javali

Aliasssss… Jantamos ontem na Sagra do Javali em Petrignano, aqui perto. Menu:

antipasto del cacciatore
1 bruschetta ao azeite
1 bruschetta de tomate
1 fatia de queijo bom
algumas fatias de salame de javali, picante
1 fatia de lombo de javali
cogumelos em conserva

primo piatto
pappardelle al ragù di cinghiale (pronuncia tchinguiale = javali) – OOOOOOOOTIMO

secondo piatto
goulash di cinghiale con torta al testo

Quase morri de tanto comer. O javali, como toda carne de caça, é magra, escura e tem sabor levemente adocicado, e se nao for preparada direito fica uma merda, fedorenta. Mas ontem o bichinho tava surreal de tao bom. O goulash estava divino, pedacinhos de carne que se desmanchavam na boca num molhinho picante sensacional. A torta al testo, que eu jah expliquei aqui mas explico de novo, estava otima também.

Entao: a torta al testo é farinha, agua, fermento e sal; vira uma massa que é esticada e depois cozida sobre uma superficie de ceramica (o tal testo), que atualmente virou uma plataforma redonda de ferro que deve estar muito muito muito quente antes de receber a massa. (Antigamente o recipiente de ceramica, fechado, era colocado sob brasas pra cozinhar). A bicha é tao boa que dah até pena. Melhor que a famosa piadina romagnola, que é mais farinhenta e leva banha na receita. Nao me levem a mal, a piadina é otima, mas muito fina e muito farinhenta pro meu gosto. A torta al testo se pode abrir, como um pao arabe, e rechear com os classicos da cozinha umbra: prosciutto crudo e queijo, ou linguiça com “erba” – sendo que “erba” (erva) eu definiria como grama, jah que nao tem gosto de nada, soh de clorofila. Eh uma planta selvagem que eles aqui comem direto, cozida como espinafre. Acho uma merda. A melhor torta, pra mim, é com linguiça. Eh de comer chorando.