. Mas tudo bem, ossos do oficio, pelo menos eu nao to aih no Brasil vendo Jornal Nacional nem ouvindo Tchan no radio ;)

Hoje de manha fomos à Basilica di San Pietro. Depois de subir aqueles zilhoes de degraus, de passar por aqueles corredores estreitos e inclinados que deixaram todo mundo verde de enjoo, chegamos no alto da cupula. A vista lah de cima eh indescritivel. Parece as ilustracoes de Roma que aparecem nos quadrinhos de Asterix (ateh porque eh aquilo mermo, a estrutura da cidade nao mudou nada). Os predios todos baixos, todos daquela cor meio ocre maravilhosa, muitos com jardim interno, e muitas arvores espalhadas pelos jardins… Quase infartei (primeiro porque era degrau pra burro, e mermo com uma boa preparaçao fisica dah um cansaço maneiro) com a vista; eh tao lindo que dah vontade de chorar.

O segundo infarto veio depois, quando descemos pra igreja propriamente dita. A luz da manha (eram umas dez horas) entrava pelos janeloes e pelos recortes da cupula, aqueles marmores todos, tava rolando um canto gregoriano show de bola. Olha, eh dificil ateh de explicar, eh simplesmente a coisa mais linda que eu jah vi em toda a minha vida – e olha que pra mim igreja nao tem absolutamente nenhum significado espiritual ou sentimental. Mas nao dah, nao dah mermo, a coisa eh simplesmente maravilhosa, apesar de ter toda a historia podre da Igreja Catolica por tras e aqueles papas e cardeais das estatuas terem sido todos uns crapulas pedofilos e tal. Mas nao consegui segurar, dei ateh uma choradinha basica. Eu nunca imaginei que pudesse existir um troço tao lindo assim no mundo. Eh claro, sempre soube que era bonito e tal, mas eh MUITO maior e MUITO mais bonito do que se pensa, simplesmente porque nem com todas as fotos e videos do mundo dah pra ter nem uma pequena noçao do que eh essa igreja. A praça lah fora jah eh um desbunde, neh, vc entra na praça (depois de ser devidamente revistada pelos carabinieri (sao quase todos lindos, e todos metiderrimos /risos/), obviamente. Eu e Valeria nao podemos ver um deles que saimos correndo atras, doidas pra sermos revistadas hahahahahahahaha Bom, quando saimos da igreja o Papa tava na janela da biblioteca falando com a galera lah embaixo, aquele tapetinho vermelho pendurado na janela e aquele velhinho pequeninho laaaaaah longe falando no microfone (gente, como ele tah velhinho, mal consegue falar, dah uma pena, ele eh tao bonitinho!), parecia uma pintura :) A minha maquina fotografica Pimba Tabajara obviamente nao conseguiria jamais captar esse momento, mas a da Valeria eh daquelas que tem um zoom indecente e talvez saia legal.

Mas enfim, a gente saiu da Basilica ateh meio grogue de tanta beleza (a Pietà eh um pouco menor do que eu imaginava, mas realmente maaaaaraaaaaviiiiiilhoooooosaaaaaa), e ainda ficamos rodando um pouco feito uns perus bebados pensando no que fazer. Alguns museus tavam fechados, por causa do feriado hoje, mas acabamos pegando um onibus mermo e indo pra Piazza Campidoglio, aos Museus Capitolinos. Muito marmore lindo, muitos quadros lindos, e o proprio predio eh uma coisa de louco. Mas aih bateu aquela fominha do meio da tarde (minha solitaria Suelen começou a se queixar de anemia profunda) e fomos catar um lugar pra comer.

Burras! Caimos numa esparrela, um lugar com full lunch por miseras 15.000 liras. Deviamos ter desconfiado. Eram tres canelonezinhos que mal davam pro buraco do dente, e um filet de frango empanado com gosto de Chickenitos velho. E uma salada de rucula, justo rucula! Pelamordedeus, neh.
De lah fomos a um cafè absolutamente entupido de gente – segundo Nevio, o carequinha lindinho (palavras dele), que trabalha no albergue e se apaixonou pela Valeria (ateh agora soh quem se apaixonou por mim foi o garçom siciliano desse restaurante supramencionado, que achou minhas maos esplendidas. Uma nareba que valha-me deus…), tem o melhor café da cidade. Devia ser mermo, tava mais cheio que o Maraca em dia de jogo, uma barulheira do caramba. Eu nao posso dizer, jah que nao tomo café, mas o cheiro era otimo! :) O engraçado eh que aqui vem um dedinho de café na xicara sò, um tiquinho de nada. Vai entender.

Enfim…

Isso aqui eh muito bom, tem tanta coisa pra ver, a cada canto que voce vai tem uma coisa linda pra ver, eh uma coisa de louco! Acho que nem que eu passasse a vida toda aqui ia me cansar desses jardins, e dos predios cor de terra, e das placas de marmore com o nome das ruas, e dos vasinhos de planta pendurados nos predios, e das lambretas malucas, e do monte de cachorros que tem por aqui, e dos oculos escuros enormes e coloridos que as pessoas usam, e do bando de turista pedindo direçao pra gente, e dos malucos que acham que a gente tem cara de ucraniana ou russa (3 pessoas jah vieram dizer isso pra gente), e dos mais malucos ainda que olham pra cara da gente e falam ‘ma finalmente le brasiliane!!! tudo bem? ronaldinho?), e de nao pagar transporte publico (dica da Ana, meu bilhete Tabajara jah tem duzias de carimbos – aqui voce compra um bilhete que serve pra metro e onibus, e dura tantos minutos, normalmente 75 – numero mistico – e quando voce entra no metro ou no onibus tem umas maquininhas amarelhinhas onde voce enfia o bilhetinho, ela faz um ‘trec’ e carimba um negocinho, tipo uma autenticaçao. Mas nao tem ninguem pra conferir se vc autenticou mermo ou nao, se o seu bilhete jah expirou ou nao, o que significa que estou usando o mermo bilhete desde o meu primeiro dia em Roma, hahahahahaha)… PUTZ, como eu gosto desse lugar!

Guido diz que eh facil arrumar emprego aqui, inda mais a gente que fala ingles legal e tem uma carinha assim normal. A gordota americana no albergue outro dia disse que jah conheceu duas guias turisticas que tinham vindo pra cah como turistas, se apaixonaram e ficaram trabalhando. Jah me deram dois papeizinhos amarelos na rua com proposta de emprego (nao sei o que eh, tem que ligar pra saber. Nao sendo go-go girl, eu to topando ;)

Amo todos voces, mas no momento minha vida de piazza em piazza tah tao boa! :)
Zilhoes de beijos sorvetentos a todos
Leticia

p.s.: peço a todos os amigos e parentes que porventura venham a me escrever que os e-mails vindouros sejam desprovidos de acentuaçao, visto que os computadores daqui transformam tais acentos em caracteres estranhos, tornando a leitura das mensagens assaz complicada. Grazie :)

Pois eh… A noite em

Pois eh… A noite em Salerno foi tudo que a gente achava que ia ser, e mais. O nosso quarto era separado do quarto do lado, de homens, apenas por uma porta de vidro jateado, e no alto das portas tinha janelas abertas com umas persianas desdentadas, ou seja, a luz e o barulho de fora entravam toooootalmente pro nosso quarto, que jah era um pardieiro soh. Algum energumeno ficou ouvindo televisao a noite toda nas alturas, tinha gente conversando do lado de fora do quarto e a gente ouvindo tudo, uma beleza. Nao dormimos bissolutamente nada, levantamos de pessimo humor, e ainda tivemos que esperar o cafetao lah, administrador do albergue, levantar e se dignar a vir fazer nosso check-out, de muita mah vontade. Enfim. Quando chegamos na estacao, o trem pra Napoli tinha *acabado* de sair, e ainda tivemos que esperar duas horas. Em Napoli, esperamos uma hora pela conexao pra Roma. O trem pra Roma nao soh chegou atrasado, mas tambem se atrasou umas 3 horas no caminho (tinha um outro trem quebrado nos trilhos, parece). Uma beleza. Levamos basicamente o dia todo pra chegar em Roma, e obviamente chegamos totalmente destruidas. Foi banho, chocolatinho e cama. Ainda tinha uma americana biruta que nao parava de falar, e quando descobriu que eu falava ingles entao, foi uma coisa de louco, a garota nao me deixava dormir. Fora que tinha mosquito no quarto, fiquei horas pulando de beliche pra beliche dando chinelada nas paredes matando os cretinos.

Mas finalmente conseguimos dormir, e hoje jah acordamos num outro clima, embora cansadas ainda. De manha vimos o Coliseu, que eh lindo, depois de ver o Papa na Piazza S. Pietro (quarta-feira eh dia de audiencia, embora a gente nao soubesse disso antes de ir pra lah). Almocamos e depois ficamos rodando, e viemos parar aqui. Provavelmente daqui a pouco vamos pro albergue dormir.

Beijos.

Ninguem merece… O dia ateh

Ninguem merece…

O dia ateh que comecou bem, tomamos nosso cafe da manha basico (torradinhas e queijinho mais iogurte diet) no lindinho albergue de Pompeia. Mas depois…

Pra comecar, fomos andando (levando nossas malinhas de rodinha) ateh a estacao Circumvesuviana de Pompeia, que eh longe pacas do albergue. Chegando la chegamos à conclusao de que era melhor largar logo as malas em Salerno, onde nos dormiriamos hoje, e de lah ir pra costa amalfitana, senao teriamos que andar pelas cidades carregando mala. Soh que o trem pra Salerno sai da ooooutra estacao – fizemos, nos e as malas, o caminho todo de volta.

Muito bem, a viagem pra Salerno foi super normal (fora um pessoal antipatico dentro do trem), rapidinha e tal. A estacao de Salerno ateh que dah bem pro gasto. Paramos pra pedir informacoes e nos disseram que o albergue era “meio longinho”. Tudo bem, lah vamos nos. Andamos um pouquinho, se bem que, com as malas, pareceu um poucao, e no meio de umas escadas, num lugar asqueroso, encontramos o igualmente asqueroso albergue de Salerno. Pra quem saiu de uma construcao novinha, com jardim e banheiros otimos em Pompeia, isso aqui eh o cao chupando manga. As pessoas foram todas extremamente antipaticas, e ainda por cima nos vem a novidade: estah faltando agua na metade da cidade. Lindo. Ateh pensamos em voltar pra Pompeia, mas iamos perder tanto tempo que resolvemos ficar por aqui mermo. Deixamos as malas no quarto asqueroso e voltamos a peh pra estacao pra pegar um onibus pra Amalfi.

O onibus faz um trajeto lindo, a estrada eh assim meio Niemeyer, mas ainda mais estreita, e absolutamente cheia de curvas tao fechadas que a cada curva o motorista dava uma buzinada estilo Cassino do Chacrinha. Isso, mais o freia-acelera durante as manobras acrobaticas pra passarem dois onibus na merma pista, mais as curvas, mais o sol na minha cara me deixaram verde de enjoo. Chegamos a Amalfi no comeco da tarde; a cidade eh uma gracinha mas muuuuito cara. Nao vimos muito, e nem tava no clima tb – sendo cidade de praia, no inverno fica meio hibernante – e pegamos o onibus de volta pra Salerno no final da tarde.

Tivemos que andar ateh a estacao de trem pra escovar os dentes e fazer xixi, porque ninguem se lembrou de encher balde ou estocar agua, mesmo tendo sido avisados desde o dia 25 que ia faltar agua. Estamos absolutamente loucas pra sair daqui, essa deve ser a cidade mais antipatica do mundo, alem de nao ter chongas pra fazer. Jantamos no McDonalds (fomos lah na esperanca de ter banheiro funcionando, mas que nada) e corremos de novo pra estacao pra um novo xixi pre-sono. Uma maravilha.

Esta noite vamos dormir com a roupa do corpo, pra acordar amanha, enfiar os pes nos sapatos e sair correndo daqui! De volta pra Roma, onde os narizes sao belos!

Hoje foi um dia esquisitamente

Hoje foi um dia esquisitamente barbaro :)

Cafe da manha frugal, andamos pra cacete ateh achar a outra estacao de trem (quem diria que uma cidade-ovo que nem Pompeia precisaria de duas estacoes de trem), e em meia hora chegamos em Sorrento. A viagem de trem ateh lah eh lindinha, um monte de cidadezinha assim meio vagabunda, mas rolaram umas pontes lindas e umas plantacoes de laranja belissimas. Sorrento em si eh um amorrrrrrrrrrrrrrrrrrr, umas ruelas encantadoras, umas casinhas antigas, e uma vista pro mar que PQP :) O catamara pra Capri leva soh 20 minutos pra chegar na ilha, que eh um desbunde. Soh que…

Valeria conheceu uma figura no catamara, chamada Milena, uma senhora assanhada muito bonita, embora faltassem alguns dentes em sua arcada, e que nos convidou pra um almoco comemorativo na casa da irma dela. Muito bem, resolvemos acompanha-la, foi tao simpatica e coisa e tal. Pegamos um onibuzinho logo na estacao e fomos subindo por umas ladeiras foferrimas, passando por umas casas lindinhas, ateh chegar na casa da tal irma, que se chama Teresa. Comeca a nos apresentar a galera (uma familia de origem napolitana): os malucos Vittorio, Marco (um eletricista), Beppe (maestro de uma orquestra no hotel mais luxuoso de Capri) e sua esposa antipatica; os normais Peppe (que sentou do meu lado, eh pianista e muito simpatico), Francesca e Maria Luisa, muito quietas, a netinha de Milena, uma tal de Giada (uma figurinha), o Giuliano, que ficou botando e tirando a mesa, coitado, e um tal de Anibalo, meio esquisitinho. Pois entao…

Antipasti: prosciutto di Parma, presunto normal, queijo provolone
Primo piatto: um ravioli (que num era assim travesseirinho, eram mais tipo almofadinhas gordinhas e redondas) alla caprese – ou seja, com recheio de ricota e molho de tomate e mozzarella – sem nocao do quanto era bom aquilo! Caramba, que massa maravilhosaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Secondo piatto: uma saladinha basica, mais um outro prato tipico de Capri que era uma carne lah maluca, uma linguica nao identificada, e um molho de pimentoes diversos
Sobremesa: tiramisu e cafe, mais champagne
Tudo isso regado a MUITO vinho branco e uma coca-cola fake, tipo Sendas Cola ou coisa que o valha. Uma coisa louca, neguinho falando alto, tirando foto a rodo, comendo meu Diamante Negro, uma coisa assim bem basica. E foi nessa que nosso italiano comecou a deslanchar, porque num tinha outro jeito mermo. Eles gracas a deus acharam tudo otimo, entenderam tudo, acharam nosso italiano otimo, e meu sotaque bellissimo (vai entender, neh). Eita povo otimo, so :)

Resultado dessa farofa toda: vimos muito pouco de Capri; depois do almoco a Milena foi levar a gente a pe ateh o ponto de onibus, um tipo de praca meio central, embora bem pequena. No caminho passamos por lojas chiquererrimas, ruelas estreitas, casas deliciosas. Aquilo ali no verao deve ficar absurdamente entupido de gente, impossivel de andar, um balacobaco do tamanho do mundo :) Pegamos o ultimo catamara de volta pra Sorrento, e de lah voltamos de trem pra Pompeia, onde o albergue eh legal e eh bem mais barato ficar do que Sorrento, que jah eh mais carinha.

Andando pelas ruas de Pompeia de noite, voltando da estacao, comecamos a notar que tinha milhoes de casais de adolescentes sentados se agarrando ao redor do parque das ruinas (que eh enorme). A cada 4 colunas da grade, mais ou menos, tinha um casalzinho numa agarration que dah gosto de ver. E andando mais ainda, vimos que a cidade tah lotada, uma coisa estranhissima, de repente surgiu um povo que ninguem sabe de onde veio! Tudo entupido, um monte de adolescente, a juventude transviada de Pompeia e adjacencias toda fazendo point na frente da igreja (que coisa mais transviada, hein… isso eh que eh desafiar as regras da sociedade conservadora… se reunir na frente da igreja /risos/).

Mas enfim, estamos agora, pra variar, no tal pub pseudo-ingles, aproveitando que nao tinha ninguem sentado no computador pra botar as fofocas em dia. A decoracao daqui jah estah totalmente Halloweenzada, tem abobora pra tudo que eh lado. Muito bizarro, nada a ver com Italia, mas tuuuuuuuuudo bem.

Bom… A saudade dos narizes romanos eh grande, e em breve voltaremos. Mas amanha ainda tem mais costa amalfitana. Se der pra escrever, bem, se nao der, amem! Que fiquem todos na vontade! :PPPPPPPPP

Depois de uma noite merecidamente

Depois de uma noite merecidamente bem dormida e de um banho num chuveiro decente (os chuveiros aqui ou sao chuveirinhos ou voce aperta o botao e o jato dura uns 15 segundos, uma merda), embora o box seja tao pequeno que eu agradeci a meus cromossomos por nao ter bunda grande (se tivesse bundao, cada vez que me virasse desligaria o chuveiro), tomamos um cafe basico no jardim de rosas do albergue de Pompei e saimos pras ruinas. Um friozinho gostoso, o sol maravilhoso, um dia absolutamente perfeito :) Ateh uma da tarde ficamos nessa de passear pelas ruinas. Eh tudo muito bonito e interessante, mas tudo largaderrimo, sem ninguem pra explicar coisa nenhuma, muito lixo nos cantos, garrafas de plastico, guimbas de cigarro e afins, os afrescos arranhados, pichacoes em liquid paper (eh, aqui tambem tem, tem ateh camel^o) nos marmores antigos. Muito triste. Mas eh bonito, e vale a pena ver. Fora que queima um monte de calorias ;)

A cidade em si eh meio assim Sao Lourenco, nao tem mais nada pra fazer, caaaaaaaaalma que dah doh. Ainda mais com as lojas fechadas depois do almoco. Fica um bando de velhos e cachorros reunidos no meio da praca principal, em frente a igreja, tomando sorvete e fumando. Os velhinhos, abundantes, sao todos foferrimos, de terno, arrumadinhos, discutindo futebol ou politica nas mesinhas na calcada, um monte de jornais abertos sobre as cadeiras. Os adolescentes ficam num outro canto da praca, pra variar fumando horrores, e sao todos cheios de piercing, as meninas muito maquiadas, os cortes de cabelo estranhissimos.

No final da tarde foi dando uma leseira na gente e voltamos pro albergue, onde ficamos batendo papo ateh dar uma hora decente de sair pra comer. Viemos pra esse tal de English Pub, que de english obviamente nao tem eh nada ;) Eles tao terminando a decoracao de Halloween nesse exato momento, pendurando aboboras de plastico. Minhas batatas fritas (maravilhosas) acabaram de sair, por isso vou desligar aqui e ir entreter meu estomago.

Baci,
Leticia

Uma coisa engraçada que é

Uma coisa engraçada que é impossivel nao reparar aqui sao os oculos ENORMES que eles usam. Todo mundo: velho, jovem, homem, mulher, adolescente (alias, como tem adolescente por aqui!) usa esses oculos escuros absolutamente abelhoes. Tanto em Roma quanto aqui em Napoli.

Falando em Napoli… Que bosta de cidade! Fora o casario na beira do mar, o resto lembra Copacabana, soh que as pessoas simplesmente andam no meio da rua, botam a roupa pra secar em varais na calcada ou na janela, os carros param em absolutamente qualquer lugar na rua que der vontade, uma beleeeeeeeeeza. As pessoas sao mais feinhas, e claramente mais baixo nivel; andar de buzum nao foi exatamente uma calmaria. Pra falar a verdade me senti meio insegura em Napoli, ateh a caixa do supermercado nos advertiu pra tomar muito cuidado com cordoes e bolsas e afins. Mas sao todos extremamente simpaticos (ate agora num vi nada da famosa grosseria dos italianos), TODOS eles adoram bater papo, voce falando italiano ou nao. Ficam simplesmente contando historias longuissimas, ou te param pra pedir informacao (imagina, eu com essa cara de coisa alguma, eles me acham com cara de italiana). Quer ver um exemplo da bosta que eh Napoli? A gente parada dentro do onibus e me entra uma figura vendendo toalha de papel, tipo Kleenex. Soh faltou comecar a recitar, “non sto rubando, sto lavorando…” Me poupe, neh. A cidade eh sujinha, e putz como esse povo fuma! Coisa mais chata!

De manha, depois de um parto pra achar a estacao certa, fomos parar no Museo di Capodimonte, um predio lindissimo, de saloes mais lindos ainda, com um acervo de obras de artistas italianos e europeus em geral MUITO bonito. Mas a surpresa veio no final – os jardins sao de cair o queixo. Nem precisa dizer que, embora fosse um dia de semana e no meio da tarde, tinha bem uma galera fazendo cooper :)

Minhas pernas e gluteos doem de tanto andar e subir ladeira. Vou voltar sarada!!!!!!!!!!

P.S.: A agua de Roma aparentemente fez bem ao meu cabelo. Quer desculpa melhor pra nao sair de lah nunca mais? ;)

P.S.: Juju, o Paul Mitchel fez milagre no cabelo ruim da gente! Brigada pela dica! :)

Olha, esse negocio de albergue

Olha, esse negocio de albergue eh o maior barato. Mo zona, gente de tudo que eh lugar, com as caras e roupas mais esquisitas possiveis, gente em geral simpatica, e bem confortavel, apesar de tudo. Altamente recomendavel.

Mas enfim…
Voltando ao assunto Roma (jah mencionei que Roma eh TUDO na vida?), ontem a noite Guido me levou pra jantar no
Trastevere, que nada mais eh do que um bairro a beira do rio, num restaurante muito gostosinho. Comi feito uma louca – esse negocio de primo piatto e secondo piatto ainda vai me mandar de volta aos Vigilantes do Peso. Mas como tudo eh festa e a gente tinha andado pra burro o dia todo, lah fui eu, tirei a barriga da miseria. Ate arroz preto de tinta de lula eu comi, acreditem se quiserem. Tambem andei de lambreta – a maior aventura, jah que os italianos sao taaaaaao delicados no transito… Atravessar a rua eh muito simples: voce escolhe um ponto qualquer da rua, com ou sem faixa de pedestre ou sinal, e simplesmente sai atravessando, rezando pros carros e lambretas te darem passagem (e o engracado eh que eles dao mermo).

Aih, hoje, quinta-feira, pegamos um onibus na esquina do albergue, descemos na estacao do metro, fomos de metro ateh a estacao de trem, e de trem ate Napolis. Eh um charme – casas coloridas na beira de um mar azul – mas meio esquisita, meio suja, transito ainda pior que em Roma, e as pessoas jah nao sao tao bonitas ou charmosas. Mas eh bem interessante. O albergue eh no alto de uma ladeira, uma beleeeeeza subir isso aqui com mala, mas tudo bem… O predio eh bonitinho, novinho, mas os quartos sao apertadinhos, coitados. Mas como vamos embora amanha, num tem grilo.

Quando der, escrevo mais.

Forza, Roma! :)

Depois de uma viagem assim

Depois de uma viagem assim digamos, complicada (absolutamente TODOS os 4 voos atrasados), finalmente cheguei. Valeria e Guido jah mofando no aeroporto, coitados, mas enfim cheguei, cansada e fedida.

A primeira impressao de Roma, à noite, no carro, ja eh de matar. Viemos no carro dando gritinhos e risadas incontrolavelmente, feito adolescentes. Mas caramba, eh tudo extremamente bonito… Depois de botar as malas no hotel (que merece um capitulo à parte) e de um merecido e necessario banho, ainda saimos pra uma volta pela cidade velha, o centrao mesmo. Tudo calmo, tudo velho, tudo interessante – e tudo absurdamente bonito. Mas eu digo absurdamente mesmo, nao tem nada feio em lugar nenhum aqui no centro. No momento estou num estabelecimento de internet exatamente em frente à Fontana de Trevi, que eh absolutamente maravilhosa como eu achava mermo que fosse, apesar de ter tantos turistas ao redor que fica dificil ver qualquer coisa, fica dificil ateh conversar.

Hoje jah rodamos tanto que nem lembro mais de todos os lugares que vimos, mas basicamente minha primeira impressao da cidade, e da Italia em geral, eh que tudo eh EXTREMAMENTE BONITO. Acho que num saio mais daqui naum.

Depois de uma viagem assim

Depois de uma viagem assim digamos, complicada (absolutamente TODOS os 4 voos atrasados), finalmente cheguei. Valeria e Guido jah mofando no aeroporto, coitados, mas enfim cheguei, cansada e fedida.

A primeira impressao de Roma, à noite, no carro, ja eh de matar. Viemos no carro dando gritinhos e risadas incontrolavelmente, feito adolescentes. Mas caramba, eh tudo extremamente bonito… Depois de botar as malas no hotel (que merece um capitulo à parte) e de um merecido e necessario banho, ainda saimos pra uma volta pela cidade velha, o centrao mesmo. Tudo calmo, tudo velho, tudo interessante – e tudo absurdamente bonito. Mas eu digo absurdamente mesmo, nao tem nada feio em lugar nenhum aqui no centro. No momento estou num estabelecimento de internet exatamente em frente à Fontana de Trevi, que eh absolutamente maravilhosa como eu achava mermo que fosse, apesar de ter tantos turistas ao redor que fica dificil ver qualquer coisa, fica dificil ateh conversar.

Hoje jah rodamos tanto que nem lembro mais de todos os lugares que vimos, mas basicamente minha primeira impressao da cidade, e da Italia em geral, eh que tudo eh EXTREMAMENTE BONITO. Acho que num saio mais daqui naum.